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3.12.2013

MÃE

Dou-te tudo o que tenho através das palavras vividas com carinho delicadas sentidas oferecidas a ti não sei porquê não quero saber porquê que não estou interessada apenas sei que me faz doer o peito senti-lo de peito apertado preocupando-me e dando-te o meu pouco tempo ou muito tempo ou só tempo que ele é sempre o mesmo e com ele brinco aos balanços e balancetes de uma ou várias vidas vividas com ou sem alma - que me interessa isso - desde que a acidez não vingue e que o meu destinatário não chore que não gosto não quero  o que sei da dor é o que há para saber da dor é dor e a dor é sempre igual em qualquer latitude não te faço chorar, com o carinho este carinho que surge do nada e sem saber porquê actor ou piegas ator-piegas só ator não não há atores tão verdadeiros nem o Pessoa que fingia aquilo que nós sabemos que não fingia não sou não serei bálsamo seu nem de ninguém apenas uma voz que atravessa a noite e lhe chega de mansinho para lhe dizer ao ouvido que lhe querem bem que lhe quero bem que ela te quer bem, meu querido.. sim, sim que há mensagens que me enviam as estrelas e o céu e o mar e a terra toda inteira me grita que sim que sim que somos pouco somos nada e este nada que é tudo merece mais do que este rodopio em chuva ácida em que sem querer se cai e eu não gosto não gosto que dances nessa chuva e não perguntes porquê não me perguntes porquê não me perguntes porquê ... eu não gosto de porquês... eleita de atenção sim basta de ti basta de mim basta
                                       de dor 
                                       de rodopios
                                       de dúvidas
                                       de desalmas
                                       de lágrimas 

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