Número total de visualizações de páginas

5.22.2012

DISCOVER WILDLIFE... BE A TEACHER

Há dias perguntaram-me:
- Tu és prof, não és?
- Sim, há 24 anos. - respondi.
- Pois... vocês têm imensa sorte... têm 3 meses inteiros de férias...
- Não, isso era antigamente... - respondi séria mas sarcástica. E acrescentei: Agora com as reformas, passámos a ter quatro... e às vezes cinco...

E nada mais expliquei a este ser sobre  a quantidade de férias de um professor. Como também não lhe expliquei que quem trabalha numa escola difícil, vive diariamente na corda bamba, espreitando a beira do abismo desde que entra até que sai. Não o seu próprio abismo... Mas o abismo dos seres que se amontoam nas salas de aula, cujas vidas não tento sequer decifrar sob pena de me deixar tocar. Sigo assim em frente, dia a dia, fazendo de conta que não percebo as angústias que os rostos me trazem, todas as manhãs, quando entram na sala e me olham, de olhar meigo ou agressivo, mas sempre expectante das palavras que eu tenha para lhes dizer. E eu às vezes não lhes digo nada. É melhor para todos...

O M. desde a primeira aula que me provoca. Não apenas a mim. Provoca todos. Dos professores aos colegas. Avisaram-me. Cuidado com o M. Mas não me intimidei. E logo na primeira aula julgo que o desarmei... Terminou a aula a dizer-me: - A stora tem um nome bué giro e é bué moderna e simpática...
Ok. - pensei para com os meus botões: este já cá canta... ou se quiserem, em gíria dos profs, é menos um a chatear-me os miolos...
Assim tem sido. Vivemos vários meses de um relacionamento aparentemente calmo. Houve dias em que o mandei calar. Houve dias em que ele não se calou. Houve dias em que lhe chamei a atenção. Houve dias em que me pediu desculpa. Houve dias em que me sorriu. Houve dias em que lhe sorri. E houve dias como o de hoje em que o M., há muitos meses a espreitar o seu próprio abismo, se atirou por ali abaixo...
O M. é um menino de 15 a fazer 16 anos... É bonito e inseguro. É nervoso e opinativo. Gosta de tudo e não gosta de nada. Revolta-se contra todas as formas de injustiça, por mais ténues que sejam. Vive numa guerra interior profunda. Sempre que o vejo, penso que ele se vai atirar do precipício... Mas em vez disso, ele sorri... ele sorri-me...
Hoje o M. desentendeu-se com um colega da turma. Nada de especial. Um qualquer desentendimento sem importância aparente. Não para o M. que sacou da sua naifa e esfaqueou o outro.

Ok, pensei. Há muito que eu temia este resultado. Ao menos, não esfaqueou um prof. Ao menos, penso egoísta, não me esfaqueou a mim. Parece que gostou do meu nome...

5.21.2012

QUANTO TEMPO MAIS


Olho em volto e observo gente acorrentada às rotinas, aos afazeres, às obrigações, às vidinhas... Não os critico. Também EU já fui assim.  E às vezes ainda sou... Também já corri de manhã à noite, de um lado para o outro, saltitando entre diferentes lugares, para pura e simplesmente fazer dinheiro. Claro que me gastava, claro que me acizentava porque, quando se corre apenas com esse objetivo, a vida começa a ficar sombria. 
Eu tinha dinheiro mas faltava-me o tempo. 
Não tenho mealheiros porque nunca gostei de mealheiros. Adoro parti-los e gastar. O dinheiro para mim é como o ar. É etéreo. Desaparece-me. Foge-me por entre os dedos e eu não dou por isso. E gosto desta sensação.
Quero poder aproveitar o meu tempo ao sol ou à chuva, acompanhada de um bom livro, dos meus gatos, dos meus amigos... ou simplesmente de ti...Quanto tempo mais para percebermos que nesta azáfama já quase não sobra tempo para amar. 

