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11.30.2014

O NOME PREDICATIVO DO SUJEITO


Diz o nome predicativos o sujeito, idiota, e nós já gaguejávamos o nome predicativo do sujeito, cheios de dúvidas, a hesitar.

Antóno Lobo Antunes in Revista Visão.

ÉS CAPAZ

Escrever como ele toca. Vá, levanta-te do papel com as palavras: quem disse que não eras capaz, és capaz, levanta-te do papel com as palavras. Fecha os olhos e elas saem sozinhas. As palavras são notas, repara. Não penses em nada. Abandona-te. O mundo inteiro está dentro de ti.

António Lobo Antunes

ESTOCOLMO ON A BUDGET

A Estocolmo posso dizer que voltava. No verão. A percorrer de barco os recantos de uma cidade aquática. Com sol. Muito sol.
É possível estar em Estocomo sem irmos à ruína? Difícil mas possível. E sabem como eu consigo viajar on a budget, não sabem?
Pois então, vão algumas ideias:
Do aeroporto de Arlanda (fica a 40 km) da cidade, a forma mais barata são os autocarros Flybussarna que nos deixam na estação central (T-Centralem) por 215 SEK (mais ou menos 22 euros, ida e volta). 
Para andar de metro, há um cartão azul que temos de carregar com 4 bilhetes no mínimo mas é a forma mais económica de descobrir a cidade de metro (cartão e 4 bilhetes fica por 120 sek = 12 euros aprox.).
Não aconselho de todo os autocarros turísticos descapotáveis, por sinal iguais em quase todo o mundo, por razões óbvias. Caros e só lá há turistas.
Aconselho, isso sim, um bilhete de barco de 24h (Hop on Hop off) que nos permite entrar e sair onde nos apetece. E num quente dia de verão, confesso que é muito agradável a passeata. A água da torneira é excelente e evita que gastemos um balúrdio com a água engarrafada. Caríssima nesta zona da Europa não sei bem porquê.
Os supermercados do centro de Estocolmo são de fugir. mesmo o popular 7/11. Tudo caríssimo! Mas há uma cadeia de supermercados nas estações d metro das zonas menos centrais com imensa variedade e preços excelentes. Comer em restaurantes é caro mas pasta e merdas assim conseguem-se por 15 euros, sentadinhos e tudo a ver as vistas. O MAC é sempre uma opção para quem aprecia mas é um ambiente deprimente e muito mal frequentado. Os hotéis são caríssimos mas há hostes excelentes (aconselho a Catanea Old Town) com gente gira, educada e culta, do mundo inteiro e onde nunca nos sentimos. 
Se viajar sozinha/o como eu, ao fim do dia, ofereça-se uma flutue de champanhe com 2 ostras por 12 euros a ver quem passa e sinta-se a rainha do báltico!

HOPE


A ESPERANÇA É O SONHO DO HOMEM ACORDADO.

ARISTÓTELES

11.07.2014

ERA UMA VEZ UM POVO QUE OLHAVA PARA O MAR...


ERA
PORTUGAL é um país pequeno mas com mais de 800 km de costa. O mar é e foi sempre o nosso vizinho mais próximo, o nosso amigo mais fiel e que temos desprezado ultimamente... Enquanto as outras nações da Europa guerreavam para decidir as fronteiras, em Portugal desde 1267 que o Guadiana era o limite final...

D. Fernando também ele olhava para o mar, deixando cortar as árvores das matas reais para construir barcos de grande tonelagem. Do mar, vinham mercadores... da Europa do Norte e da Inglaterra. Por ele, chegavam também notícias do Norte de África e dos portos do mediterrâneo. Em terra, as coisas não corriam lá muito bem. As epidemias matavam os homens, os cereais faltavam e o ouro, esse "vil metal", estava a acabar em toda a Europa..

Ceuta, surgiu, assim, como a chave do Mediterrâneo... para o Infante D. Henrique Ceuta era a possibilidade de ele se afirmar como homem e de ser armado cavaleiro. Mas a Europa tinha problemas graves e Ceuta era o refúgio dos piratas que atacavam as frotas que chegavam do Mediterrâneo, carregadas de mercadorias indispensáveis ao progresso de um Portugal que tinha de se afirmar como independente em relação a Castela sempre conquistadora...
A Ceuta chegavam as pedras preciosas de Veneza, as sedas e as especiarias do Oriente e o Ouro do Sudão. Ceuta era o ponto de passagem através de Gibraltar, entre a África desconhecida e os reis mouros do SUL da Península. Era importante, pois, tomar Ceuta!


