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6.30.2012

SEROTONINA

"(...) A Bárbara optara definitivamente pelos comprimidos. Havia-os de todas as cores e para todos os fins. Quando falei com a sua psiquiatra e lhe demonstrei a minha preocupação pelo facto do brilho dos seus olhos ter  desaparecido, ela fitou-me com ar indiferente e enumerou uma sequência de substâncias químicas que faltavam à minha amiga.
Fui para casa com serotoninas, oxitocinas e dopaminas a faiscarem aos meus ouvidos e um único pensamento: por que razão viver tinha de ser um processo tão difícil para alguns de nós."


in Eu, Mulher de Mim, Edições Colibri, p. 44


Sei, sinto, vejo... 
Estás de novo à beira do abismo e, mais uma vez, não te deixarei cair. E se caíres, estarei lá para te amparar na queda!

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