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7.02.2012

ÁGUA E FOGO

Perante a possibilidade de voltar a Budapeste, quinze anos depois de lá ter passado dois fugazes dias num périplo pelos países mais a leste, quando viajava como guia e escort de grupos de viagens organizadas, dei por mim a reler o meu caderno de viagem...
Das cidades que então visitei, Budapeste, Praga, Viena, Estrasburgo e Bratislava... lembro-me de, num momento único, ter pensado em como gostaria de voltar a Budapeste acompanhada. Essa cidade que me encantou pelo seu misto de simplicidade e sofisticação  e que, já na altura, me  pareceu um filão ainda por explorar....
Budapeste, centro europeia, tem para mim uma magia inexplicável e os seus habitantes orgulham-me por que não se perdem em lamentos apesar da cidade ter sido destruída 31 vezes e erguida outras tantas... Não me lembro já de muito pois estava de passagem e em trabalho... mas as pontes sobre o Danúbio ao final do dia ficaram retidas na minha memória como também ficou aquele café tomado sozinha no café Gerbeaud... Depois lembro-me dos planos que ficaram por concretizar: deambular por Buda (água) e depois por Peste (fogo ardente), passear no Danúbio ao fim da tarde, ir ao Hamman, atravessar as pontes a pé, subir ao monte Gellert, provar o vinho húngaro, ouvir música zíngara nas ruelas do bairro do castelo e sobretudo, ver a cidade sem pressa...
Constato que se mantém intacta em mim o desejo de voltar. Mas uma coisa está radicalmente diferente: desta vez quero ver Budapeste através do nosso olhar...

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