Porque a vida não é um fenómeno lógico e a criatividade é um produto derivado do sonho...
9.15.2014
O ALÇAPÃO
Hoje, com a alma a correr atrás do tempo, agarro a festa... Sem medo, com empenho e sem ciúme. Desarranjo
a ordem definida por quem não
sabe definir e, percorrendo o trilho ou a sua ausência, agarro-me a ti. Sei que há almas que nunca serão resgatadas mas nem me importo. Almas contra as
quais ninguém se previne o suficiente...
Hoje, agora, espalham-se os pensamentos em todas as direções... Hoje, com sempre, estou inundada de
palavras. Ainda penso em ti como quem pensa num poço vazio. Sei do que falo porque moro lá dentro, nesse alçapão azul que nos embaraça, embaraçando-me...
9.14.2014
DITADURA DA MEDIOCRIDADE
Não sei se serei apenas eu que ando farta de tanta estupidez. Na rua, na televisão, nos jornais, nas escolas, nas organizações... a estupidez predomina. Quando digo estupidez, refiro-me à incapacidade de pensar e de agir consoante uma engenharia de conduta que se está a perder porque, muitas vezes, nem chegou a ser desenhada. Andamos todos alheados do fundamental, não andamos? Basta ligar a televisão ou ler o jornal. Não há modelos identitários que nos salvem ou ajudem... Já não encontro consistência em quase nada nem em ninguém. As pessoas excitam-se com a mediocridade e a vulgaridade. As casas dos segredos imperam, a estupidez alastra-se e a incoerência predomina...
Quero rodear-me de pessoas com vistas largas, extensas que toquem o futuro!
NO HAMMAM
Em todas as três viagens que fiz à Turquia, deliciei-me com o banho turco, sempre com diferentes experiências mais ou menos curiosas para contar. A mais marcante de todas foi sem dúvida no hamman mais antigo de Istambul, o Çemberlitas - onde, prestes já a regressar a Lisboa, ainda atordoada com as paisagens da Capadócia e os banhos em Pamukale, me ofereci o serviço completo de banho turco com direito a exfoliação e massagem. O que eu não esperava era que neste hammam datado de 1584, mandado construir pela mulher do sultão Selim II (e obra do arquiteto Sinan), situado na praça de Çemberlitas em Sultanahmet e a um pulinho da Mesquita Azul, eu fosse viver uma experiência inolvidável.
Convém lembrar que esta experiência de banho turco é a sério e para as mais afoitas pois aqui, as lavadeiras de gajas chegam-se ao pé de nós com ar agreste - de gorduras dependuradas, misturando-se as mamas com a gordura abdominal, não se sabendo onde acaba uma e começa a outra - atiram-se a nós com esponjas próprias e esfregam-nos o corpo, de ponta a ponta, até aguentarmos. Nós, espojadas sobre uma magnífica pedra mármore fervilhante, perante aqueles corpos disformes, sentimo-nos as rainhas do Nilo. Fui assim lavada e esfregada e esfoliada sem dó nem piedade por uma matrona mas saí dali com veludo no lugar da pele.
Ir a Istambul e não ir ao Çemberlitas Hammam é pior do que ir a Roma e não ver o Papa...
O ESPAÇO INTERMÉDIO
Nascemos e morremos sós.
Escolher como preencher o espaço intermédio é a única grande função desta vida.
E nesse campo, a nossa criatividade não tem limites...
RELACIONAMENTOS DURADOUROS
FACTO:
O relacionamento mais duradouro que alguma vez terei será comigo própria. Todos os outros começam e acabam...
DESABAFOS
- Quando ficava mesmo mal, andava sozinha pela praia fora e a guarda costeira encontrava-a muitas vezes deitada com o corpo todo esticado em cima do seixos, com os olhos pejados de lágrimas... Mas dizem que lhe passou quando se casou.
- Pois a mim não me apareceu senão quando me casei.
in Gustave Flaubert, Madame Bovary
A ÍNDIA É A ÍNDIA
Fui à Índia de mochila às costas seis meses depois do meu pai morrer. Tinha, eu e os meus três companheiros de viagem, o objetivo de chegar a Pushkar, onde se realiza a maior feira de camelos da ásia, na primeira lua cheia daquele mês de inverno. Chegámos a Bombaim eram três horas da manhã e, sem qualquer alojamento à nossa espera, aguardámos pelo nascer do sol nas escadarias da estação de comboio de Bombaim. Apanharíamos o primeiro que rumasse a norte. Foi aqui, nestas horas de espera, entre sentada e deitada nas escadas da estação, encostando-me como podia à mochila que me servia de encosto, que percebi a realidade: eu estava num outro mundo.
Não tive muito tempo para me preparar, para além da consulta de viajante e da vacinação habitual para destinos longínquos e perigosos em termos de saúde. Há muito o fascínio da Índia me perseguia, pelo que foi fácil colocar duas ou três t-shirts na mochila e partir. Mas não há preparação possível para uma viagem à Índia se for uma verdadeira viagem pela Índia real... Se se tratar de uma viagem turística, de hotel em hotel, de autopullman em autopullman e de restaurante aconselhado pelos guias a restaurante aconselhados pelos guias, não é preciso preparação.