MESTRES ZEN...



O meu fascínio pelos gatos vem de longe.Talvez desde que percebi a sua independência associada à sua sociabilidade. Um gato está sempre presente ainda que mantenha o seu espaço sempre que lhe apeteça, aconteça o que acontecer.
O gato é uma das 40 espécies de felinos que actualmente existem em todo o mundo. Existem hoje mais de 100 raças com pedigree. A primeira exposição de gatos ocorreu em 1871 no Crystal Palace em LOndres. Ainda que não seja apologista destas exposições, reconheço que um dono de um gato lindo, saudável e bem tratado tenho orgulho em apresentá-lo ao mundo. 
Tenho gatos para todos os gostos... do gato mais rafeiro retirado à morte na União Zoófila, à rainha do verdadeiro pedigree. Seja como for, não consigo distingir mais inteligência ou perspicácia ou capacidade de lidar com o seu dono no gato com pedigree. São mais caprichosos? São. Mais exigentes? Talvez. Mas pouco mais.
Ela adora gelado de chocolate mas tem de ser carte d'or ou começa a refilar. É sem dúvida a gata mais caprichosa que eu conheço e, de todos os animais que tenho tido e conhecido, aquela que tem uma maior personalidade. Sabe exactamente o que quer e como obtê-lo. E além disso, é linda, linda de morrer.

O GATO BARNABÉ

O meu quinto gato é um persa amarelo com instintos suicidas. Já se atirou duas vezes do quinto andar, partindo as patas e por pouco não morreu. É mel puro. Se o agarrar ao colo, ele faz-me festas no rosto com a patinha. Não sabia que nome lhe dar e, poucos dias após a morte do meu pai, estava eu na missa do 7.º dia e ouvi o padre falar de Barnabé. Decidi naquele momento que esse seria o seu nome.


PIPA


A Pipa (P de praia, I de ilha, P de paz e A de amor) foi levada por uma aluna a uma aula minha. Peguei-lhe ao colo e ela adormeceu. Dei a aula com ela adormecida no meu peito. No final, trouxe-a para casa. Não era suposto ter quatro gatos. Nem três sequer. Mas foi amor à primeira vista. É muito meiga e não incomoda ninguém pois é muito independente.

É uma persa azul com pedigree... E é só a gata mais bonita que eu conheço. Mas também a mais mimada e exigente e caprichosa. Só está feliz ao colo ou em cima da minha cama. Pede mimos e agarra o meu braço entre as suas patas para a acarinhar. Não lhe resisto.

JOANA E SEBASTIÃO

Adoram-se. Dormem juntos. É raro estarem um sem o outro. Já tiveram filhotes mas não fiquei com nenhum.

Veio da União Zoófila em 1996. Doente. É um tigrado grande e meigo. Talvez o gato mais meigo que eu conheço.

 A Joana esteve comigo deste 1995. Morreu em 2014. Encontrei-a ainda bebé... A mãe desaparecera e ela ficou só. A primeira vez que a vi percebi que iamos ser amigas. Foi a minha primeira gata.Tem uma forte personalidade. Ela fala comigo, literalmente. E eu sei exactamente que mensagens me quer passar.

EM LINHA RETA




"Ninguém avança pela vida em linha recta. Muitas vezes, não paramos nas estações indicadas no horário. Por vezes, saímos dos trilhos. Por vezes, perdemo-nos, ou levantamos voo e desaparecemos como pó. As viagens mais incríveis fazem-se às vezes sem se sair do mesmo lugar. No espaço de alguns minutos, certos indivíduos vivem aquilo que um mortal comum levaria toda a sua vida a viver. Alguns gastam um sem número de vidas no decurso da sua estadia cá em baixo. Alguns crescem como cogumelos, enquanto outros ficam inelutavelmente para trás, atolados no caminho. Aquilo que, momento a momento, se passa na vida de um homem é para sempre insondável. É absolutamente impossível que alguém conte a história toda, por muito limitado que seja o fragmento da nossa vida que decidimos tratar."

Henry Millher, O Mundo do Sexo e oUtros Textos.

