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12.28.2012

MULHERES QUE CORREM COMO OS LOBOS

EVERYTHING IS CONNECTED




No matter what time and space we live in, which era we share, which emotions we feel... We are all connected by the same anguish and beliefs. We are all in search of the same in life, no matter what the age, sex, job or background we carry. 
Life is an adventure for love and meaning and we all just a sparkle in the vast wide universe. 
Everything is connected - in one way or another...

12.27.2012

LADRÕES

Há ladrões de sepulturas e ladrões de corações e ela tinha-os conhecido a todos.
in Eu Mulher de Mim

O SEGREDO DEBAIXO DO SOL

A rejeição contra as mulheres sexualmente livres e satisfeitas é assustadora. Quer dentro, quer fora do casamento, ser uma mulher sexual é quase um pecado capital. Independentemente da cultura de um povo, o adultério no feminino é sempre uma penalização social. O mesmo não acontece, obviamente, com o masculino. Uma mulher casada, adúltera, é geralmente castigada e a sua história esculpida na pedra enquanto o adultério dos homens casados geralmente derrete ao sol.
A ti Luzia praticara sexo ilícito nos anos 50 no ambiente rural alentejano. (...)
Era este o seu segredo, guardado durante décadas, ao sol do Alentejo profundo.
in Eu Mulher de Mim

CADA UM ESCOLHE O MODO COMO SE EMBRUTECE

Cada um escolhe o modo como se embrutece. Uns optam pelo casamento-contrato e ficam uma vida inteira agarrados a alguém que apenas suportam. Há casais que não se separam por preguiça. Sim, dá trabalho. Cansa-nos. Destrói-nos por dentro. Outros rodeiam-se de uma prole barulhenta que lhes abafa os próprios ruídos interiores. Há outros ainda que se deixam fechar como um cofre  pesado e escuro e fazem de conta que estão bem sós. Pela parte que me toca, optei por andar às voltas com o Durrell, lido e relido sempre que me sinto acinzentar...
in Eu Mulher de Mim

12.19.2012

DETACHMENT



SOME OF US STILL BELIEVE WE CAN MAKE A DIFFERENCE...

GREAT CHRISTMAS' HOLIDAY FOR ALL THE GREAT TEACHERS I KNOW...

12.10.2012

DECLARAÇÃO DE AMOR (II)

My dear, you tell me to be careful? Me? 
I killed a lion with my own hands, I  climbed mountains, I lived in the jungle, I made love to you, my dear, what is fear... what is fear...

12.09.2012

A ARTE DE VIAJAR


Se as nossas vidas são dominadas pela busca de felicidade, talvez poucas atividades sejam tão elucidativas no que à dinâmica dessa busca – com todo o seu ardor e paradoxos - se refere como as nossas viagens.

 
A arte de viajar, de Alain de Botton



Constato que poucas coisas me dão tanto prazer na vida como viajar. E por isso mesmo liguei-me a uma agência de viagens. Fui escort, o que na gíria turística designa um acompanhante de grupos ao estrangeiro, responsável por ser o interface entre o grupo e a agência de origem. Assim, fui conhecendo o mundo. Viajei com grupos de 30 a 50 pessoas, viagens organizadas que nada me diziam (nem dizem) mas que me permitiam visitar locais que de outra forma não poderia ter visitado tão cedo. E a experiência que resulta da necessidade de resolver problemas inesperados não tem preço. PROBLEM SOLVING EXPERT - sem dúvida uma das competências que esta função me ajudou a desenvolver. Pude ir assim conhecendo o mundo... Outras viagens se seguiram. Muitas. De lazer. De descoberta. De procura. 
É difícil parar de conhecer o mundo quando se sente esta necessidade inexorável de partir. Os devaneios de viagem são próprios dos espíritos inquietos e o essencial nem é o destino da viagem mas o desejo de ir-me embora. E tal como o grande Baudelaire, também eu sinto esta atração por portos, docas, terminais de comboios, navios transatlânticos e sobretudo aeroportos e quartos de hotel. As conversas interiores surgem-me mais facilmente a bordo de um navio ou em pleno ar. Como Baudelaire dizia: “Qualquer sítio! Qualquer sítio! Contanto que seja fora deste mundo!” 


O MEU OGRE INTERIOR



E agora que os dias de chuva ininterrupta parecem não nos largar, este duende que habita em mim insiste em  fazer sonhar, todas as manhãs, com uma nova viagem. Embora as viagens mais fantásticas possam ser as  da nossa imaginação, o meu ogre interior quer aeroporto... Maldito ogre!

MONDAY MUST BE A MAN


É mais ou menos isto: não estamos preparadas. Não demos por nada. Não tivemos tempo de usufruir. E quando pensamos que está a começar o fim de semana, eis a segunda-feira ali, apressada... Ah, pois é!

12.06.2012

FRIENDS WILL BE FRIENDS UNTIL THE END

YOU KNOW I'LL BE THERE!

TOMA LÁ, DÁ CÁ...

Regra número um para qualquer relação amorosa que se pretenda equilibrada, Nunca dê mais do que recebe. Regra para alguns considerada mesquinha, para outros (entre eles os melhores psiquiatras e psicólogos que se conhecem e me myself I) essencial ao equilíbrio relacional. Pelo menos no início da relação amorosa, dizem uns. Ou enquanto ela existir, digo eu...