Foi assim que iniciei uma longa viagem que me levou de Pushkar a Udaipur, daqui para Jaipur, depois Nova Deli, daqui a Agra, depois a Varanasi, daqui para Bombaim e de Bombaim a Goa, a Bombaim novamente, viajando em todos os transportes públicos possíveis que a Índia oferece aos seus nativos.
Muita gente chega À Índia pela via espiritual. Eu cheguei por outra via. A via da descoberta de um país exótico nas cores e nos cheiros, húmido e barulhento nos afetos, carente de rupias, sobrevivendo em paz no meio d rum enorme caos... Não voltei a mesma desta viagem. Talvez nunca volte a mesma de qualquer viagem. Mas a Índia toca-nos por dentro. Continuo a sentir no corpo as cinzas dos crematórios de Varanasi e no coração a beleza do Taj Mahal.
Como vos hei-de explicar? Como diz Alberto Moravia, a Índia é a Índia...
9.11.2014
CAMBADA DE PROFESSORES!
A jornalista Catarina Fonseca pesquisou e descobriu as fantásticas conclusões de um neuro-psicólogo de nome Nelson Lima, segundo o qual a maior parte das dificuldades dos nossos estudantes surgem por desmotivação, não por incapacidades neurológicas. EUREKA!
Ora, a verdade verdadinha, é que tanto os alunos como os professores andam perdidos, sem saberem muito bem para que serve a escola nos dias que correm, ensinando conhecimentos amorfos, desinteressantes e sem qualquer aplicação prática.
Citando o tal senhor: O que a escola devia fazer nos primeiros anos era dar noções gerais do que é a vida. Mas um aluno de 12 anos tem 15 disciplinas! Como é que pode aprender alguma coisa? Quinze disciplinas que depois se refletem na forma desmesurada como acontecem os trabalhos de casa. Estranhamente (ou talvez não.), e segundo um estudo europeu, somos um dos países com piores resultados escolares e o país europeu que mais tempo dedica aos trabalhos de casa.
Concordo: ainda ontem o diretor da escola onde leciono afirmava em alta voz que os resultados dos alunos foram maus. O que quer dizer mais ou menos isto: Vocês, cambada de professores, não andam a fazer nada de jeito... E eu continuo a concordar. Desta vez com ele, o senhor diretor. Não fazemos nada que interesse, não senhor... Os alunos não aprendem porque nós não ensinamos e nós não ensinamos porque já não sabemos ensinar, porque andamos cansados de tanto trabalho burocrático, porque em vez de prepararmos aulas e definirmos estratégias e selecionarmos novos métodos, temos de fazer grelhas e mais grelhas e planos e mais planos e quando chega a hora da aula, queremos é sair dali para fora o mais rapidamente possível porque ninguém nos ouviu, não temos um écran touch nas trombas onde eles possam rapidamente selecionar um filme ou um jogo ou algo que os distraia que a vida de um aluno nos dias que correm não é fácil, eles andam cansados com tantas horas de aulas inúteis... E depois, coitadinhos dos meninos, ficam stressados e respondem mal aos professores, que vão para a merda ou até para mais longe se for caso disso e os pais também não sabem o que podem fazer para os motivar... Se lhes compram outro telemóvel ou se nem os acordam de manhã para ir para a escola, como uma encarregada de educação me disse um dia:
- A professora tem toda a razão, ele chega sempre atrasado. Mas eu custa-me tanto acordá-lo porque ele anda muito cansado...
OH HAPPY DAYS...
1. Pense menos, sinta mais.
2. Fale menos, escute mais.
3. Julgue menos, aceite mais.
4. Observe menos, aja mais.
6. Queixe-se menos, aprecie mais.
7. Tema menos, ame mais.
www.happier.com
http://www.happyplanetindex.org/data/
THE CHOICE TO LOVE
Em vésperas de começar mais um ano letivo, quando o verão ainda nem chegou e parece já ter abalado, reflito sobre a nossa vida, pessoal e profissional, para concluir que há duas condições essenciais à felicidade: ter uma personalidade minimamente equilibrada e um projeto de vida relativamente coerente. Assim, a felicidade será, nada mais nada menos, do que o produto, o resultado, a consequência daquilo que, ao longo dos anos, fomos fazendo com a nossa vida. Encaro a felicidade como um sentimento de equilíbrio entre o que quisemos e o que conseguimos, entre os objetivos e os resultados, entre os sonhos e as metas conquistadas.
Ora, no meu caso específico, quis ser professora e formadora, optei por não ter filhos, escrever livros e viajar pelo mundo. Ao longo de 25 anos ensinei, treinei e formei diferentes públicos, dos 12 aos 60, entregando de mim toda a energia que por vezes nem sei onde a fui buscar. Profissionalmente, mission accomplished! Pessoalmente, viajei por quase todos os continentes e continuo a aprender a escrever livros.
Chegou agora a altura de decidir amar. Escolhi-te e quero amar-te todos os dias...
9.10.2014
ESQUIZOFRENIA OU MEDIUNIDADE?
