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2.10.2013

VIVER OU FUGIR?

Viver uma paixão com data marcada para acabar ou recusar o fogo e simplesmente fugir?

QUASE QUASE


Andou o caos por aqui. Sabes a que me refiro. Espreitei apenas o abismo quando te conheci. E agora? Agora estou quase quase a atirar-me por aqui abaixo...


SAPIOSEXUAL


OS DEZ MANDAMENTOS

Parece que são 10, os mandamentos para uma relação minimamente estável e eu não sabia:

1. Ser correspondido
2. Ter-se coisas em comum
3. Conhecer o outro em vez de o imaginar ou projetar à nossa medida
4. Não nos matar de tédio
5. Apresentar as regras do jogo antes de jogar
6. Se já o fez antes, pode voltar a fazê-lo agora
7. Negociar e nunca sacrificar
8. Não guardar segredos
9. Ser igualitária
10. Fazer-nos sentir felizes

INTIMIDADES


Todos nós tememos a intimidade ainda que não tenhamos consciência disso. Somos estranhos uns aos outros. Somos estranhos a nós próprios, talvez porque não sabemos quem somos. Não fazemos um trabalho sobre a nossa individualidade. Passamos o tempo ocupados em coisinhas inúteis e deixamos o principal trabalho, o mais valioso, o mais importante - conhecermo-nos a nós mesmos - para trás. 
Passamos anos e anos reprimidos, em relações (pessoais, familiares, sentimentais, profissionais) adormecidas, se não mortas, acatando as regras e as imposições que nos foram impingindo ao longo dos tempos.
Esquecemos a nossa fragilidade. Ignoramos que a vida pode quebrar-se a cada instante. Esquecemo-nos de nos aceitar tal qual somos. As pessoas comprometem-se pouco ou da maneira errada. Acredito na liberdade individual. Nos relacionamentos em que cada ser mantém a sua individualidade e a sua liberdade mais íntima e profunda. Desconfio das relações em que os dois se tornam um. Há "deves" em excesso por este mundo. Há muitas faces. Olho em meu redor e observo. As pessoas não são o que dizem ser. E, sobretudo, não se aceita quando há pessoas que ousam ser diferentes. Imediatamente, recebem rótulos. Penso, contudo, que são essas (poucas) pessoas que estabelecem a diferença no mundo... as que têm em mãos o seu desenvolvimento pessoal. Há pessoas que passam a vida a dar lições de moral ou a tentar mudar os outros - as mesmas que nunca chegam a conhecer-se a si próprias. Vivem em linha recta. Fazem o que se lhes pede, o que "devem" fazer... e um dia, chegarão ao fim, sem terem percebido o porquê da sua passagem.
São os caminhantes, os viajantes, os homens da pradaria, os que se questionam, os que (se) procuram... que recebem o meu apoio e o meu aplauso. Mas o conhecimento de nós próprios só me parece possível em profunda solidão porque, regra geral, tudo quanto sabemos de nós é a opinião dos outros. Ninguém pode penetrar no nosso interior mais profundo. Nem os amantes entram no âmago da nossa existência. Aí, é onde estamos inevitavelmente sós. E a prova disso, são as rupturas amorosas após 2, 5, 10 ou 20 anos, quando se constata termos passado décadas com um estranho ao nosso lado no sofá.
A vida flui, como um rio, vai sempre mudando os seus estados de alma. Não importa a consistência... porque só a mentira é consistente, A verdade, essa, está sempre a mudar. Deus, ou lá o que/quem seja, devia lançar novamente os dados e começar de novo. É nos recomeços que reside a verdadeira energia criativa da humanidade.

2.07.2013

JÁ NINGUÉM SE APAIXONA, PÁ?

“Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá tudo bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”
Miguel Esteves Cardoso

2.03.2013

SOMBRAS

Se projeto a minha própria sombra no meu caminho, é porque há dentro de mim uma lâmpada que ainda não foi acesa.
Rabinranath Tagore

NA MANHÃ SEGUINTE

Na manhã seguinte, após uma noite de sonhos que me desassossegaram, soube que a velha Júlia durou apenas mais umas horas. Na noite da sua morte choveu. Choveu muito.  Choveu torrencialmente. O meu pai telefonou e disse  apenas estas palavras:
- Ela deitou-se ontem à noite para morrer.

