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11.05.2012

RODOPIOS

Vou hoje rodopiar a rotina, hoje que já não é de hoje, hoje que sobra para um antecipado amanhã esmerilado hoje. Por aqui...
E gosto de rodopios à rotina...De a trapacear! Essa rotina veloz, mortal, letal que nos corroi devagar...
E gosto sobretudo de quem assume essa trapaça, rodopiando nas palavras...
Gosto de me gostar rodopiante, quase imparavelmente senil... onde me sinto acordada, trapaceira dessa rotina interrompida por palavras, também elas rodopiantes... senis, cheias de alma porque precocemente amassadas nas noites destes dias...
Gosto deste rodopio louco... Louca, eu... loucos todos os partilheiros no deserto ilimitado...neste deserto dos dias que passam velozes, loucos, incessantes.
Tu, em tempos partilheiro, que temes? Que medos te assaltam? Que temes, homem de alma cativa rodopiando sobre ti próprio? Que temes tu, amante de dúvidas... amado por desafios?
Onde te encontro, agora que nos perdemos, quando esta dúvida me assola e segue por onde serpenteia a alma, a minha, a tua, essa coisa vigilante do peito, livre, livre... o peito... a alma... tu...
E eu, colecionadora de sonhos... que só os pode colecionar quem os consegue  viver, acordei sem ter dormido, misturando todas as memórias numa só, nessa viagem que  me persegue, nos persegue... a recuperar o que se perdeu, que se recupera sempre o que não se perdeu...

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