Longa tem sido a luta entre estes dois conceitos. Esquizofrenia ou mediunidade? Alucinação ou vidência?
Na mediunidade, há uma sucessão de coincidências que se repetem. O médium é capaz de sentir as presenças energéticas ao seu redor. As ciências médicas já começaram a distinguir a mediunidade da esquizofrenia. A psiquiatra aceita hoje que a mediunidade náo é um transe psicótico ,embora a ciência não tenha conseguido ainda aceitar a existência de alma e de espírito.
Mas então como distinguir esquizofrenia de mediunidade? Parece fácil mas não é. O esquizofrénico é uma pessoa desorganizada, fora do mundo real, com ideias delirantes, medos, alucinações auditivas, percepções corpóreas, medo dos outros, medo de perseguição; faz produções mentais sem capacidade discriminatória e possui graves desajustes sociais. Há um isolamento social e relacional. O médium, por sua vez, apresenta coerência. A presença de entidades espirituais na sua vida e que ele consegue ver e/ou sentir enriquecem a sua personalidade e ajudam ao seu desenvolvimento, à sua evolução.
A mediunidade pode, se devidamente trabalhada, ser um instrumento de saúde. Os médiuns são pessoas normais. A dificuldade e gravidade surge quando se mistura a mediunidade com a esquizofrenia.
Aqui precisamos de ajuda.
Oxalá essa ajuda venha logo, porque já vem tarde!
O CAPITÃO DO NAVIO
Descobri assim, nas últimas jornadas sobre Espiritualidade em que participei, a existência de um orgâo designado EPÍFISE localizado no centro do cérebro e por muito tempo menosprezado pela ciência, considerado por muitos, o chamado terceiro olho, o orgão do sexto sentido, o orgão da mediunidade, o capitão do navio, o portal para outras dimensões...
4.03.2014
O VESTIDO AZUL
A minha mãe sofria da doença de Parkinson à mistura com Alzheimer.
Por isso, dada a sua situação de demência foi internada num lar onde eu e a minha
a visitávamos aos domingos e sempre que podíamos. Numa dessas visitas ao lar, pediram-me
para levar livros e revistas com vista a criar um espaço de leitura e lazer.
Não hesitei. Recolhi alguns livros e muitas revistas que espalhei
orgulhosamente pelas mesas. No fim-de-semana seguinte, ao visitar a minha
querida mãe, deparei-me com várias senhoras, idosas e doentes quase todas, a
folhearem de olhos a brilhar as páginas de Máximas, Vogues, Marie Claires e
afins que vou acumulando, com ar de quem redescobre o sabor das coisas boas…
das coisas belas… que a doença e a velhice lhes tirou. A minha mãe, que sempre
gostou de moda e desenhou durante muitos anos, os seus próprios modelos (e os
meus…), quando eu me preparava para regressar a Lisboa, surpreendeu-me com um
momento de sensatez, raro no seu quotidiano de demência, e disse-me, com os
olhos a brilhar:
- Vi numa daquelas revistas que
trouxeste um vestido que quero fazer. Compra-me, se faz favor, tecido em seda
azul, linhas do mesmo tom e uma tesoura que corte bem…Deixei o lar, mais uma vez, com lágrimas nos olhos. Mas desta vez, eram lágrimas diferentes… Lágrimas de cumplicidade para com quem percebe o valor que um simples vestido azul pode ter na vida de uma mulher!
1.21.2014
REVOLTA NO OLIMPO
CONSEQUÊNCIAS DA CRISE NA GRÉCIA
1. Zeus vende o trono a uma multinacional coreana.
2. Aquiles vai tratar do calcanhar num hospital público.
3. Eros e Pan inauguram um prostíbulo.
4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6. O Minotauro puxa carroças para ganhar a vida.
7. A Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.
8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega: "Ela tem minhocas na cabeça".
9. Sócrates inaugura o Cicuta's Bar para ganhar uns trocados.
10. Dionísio vende vinho à beira da estrada de Marathónas.
11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.
12. Afrodite aceita posar para a Playboy.
13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus liberta as ninfas para trabalharem na Eurozona.
14. Ilha de Lesbos abre resort hétero.
15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
16. Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
17. Áries, deus da guerra, é apanhado em flagrante a desviar armamento para a guerrilha síria.
18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-teto.19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão a falar grego!
11.22.2013
SOMOS / FOMOS A SÍNTESE DE VÁRIOS POVOS DA EUROPA
Na Sé de Lisboa houve uma mesquita.
Contam as manuscritos que nessa mesma mesquita reuniam-se, ao mesmo tempo, muçulmanos, cristãos e judeus, a rezar a um só DEUS!
Isto é HOJE impossível NESTE mundo!
11.17.2013
COMO CHEGAR AOS CEM, MALTA!
1. Sleep in and take naps
2. Stop worrying about being late
3. Grow a garden, nurture it, and eat from it
4. Never give up your sense of purpose
5. Get it on
6. Take a placebo at least once per day
7. Walk up 20 hills a day
8. Cultivate a sense of belonging
9. Go to the church, temple, or mosque
10. Surround yourself with people who follow steps 1-9. eh eh eh eh
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