CONSTANTINOPLA

Gosto de arte. Gosto de Art Nouveau. E gosto de percorrer o mundo em busca destas manifestações artísticas. Ou de outras. Na transição entre os séculos XIX e XX, muitos ricos sultões contratavam arquitetos  estrangeiros para dar um toque ocidental aos seus palácios. Nós, por aqui, por vezes queremos dar um toque asiático aos nossos lugares. Enfim... desta amálgama se vai vivendo.

Gosto da Turquia. Já percorri o país e já visitei Istambul por mais do que uma vez. E não me canso. Gosto da atmosfera. Gosto das pessoas. E gosto, particularmente, dos cheiros e das cores. Mas, se há algo que me fascina nesta cidade a meio caminho entre a Europa e a Ásia, é a possibilidade que ela nos dá de nos sentirmos de novo a embarcar em grande estilo no Expresso do Oriente. No primeiro dia de um destes anos, foi nesta estação neomourisca de Sirkeci - hoje praticamente dotada ao abandono mas onde se respira ainda o espírito de aventura - que tomei o meu pequeno almoço. O Expresso do Oriente foi certamente o comboio mais famoso do mundo e a sua viagem inaugural  a 4 de outubro de 1883, entre Paris e Istambul (na altura ainda Constantinopla), sempre fez parte do meu imaginário de viajante...

Mas voltando à realidade de Art Nouveau desta cidade, quem gostar pode encontrá-la nos bairros de Galata, Pera (Beyoglu), na Avenida Istiklal e nas margens do Bósforo, em Bebek ou na Ilha dos Príncipes. Porém, em Istambul, há uma outra faceta que nos persegue e não nos deixa indiferentes. Porque não pode deixar! A Mesquita Azul é uma coisa do outro mundo... como também são as Solimão e de In-Chora... Na Basílica bizantina de Santa Sofia só entro quando consigo descaradamenter furar a longa fila de turistas que ali se amontoa... Mas para quem nunca a visitou, vale a pena a espera pelo sincretismo religioso digno de nota. Os símbolos cristãos convivem com os do Corão e até parece que ali a religião vive em paz. Caso contrário, desista... que há muito mais do que fazer em Constantinopla. Vá a TOPKAPI, visite o harém labiríntico com 400 divisões e, faça como eu: perca-se, se for possível... Gosto de me perder nas ruelas das 7 colinas de Istambul, como gosto de me enfiar no Hammam e terminar o meu dia a beber um chá ou café turcos. Gosto de me imaginar no Pera Palas, em cujo quarto 411, Agatha Christy se instalou para escrever o seu livro Um Crime no Expresso do Oriente... Mas gosto sobretudo dos cheiros e das cores desta cidade e de me perder no Bazar Egípcio, mais duramente real do que o Grande Bazar onde os turistas me chateiam de tantos que são a entrar e a sair pelas 16 portas deste mercado... É no Bazar Egípcio que eu gosto de ir pela manhã, comprar especiarias ou simplesmente olhar a vida fervilhante que ali existe. E gosto, gosto muito, da comida turca, provavelmente das melhores do mundo, onde a beringela, para quem não sabe, é cozinhada de 258 maneiras diferentes, quase como o bacalhau...

O Çemberlitas é, sem dúvida, o sítio de onde não se volta a mesma... Como não se explica a magia de tomar o pequeno almoço e escrevinhar a ver o Bósforo, qual Pierre Loti, esse que se perdeu de amores pela Turquia e, como eu, por Istambul... No Pyerloti Kahvesi, um pequeno café de madeira cheio de charme com divâs e mesas otomanas, as palavras surgem de rompante e podemos ficar ali um dia inteiro a beber chá e a escrever, enquanto  olhamos o Corno de Ouro... Ou simplesmente deixarmo-nos ir com Corto Maltese, o marinheiro errante de Hugo Pratt. Se lhe apetecer um pouco de Europa, vá para ORTAKÓI e divirta-se... Ali, se esquecer a língua e a enorme quantidade de vendedores ambulantes, pode imaginar-se numa cidade europeia.


