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10.12.2011

RAINHA DOS PRADOS

No mundo por ela habitado, onde o deixou entrar, existe espaço para os dois. Mas ele ainda não sabe.
Ela podia, se quisesse, ter-se escapado dele pelos caminhos secretos que só ela conhece, onde tudo existe sem ser tocado pelos homens... Pelo contrário, abriu-lhe as portas do seu Santuário secreto sem temer que ele lhe desvendasse os segredos. Sabia que ele nunca os alcançaria, por mais que tentasse. Há mundos únicos, habitados apenas por seres irrequietos, plenos de luz. Poder-lhe-ia ter dito as palavras mágicas. Poderia tê-lo beijado como aprendera com as Deusas.. poderia até ter-lhe permitido aceder aos seus recantos interiores, onde reinam as pradarias macias e húmidas como os seus dois corpos unidos. Mas nada fez.
E ele regressou a casa, em triunfo...  Transportava consigo mais uma vitória. Outro momento em que se desafiara a si próprio... porque disso precisa para poder acordar. Esqueceu-se, ele, que há poucos momentos na vida em que o mundo de cima desce para nos salvar.
A Rainha dos Prados nunca hesitara quanto ao caminho a tomar, quanto ao lugar por onde devia ir... excepto naquela manhã em que desejara existir como os demais, ser real... e poder ser abraçada para sempre por aquele abraço que ele lhe recusou...

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