Carmo Miranda Machado, O Homem das Violetas Roxas

INFERNO

O INFERNO MESMO, É O DO AMOR.
CLARICE LISPECTOR

1.31.2013

DESDE ENTÃO


DESDE O MOMENTO EM QUE TE CONHECI, TUDO O QUE EU ERA PERDEU-SE PARA SEMPRE...

BOOK WHORE

Não se tem uma biblioteca para guardar os livros que se leram mas para guardar os livros que se vão ler... (alguém disse mas não me lembro quem)!

THE SHOE MUST GO ON

É um facto da realidade feminina a que muitas de nós não conseguem fugir. Tenta-se mas não se consegue...
Quando tudo parece desabar. Quando tudo deixa de fazer sentido. Quando tudo começa a desmoronar. Quando tudo finda... Venha um par de sapatos e a vida recomeça!

GUERREIROS DO AMOR


Na verdade, o que todos queremos é colo. Andamos todos a
 perseguir o mesmo sonho: Amor. 
Explica-se assim a angústia que se apodera de nós quando percebemos que tudo se resume a essa necessidade primordial. Alguns encontraram-no e perderam-no. Outros encontraram-no e não o quiseram. Outros ainda nunca o viram. E há os que, não sabendo exactamente de que se trata tal coisa, ou que formas pode tomar, desconhecem mesmo se o quererão agarrar se o encontrarem. Há quem desconheça a arte da entrega, quem não saiba o que quer, quem não saiba o que procura, quem nunca tenha encontrado Amor. Este desconhecimento faz, segundo um amigo meu, todo o sentido. Afirma: "Já viste a seca que seria a nossa vida se soubéssemos exactamente o que queremos e andássemos satisfeitos?" Para ele, a magia da incerteza está sempre lá. Acompanha-o. E vive um ciclo permanente de encontros e desencontros que se sucedem. Quando sabe que o outro está lá, de pedra e cal, à sua espera, começa inconscientemente a sentir que ganhou essa batalha e, qual guerreiro de uma guerra perdida, inicia imediatamente uma nova conquista.


Não sabe ele, não sabe quase ninguém, que "não é fácil encontrar a felicidade dentro de nós mas é impossível encontrá-la noutro sítio".

1.29.2013

1.28.2013

1.24.2013

COMO SABER SE ESTÁ NA HORA DE MUDAR DE VIDA

Após longo estudo e pedido de muitas amiguinhas, aqui deixo as minhas dicas para mudar de vida. Assim, concluo que está na hora de mudar de vida se perceber que diz sim a, pelo menos, 3 das seguintes perguntas

1. Sentes-te uma prostituta/o intelectual?
2. Trabalhas os dias inteiros rodeada de idiotas?
3. O teu ordenado já não chega para pagar os bens essenciais?
4. Não te lembras da última vez que entraste num avião?
5. Andas com dificuldades em adormecer ou em acordar?
6. Andas a dar no Prozac que nem doido/a?
7. A coisa mais excitante na tua relação amorosa é o momento em que ele/a adormece?
8. Andas a humilhar-te até ao inenarrável por uma razão qualquer sem importância nenhuma?
9. Acreditas às cegas em qualquer coisa que te digam?
10. A tua vida sexual é tão excitante como a de uma amiba?

TODAY...MY FAVORITE DAY

Como fugir à dependência? Exploração!
A chave para gerar imunidade contra o apego afectivo é a exploração. A espontaneidade, as viagens, os amigos, a curiosidade ou o desenvolvimento do talento são os melhores aliados para obter autonomia. 


Bora lá então desenvolver o talento de viajar...

ESTAMPANÇO



"A mulher entra pelo afecto e chega ao sexo, o homem entra pelo sexo e chega ao afecto e, se tudo correr bem, encontram-se e estampam-se no caminho."
                          Walter Riso (psicólogo argentino)

JÁ NÃO SOFRO POR AMOR

A mulher atual tem uma estranha predieção por canalhas...
in Lucia Extebarria, Já não Sofro por Amor, p.151