Não. Não receie. Istambul não é uma cidade dura. Apesar de ter mais de 11 milhões de habitantes, Istambul é uma cidade onde se aprende a estar, devagarinho, ao ritmo do som que vem dos minaretes com o canto do muezzin a lembrarmo-nos que estamos ali para nos sentirmos vivos! Tal como hoje, dia em que me sinto viva, desperta e capaz de derrubar todas as barreiras e fronteiras deste mundo.
E provavelmente do outro...
MERHABA!

5.18.2012

COISAS DE GAJAS

Hoje, e  após mais de 24h sem ler o correio eletrónico, abro a caixa e, no meio de centena e meia de mails, recebo este de uma amiga meio tonta que, de vez em quanto, faz uns mailshooting a pedir opinião sobre temas de "gaijas". Habitualmente respondo com alguma sensatez. Mas hoje, isto agravou-se.
E apercebemo-nos de que algo não está bem connosco quando uma amiga nos escreve um mail a pedir uma opinião e nós respondemos assim: :)


Caras Amigas! 
 Cá venho eu pedir a vossa ajuda numa temática, desta feita de gaijas ;-) Resumindo.
Já há alguns anos que estou para fazer depilação “permanente” mas no início tinha um bocado de medo dos efeitos e entretanto foram surgindo vários métodos diferentes e fiquei meio perdida do que deveria fazer… Termos como…
  • Eléctrica
  • Electrólise
  • Laser
  • Foto-depilação
  • Diode Laser ou Light Sheer
  • Luz (intensa) pulsada
  • Laser pulsado de díodo
  • … estão completamente fora do meu conhecimento…
 Portanto o que eu gostaria de saber é se alguém me sabe dizer alguma coisa sobre os diferentes métodos, prós e contras de cada um deles e já agora quem já fez que método usou e se está contente com os resultados.
 Vá, nada de torcerem o nariz; as amigas são para estas coisas.
 Obrigadinha! 
Beijos 
RESPOSTA
Cara AMIGA

Os pêlos, sabemo-lo, são um dos maiores flagelos deste mundo e provavelmente do outro. Acredito mesmo que se não houvesse pêlos, o mundo seria um lugar completamente diferente... Assim, urge combater este flagelo. Há muito que os avanços tecnológicos se têm dedicado ao combate deste enorme problema mundial, quiçá, universal.

Propomos à cara leitora que procure, com a maior urgência e brevidade, um especialista na matéria.... Até lá, a alternância entre creme depilatório e gilette de tampa amarela tem revelado grande eficácia. Caso não obtenha resultados imediatos, tente um maçarico pequeno, habitualmente utilizado na joalharia e passe, levemente, pelos pêlos. Sentirá um odor que rapidamente se extinguirá se aplicar sobre o local umas gotas (cerca de 10 a 20) de álcool etílico.

Caso insista com os sintomas, procure-nos.

A sua conselheira de pêlos.

CLARO QUE APÓS ENVIAR O MAIL COM A RESPOSTA RECEBI UM TELEFONEMA DE IMEDIATO... lol lol

O CAOS É AQUI

Instalou-se o caos por aqui... Sabes a que me refiro... Perdi o sono primeiro, o apetite depois. Brinco com a comida e olho para cima, para os lados... Sinto-me caótica por dentro... Passo o tempo a capturar a tua imagem e tudo se desfaz. Hoje a vida parece uma profecia disfarçada. Espreito o abismo... Estou quase a atirar-me... Sei que não há retorno se o fizer. 
Tudo o que eu era até ontem perdeu-se para sempre. Quem nos observou percebeu: duas pessoas que se alcançaram uma à outra...
Não encontro nada... não sei para onde vou...
Procuro-te e não te encontro... 
Mas faças o que fizeres, eu estarei sempre a teu lado...