SPUTNIK, MEU AMOR


Sumire lutava literalmente com unhas e dentes para se tornar escritora (p.9). Nada se podia intrometer entre ela e a escrita tal como nada se pode intrometer entre nós e a nossa essência.
Cada um tem o seu veículo para se expressar e, em Murakami, ora a escrita ora a leitura surgem como canais de excelência para a introspecção, a reflexão, a busca do eu que se escapa sem nos apercebermos...
O amor em Murakami, sempre envolto numa capacidade de nos desestruturar primeiro para depois nos arrumar por dentro. Sumire assume a solidão que vem do Amor. Quanto mais longe, mais só... quanto mais ama mais se isola e mais procura a sua escrita. Sputnik, meu amor: os enredos do amor. Amar sem desejo, gostar sem amor, desejar sem amar. As personagens interligam-se numa teia de afectos desencontrados...
Para seguir o amor, Sumire teve de se libertar ao máximo da sua bagagem. Porque quando o Amor chega, apercebemo-nos da inutilidade da tralha que se transporta e sabemos que é hora de a largar. Sumire só não conseguiu libertar-se das palavras, essas amigas invisíveis que a acompanham desde criança e que lhe deram a consciência da sua identidade:
Tem sido sempre assim, desde miúda. Quando havia uma coisa que não percebia, agarrava, uamas atrás das outras, nas palavras espalhadas a meus pés e alinhava-as, por formaa com elas construir frases. Quando não conseguia, voltava a espalhá-las, a arrumá-las segundo outra ordem. À força de repetir esse gesto vezes sem conta, tornei-me capaz de pensar sobre as coisas como o comum dos mortais. Para mim, escrever nunca foi difícil. Enquanto as outras crianças se divertiam a apanhar pedras ou bolotas, eu escrevia. Tão naturalmente como respirava.
 in Haruki Murakami, SPUTNIK, meu amor, p.148.

SER PROFESSOR: NEM JESUS AGUENTARIA...

O Sermão da montanha (versão para educadores)
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele preparava-os para serem os educadores capazes de transmitir a Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo:
- Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
- Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
- Felizes os misericordiosos, porque eles...?
Pedro interrompeu-o:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
FiLipe lamentou-se:
- Esqueci o meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai sair no teste?
João levantou a mão:
- Posso ir à casa de banho?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai contar pra nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandalhão à minha frente!
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não percebi nada, ninguém percebeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula?
- Onde está a sua planificação e a avaliação diagnóstica?
- Quais são os objetivos gerais e específicos?
- Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma planificação que inclua os temas transversais e as atividades integradoras com outras disciplinas?
- E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?
- Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundo, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.
- Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.
- E veja lá se não vai reprovar alguém!
E foi nesse momento que Jesus disse: "Senhor, por que me abandonastes..."

XAMANISMO

Hoje apeteceu-me escrever sobre XAMANISMO: Para a sabedoria xamânica, estamos bem connosoco próprios se estivermos em harmonia absoluta connosco e com o que nos rodeia, tal como D. Juan de Matos "ensinou" a Carlos Castanheda, autor de vários livros sobre o xamanismo. Não criar emoções será a grande estrada para essa harmonia. As depressões podem implicar dois estados diferentes: o estado de resignação ou o estado de aceitação, aquele que leva à capacidade de cura. Só o " estado de guerreiro", o estado de estarmos atentos, pode ajudar nesta nossa "quest". Este estado de guerreiro leva-nos a estar atentos e em interacção com a nossa própria vida. Um bom exercício a fazer poderá ser pensar no que nos faz perder energias e no que nos faz ganhá-las. Muitas vezes estamos presos nos nossos 5 sentidos. Deixamo-nos prender pela limitação dos sentidos porque queremos essa prisão. Mas os xamânicos defendem que um equilíbrio pleno com o universo exige uma expansão dos sentidos, um estado modificado de consciência que nos pode tirar da realidade comum e transportar-nos para outra realidade, a incomum ou a dos espíritos.

