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6.24.2012

SEM PIRUETAS


Uma coisa parece certa. Eram quase dez horas da noite e nada lhe fazia sentido. Nem um livro já conseguia apaziguar tanta revolta. Chegou de repente. Toda de uma só vez. A revolta... e a raiva, a ira, a dúvida...
Porquê? Porque tinha de ser assim?
Deixara-se ficar ali. Parada. Quieta. Deixara-se cair, simplesmente, sem estrondo. Sem piruetas. Sem alvoroços. Discreta... Sem ruídos de fundo... Quase um silêncio.
Chegou o dia e, tanto ela como o rio, os pássaros, as árvores e a ponte, valeram-se das mais variadas estratégias para suportar aquela dor...
Há dias e noites assim... dias e noites sem atrito, sem confronto, sem diálogo... noites de desistência... em que apetece chorar... apetece vomitar até...

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