5.16.2012

Only two things are infinite

Only two things are infinite: the Universe and human stupidity. and I'm not sure about the former.

Albert Einstein

ENTREGA-SE OURO EM TROCA DO ARCO ÍRIS



FAIT- DIVERS SOBRE ALGUNS SIGNOS DO ZODÍACO:)
O virginiano, regido por Mercúrio, tem as suas artimanhas e costuma esconder o jogo. Mantém uma aparência austera e comportada e não se expõe a flirts inúteis. Mas basta ter confiança no(a) parceiro(a) para libertar todo o seu potencial erótico. Aí surge um verdadeiro especialista no assunto, esmerado nos detalhes mais excitantes, preocupado em encontrar as fontes de onde jorra o autêntico prazer. Gosta de prolongar ao máximo as preliminares e descobre mistérios nunca antes desvendados. Em troca, não pede, mas espera um tratamento classe A, de preferência com fidelidade e constância. Afinal, quando se entrega plenamente, o mínimo que exige é respeito.
ATRAÇÃO FATAL: por Peixes, principalmente pelos mistérios e surpresas que os nativos desse signo reservam. :)
Quem alimenta a fantasia de um sexo delirante, transcendente e além da imaginação, deve tentar aproximar-se de um nativo de Peixes para conferir se tudo isso realmente existe. Não vai se arrepender, pois ele é mesmo capaz de concretizar seus sonhos mais absurdos. Só que Peixes, regido por Neptuno, não dá de graça a chave dos seus segredos. Quer amor em troca. Precisa de muito carinho, gosta de colo e sussurros ao ouvido... Só abre a guarda se tiver garantias de fidelidade. Só entrega o ouro se conseguir o arco-íris como recompensa. Para um verdadeiro pisciano, sexo é a oitava maravilha do mundo, mas ele quer conhecer muito bem, antes, as outras sete.
ATRAÇÃO FATAL: por Virgem. Com os virginianos, chega perto do paraíso e por isso até aceita uma lista enorme de exigências. :)

5.14.2012

O Sr. PADRE NUNO


Sempre tive reticências quanto à operância/utilidade de algumas instituições... uma delas é a Igreja Católica. Porém, a pedidos incessantes de uma amiga lá acedi a ser madrinha da sua filha de 4 anos. Tentei explicar a esta mãe que não seria um bom exemplo de madrinha para a filha porque estou quase sempre ausente, porque não vou a missas, porque sou pecadora, porque não tenho filhos nem especial vocação para os filhos dos outros, blá, blá, blá... Mas ela desarmou-me ao dizer que "eu era a madrinha que ela gostava que a filha tivesse". Ora, se ela sabia então os riscos que estava a correr, que mais poderia eu fazer? Lá me decidi.

Assim, e perante a necessidade de ir a reuniões de preparação para esta hercúlea tarefa, informei que no dia agendado (terça às 21h 30) não poderia estar presente. Primeira falha grave no meu currículo de madrinha: faltei à reunião. Contudo, marquei a vermelho na minha atarefada agenda a urgência em contactar com o sr.º padre.

Foi assim que no  Domingo e após um dia cheio de precalços, me dirigi à dita paróquia. Estando a missazita a decorrer, sentei-me nos degraus e aguardei. Estava frio. Era noite. Aqueci-me com alguns cigarros e, quando finalmente a missa terminou, lá fui eu. Dirigi-me humildemente ao sr.º padre que me fitou e, quase sem me deixar terminar a minha "Sr.º Padre, venho falar com o senhor por causa do baptizado...", me atacou prepotente e agressivamente com palavras:
- A esta hora? Agora é que vem? Madrinha? Mas tem preparação para tal? Porque não falou comigo antes? Agora não posso... Não a vou poder atender, blá, blá, blá...