NÓS, OS APAIXONADOS DE BOA-FÉ

É no auge dos momentos de maior  felicidade dos apaixonados de boa-fé que os sabotadores, os fóbicos de amor, voam para longe... deixando-nos naufragados e a tentar salvar o que ainda restou de nós.

O DILEMA DOS PORCOS-ESPINHOS

Segundo Schopenhauer, todos os apaixonados sentem a necessidade, igualmente forte, de se unirem e de fugirem. Necessidade de se unirem para se fundirem no outro. E necessidade de fugirem para reencontrarem a sua identidade, para evitarem perder-se, para escaparem ao risco do desaparecimento que representa a fusão.

12.03.2012

A MELHOR DECLARAÇÃO DE AMOR

Henri Matisse disse uma vez à sua futura mulher:
- Menina, amo-a muito, mas a pintura estará sempre em primeiro lugar!


A VALSA DA HESITAÇÃO

Por vezes na vida, simplesmente, não sabemos com o que contar no amor. Isto deve-se ao facto de a pessoa que amamos parecer querer afastar-se de nós o mais rapidamente possível. Como se fosse uma questão de vida ou de morte. Mas ao mesmo tempo, essa mesma pessoa não nos quer perder e, por isso mesmo, vai nos deixando em suspenso. No arame. Ali, mesmo a beirinha do precipício. E parece gostar de nos saber ali. Um meio termo que só pode deixar doidos... mesmo os mais calmos. Não sabemos com o que podemos contar. Se  estes seres, verdadeiros traficantes do amor, rompessem de uma vez por todas, poderíamos finalmente recomeçar a vida noutras bases... Esta valsa da hesitaçao é desgastante. Resta-nos, a nós, observar a nossa auto-estima como se fosse o óleo do carro, não vá ele esvaziar. Por isso, a solução é deixar de amar. É preciso tempo e algumas lágrimas para esquecer... Mas, venha o optimismo: dizem os experts que uma história de amor que acaba mal pode abrir portas, preparando-nos para a história seguinte que forçosamente, visto que já se sofreu tanto, só pode ser mais bela e mais saudável. Venha ela!

CORAÇÕES BLINDADOS


 Eu não queria. Ou melhor, não me apetecia. Mas hoje, duas amigas, de tantas dúvidas colocarem, obrigaram-me a pensar. Há pessoas, por aí, que se cruzam com o verdadeiro AMOR, sem conseguir vivê-lo. Porque não o reconhecem. Porque não o vêem. Ou porque não conseguem amar. Há pessoas que acreditam estar disponíveis para amar sem o estarem. Porque estão marcadas pelas mágoas do passado. Ou da infância. Pronto. Não vou entrar por aí. Bastou o trabalho para a faculdade sobre isso. Chega. Outras pessoas, simplesmente, não querem correr mais riscos e fecham a loja. Não querer sofrer é, sem dúvida, um direito que nos assiste. A todos. Mas não será também a nossa tristeza?
Os corações blindados andam por aí. Mas quem quiser encontrar o amor, e vivê-lo, tem de correr riscos, tem de ousar falhar. Porque as nossas desilusões amorosas só nos dão prova de uma coisa fulcral: que ainda sabemos amar.






























































INSÓLITOS


 Tocou o telefone. Ela atendeu. Número desconhecido.
- Olá. Sou o Luís. Não te lembras de mim? - pergunta uma voz de homem desconhecida.
- Não. - silêncio do outro lado da linha.
- O Luís... Saímos algumas vezes há muito tempo. Eu tinha um Audi TT.
- Desculpe, não me lembro. Deve ser engano. - respondeu ela, quase a desligar.
- Não, não é engano. Nós saímos umas vezes e eu depois nunca mais te disse nada e afastei-me de ti sem  dar qualquer explicação. - disse ele, em tom baixo e com voz estranha. E nunca mais me consegui esquecer de ti nestes anos todos.
- Luís? Ah, sim. Já me lembro. Saímos durante dois meses. Mas tu não conduzias um Audi TT. Tu tinhas um porche preto e uma namorada que eu desconhecia e com quem entretanto falei...
- Ah, sim, essa tipa... - reagiu ele.
- Não era bem tipa. Pelo que percebi, namoravam há um ano e meio... - disse ela, assertiva.
- Pois... não é bem assim. Eu ando há vários anos para te contactar porque eu tive um problema grave e nunca te consegui explicar porque me afastei de ti. Eu gostava muito de ti. Desculpa estar a ligar-te agora. Não sei se estás casada ou se tens alguém. Mas queria muito contactar-te... - continuava o homem com voz estranha.
- E será importante explicares agora, passados tantos anos? - perguntou ela.
- Para mim é importante porque nunca consegui dormir descansado.
- Ok. Então diz lá... - disse ela enfastiada.
- Nunca mais te procurei porque tive problemas muito graves e perdi o norte. A minha empresa faliu. Perdi vários negócios que tinha. E adoeci. Estive vários meses internado num centro psiquiátrico com uma depressão profunda. - e começou a chorar enquanto dizia isto.
Ela manteve-se em silêncio, pensou em dizer-lhe mil coisas mas disse-lhe apenas isto:
- As tuas melhoras.