Os quatro princípios para a cura segundo o xamanismo: 

1. DESAPEGO; 

2. ENTREGA ABSOLUTA; 

3. PERDÃO; 

4. AMOR

Devemos desenvolver um perdão absoluto por tudo o que já fizemos de forma a não continuarmos presos ao passado. Afinal, o que é o tempo? A primeira grande ideia que fazemos do tempo é a associação a passado, presente e futuro. Porém, o passado já não existe, é pura imaginação e o futuro ainda não está aí e pode nem chegar. Resta o presente. Por isso, o tempo não existe para além do conceito de nós próprios, dos nossos próprios sentidos, do nosso corpo, este corpo... Dr.º Rui Caldevilla diz que aumentamos demsiado as nossas expectativas e desvalorizamos os nossos sucessos. Devemos controlar as nossas expectativas e saborear os pequenos e grandes sucessos. Há que ter metas pequenas e subir a escada da via degrau a degrau porque todos os degraus são imprescindíveis ao encontro com a nossa espiritualidade. A realidade é, pois, tudo aquilo que quisermos que seja. Tudo no xamanismo é simples porque tudo se sente. Todos podemos ser xamãs: basta que despertemos o nosso processo de cura... basta o nosso guerreiro interior...


CERTEZA: Nada é permanente. E é desta impermanência que a vida se rege.

O JORNAL DAS MOÇAS


Algumas frases que foram encontradas em revistas femininas da década de 50 e 60 ...

1. Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas. (Jornal das Moças, 1957)

2. Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar o seu carinho e provas de afecto. (Revista Claudia, 1962)

3. A desordem na casa de banho desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa. (Jornal das Moças, 1945)

4. A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (Jornal das Moças, 1959)

5. A esposa deve vestir-se depois de casada com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar-se de que a caça já foi feita, mas é preciso mantê-la bem presa. (Jornal das Moças, 1955)

6. Se o seu marido fuma, não discuta pelo facto de caírem cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa. (Jornal das Moças, 1957)

7. A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exactamente como ele a idealizara. (Revista Claudia, 1962)

8. Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida, 1954)

9. É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido. (Jornal da Moças, 1957)

10.O lugar de mulher é no lar, o trabalho fora de casa masculiniza. (Revista Querida, 1955)

ÀS VOLTAS


Não, não é verdade que o planeta seja redondo. É armilar. Anda-se às voltas e nunca se regressa ao mesmo sítio. A estrada, sim, passa por lá; mas o tempo também passa, e leva de nos o que fomos antes. Falta-nos o mesmo momento para podermos regressar ao mesmo sítio. Regressamos já outros, e compreendemos que o sítio já não é o mesmo.

Gonçalho Cadilhe, 1 Km de Cada Vez

MERDE

Esta angústia surge sempre com as primeiras chuvas de Outono, agudiza-se perante a visão das luzinhas de Natal e só começa a diluir-se com os primeiros banhos de sol.

QUEM VIU GOA TAMBÉM PRECISA DE VER LISBOA


Hoje a nossa linha do Oriente termina no Parque das Nações mas tempos houve em que terminava em Goa.

Visitei Pangin pela primeira vez casualmente. Deambulava por Zurique ao entardecer quando duma montra saiu um grito irrecusável: Índia. Fui. Desde a Volta ao Mundo N.º29 que tinha vontade de fazer uma ronda pelos despojos do nosso império. Escolhi Goa primeiro pelo exotismo, depois por querer revisitar os lugares da nossa história ou os destroços que dela restavam. Pude confirmar que o misticismo da Velha Goa ainda paira no ar mas deixei essa quase cidade fantasma com um nó nacionalista no peito a recordar-me as profecias do poeta: "Cumpriu-se o mar e o Império se desfez / Senhor, falta cumprir-se Portugal".

Mas Goa tem muito mais para oferecer do que os monumentos de outrora. Outros viajantes me tinham contado das praias de Goa de onde se avistava o paraíso; das ruas com cheiro a sândalo e jasmim; e da célebre "feni", cerveja goesa saboreada numa esplanada ao sol do mar arábico. De todos os locais prazenteiros que circundam Pangin, Calangute e Palolem foram os meus eleitos. Por menos de 400 rupias por noite, Palolem ofereceu-me um bungalow feito de cordas entrançadas na madeira que tocava corajosamente o mar. Fiz dele o meu Forte da Aguada Beach Resort e foi ali que todas as noites ao adormecer ouvia o Clive Owen sussurrar-me ao ouvido... 
Ao que eu lhe respondia sempre: 
- Clive, quem viu Goa, também precisa de ver Lisboa.

11.06.2014

SUSTOS


A coisa mais assustadora é aceitar-se completamente a si próprio.
Carl Jung