Mantive a minha calma, disposta a mostrar-lhe que estava enganado em relação a mim, que não tinha agido por "má fé", que apenas tinha tido pouco tempo disponível... e, sendo o dito evento dentro de 15 dias, me parecia tempo suficiente para me "preparar". Mas o supreendentemente jovem padre (não terá mais de 30 anos) manteve a sua arrogância e não desarmou. Não me podia atender, disse. Iria viajar no dia seguinte e voltaria na véspera do baptizado. Ora, disse-lhe eu,
- Como é que o sr. padre queria que eu adivinhasse tal facto? - e insisti que faria toda a preparação no sentido de desempenhar o melhor possível a minha função. Fitou-me de novo e mandou-me procurar um padre que me "preparasse"...

Foi aqui que, perante tamanha estupidez do padreco, a corda se esticou. Havia várias pessoas ainda dentro da Igreja a ultimar as suas oraçõezitas de Domingo que olhavam perplexas para o jovem prior... e para mim.

Informei então o Sr.º padre Nuno, olhos nos olhos, que não se fala com ninguém da forma como ele falou comigo, nem dentro nem fora da casa de Deus.
E continuei... calmamente... dizendo-lhe que:
(i)  lá por não ir à missa todos os Domingos não queria dizer que não tivesse fé...
(ii) talvez até que a minha fosse superior à dele mas que não necessitava daquelas manifestações hipócritas de fé...
(iii) eram situações e pessoas como ele que, ao longo da vida, me fizeram desacreditar na Igreja Católica...

Caindo um pouco em si, o Sr.º Padre Nuno pediu-me desculpas... uma vez... outra vez... que estava exausto... que tinha dado 4 missas e feito 7 baptizados... que ia viajar no dia seguinte... que não percebia o que tinha acontecido... que nunca tal lhe tinha sucedido... que sim, que me ouvia... que sim, que entrasse... que sim, que me sentasse... que sim,,, que eu também devia estar com problemas e que provavelmente precisava de ajuda...
E atirou esta preciosa pérola:
-Por que não procura o apoio da nossa comunidade para a ajudar?
 Respondi-lhe que não precisava de uma comunidade para me apoiar... que me apoiava numa outra comunidade contituída pelos meus amigos... E, para espanto meu, o Sr.º Padre Nuno olhou-me e disse-me: -Amigos? Mas os amigos só nos desiludem... só a nossa comunidade católica a pode ajudar...!

Já quase a atingir os meus limites de suportar tantas barbaridades em tão curto espaço de tempo, contei-lhe quase em segredo que não frequentava a Igreja porque tinha locais muito mais interessantes para visitar e pessoas muito mais inteligentes com quem partilhar a minha vida.

Sai daquela casa de rastos. Não sem antes lhe dizer que o perdoava embora duvidasse que Deus fizesse o mesmo... É claro quenaquele dia pensei que não seria madrinha. Não possuo, perante as regras impostas pela Igreja, o perfil adequado, isto é, sou um "daqueles padrinhos que nunca põem os pés na Igreja, sem qualquer preparação religiosa e muito menos a frequência dos sacramentos..." (IN Quem pode ou não ser Padrinho, documento da Igreja Católica) Sou, portanto, o exemplo perfeito da PECADORA.

Mas afinal, o tão jovem padre Nuno pareceu-me,  ele sim,  um pecador...

Talvez o Sr Padre Nuno tivesse  as suas hormonas excessivamente acorrentadas e escondidas sob o hábito...

P.S. TEXTO ESCRITO ALGURES EM 2004 AQUANDO DO BAPTIZADO DA MARIA ANA E DO LUÍS.

O RISO DE DEUS


Talvez a principal aventura a ser vivida seja a da descoberta. A descoberta diária de nós próprios e de nós próprios nos outros, que isto de descobrirmos os outros não me convence...

Creio que ninguém se deixa descobrir / conhecer totalmente, pela simples razão de que não me parece que nesta azáfama em que vivemos, alguém tenha tido já tempo para se conhecer a si próprio.

Descobri Alçada Baptista.
Descobri-o, na medida em que me reflito nas suas palavras.
E dos muitos autores que vou associando à minha lista, este transformou-se na minha última grande paixão. Experimentem! O Riso de Deus!

O PESO DO MUNDO


Há momentos e pessoas e lugares que nos marcam para sempre.
E há momentos e pessoas e lugares de onde apetece fugir.
E é nesta triagem que reside a nossa capacidade de avançar...
Como escreve Alçada Baptista in O Riso de Deus: "A gente só deve guarda na memória o essencial, que o resto faz parte do peso do mundo."

5.13.2012

POR FAVOR, NÃO EMPURREM!


"A BICHA FORMA-SE À DIREITA. E POR FAVOR NÃO EMPURREM, PODE NÃO HAVER MULHERES PEIXES SUFICIENTES PARA TODOS OS HOMENS, MAS ISSO NÃO É RAZÃO PARA SER INDISCIPLINADO. VOCÊ TERÁ DE ESPERAR PELA SUA VEZ, E FAZER FIGAS."

IN Linda Goodman, Os Signos do Zodíaco



É FACTO!


COMPUTERS CRASH, PEOPLE DIE, RELATIONSHIPS FAIL.

Para quê um barco maior?



Um homem de negócios estava no cais de uma pequena aldeia costeira do México quando chegou um barquito com um só tripulante e vários atuns soberbos. O norte-americano felicitou o mexicano pela qualidade do peixe e perguntou-lhe quanto tempo tinha demorado a pescá-lo. O mexicano respondeu-lhe que foi num instante. O norte-americano perguntou então porque não tinha ficado mais tempo no mar para pescar mais peixes. O mexicano respondeu-lhe que já tinha que chegasse para as suas necessidades e da sua família. O norte-americano voltou a perguntar:
- Mas então o que faz nos tempos livres?
O mexicano respondeu: - Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, toco guitarra com os amigos, enfim, tenho uma vida cheia e ocupada.
O norte-americano disse-lhe então, num tom trocista:
- Sou licenciado por Harvard e posso ajudá-lo. No meu entender, deveria dedicar-se mais à pesca e, com os lucros, comprar um barco maior. Com os rendimentos que lhe traria o barco maior, poderia comprar vários barcos. E com o tempo, poderia vir a adquirir uma frota de barcos. Em vez de vender a sua captura a um intermediário, poderia vendê-la directamente ao produtor e, poderia até chegar a ter a sua própria fábrica de conservas. Finalmente, quando chegasse o momento oportuno, venderia a empresa em Bolsa e ganharia milhões.
- Milhões? E depois o que faria eu, senhor?, perguntou o mexicano.
Responde o americano: - Depois, poderia reformar-se, dormir até tarde, pescar um pouco, brincar com os netos e ao fim da tarde tocar guitarra com os amigos.

Danah Zohar e Ian Marshall in Inteligência Espiritual.

11 REGRAS PARA ESQUECER UM AMOR


Um dia, em plena aula sobre Camões, o Amor e o desconcerto do mundo, uma aluna que criou este terrível e inexplicável hábito de desabafar os seus males comigo, perguntou-me:
- Stôra, diga-me lá o que hei-de fazer para esquecer um amor?
Engasguei-me. Bebi um pouco de água. Arregalei os olhos. Quando finalmente me recompus, comecei a falar, como se possuída pelo Deus dos revoltosos:
1. Rodeia-te dos teus amigos.
2. Ri. Ri. De ti. Dos outros,. De tudo. Não pares de rir.
3. Não comas. Bebe água. Aproveita o desgosto amoroso para perderes os quilos a mais.
4. Apanha sol. Vai ao mar. Apanha sol. Vai ao mar. Sempre. Sempre. Sempre. Se chover na tua janela, dança... dança sempre...
5. Seduz. Conquista. Sedus-te. Conquista-te. Arranja-te. Sente a mulher única que és.
6. Ocupa-te: trabalha, lê, faz ginástica, vai ao cinema, dorme, escreve...
7. Enumera os defeitos do tipo. Aqueles que tu não querias ver mas sabias que existiam. Por exemplo: Era gordo? Tinha barriga? Usava trousses brancos? Não tinha humor? Era possessivo? Olhava para tudo o que passasse em volta e usasse saias? Deitava lixo para o chão? Era assim tão bom na cama? Era assim tão carinhoso? E sensível? E compreensivo? Era assim tão inteligente? Alguma vez lera um livro ou jornal que não a Bola? 
8. Retira o seu número do teu telemóvel. Se te apetecer mandar-lhe uma mensagem, manda-a para a tua melhor amiga.
9. Faz uma selecção das tuas músicas preferidas e canta, dança, pula, salta...
10. Pensa que tudo passa, tudo sempre passará e que se tu, uma mulher tão especial, foste rejeitada é porque ele não te merecia: "Só uma besta se atreveria a perder-te!"
11. Arruma a um canto todos os objetos que te façam recordá-lo. Ou, melhor, devolve-os com um cartão a dizer: “Já não me interessas. A tua época passou."

ESPREME TUDO O QUE PUDERES...


"- E depois? - contrapôs ela. - Porquê perder tempo à procura de razões, à procura de desculpas? A vida vai passar por ti e tu vais continuar a tremer à beira do precipício. Salta! Mergulha, rapariga! Agarra a vida! Agarra-a pelos tomates e espreme tudo o que puderes! Espreme até ela gritar por misericórdia."

in Sheila Norton, A Idade Não Conta

(Texto recuperado do meu antigo blog www.umblogdiferenteblogssapo.pt, Setembro 2005)

A QUADRILHA


João amava Teresa que amava Raimundo
Que amava Maria que amava Joaquim
Que amava Lili que não amava 
Ninguém.

João foi para os Estados Unidos,
Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre.
Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili
Casou com J. Pinto Fernandes
Que não tinha entrado na história.

Carlos Drummond de Andrade

SIMPLESMENTE DELICIOSO! 

5.11.2012

Aconteceu...

Era uma vez antigamente, mas muito antigamente, nas profundezas do passado, quando os bichos falavam, os cachorros eram amarrados com linguiça, alfaiates casavam com princesas e as crianças chegavam no bico das cegonhas... 
Aconteceu naquele tempo então uma história de amor. 

JORGE AMADO

I love you, you are perfect! Now change!

Os actos importantes não são ruidosos. Quando as coisas se desmoronam e caem, o acto mais dotado de sentido pode consistir em ficar-se sentado e nada fazer...

Por isso, vou ficar aqui, sentada e em silêncio.

5.10.2012

THE GAP YEAR

Ainda há gente feliz à minha volta.Dois amigos meus partem amanhã para 4 meses de viagem pelo Canada e Estados Unidos. Levam apenas 14kg de bagagem e o coração cheio de mistérios... E eu fico aqui!
Quero um Gap Year... e já!

NO WAY OUT



 

Voltou a ser difícil acordar. Voltou a ser difícil suportar esta espera. Voltou a ser difícil trabalhar. De repente, tão de repente, tudo se altera na nossa vida como se fosse o fim de uma etapa. Mas não uma etapa qualquer. Provavelmente, a mais importante, a mais profunda, a mais querida. Porque não será nunca possível esquecer o teu sorriso. Ou os teus braços à minha volta. Ou o teu corpo sobre o meu. Percebo hoje, melhor que ontem e que sempre, que os nossos corpos nunca fizeram sexo. As nossas almas é que estiveram sempre lá, numa verdadeira e total fusão como dificilmente voltarei a viver.

Ando perdida em busca de um caminho para continuar.