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12.19.2012

DETACHMENT



SOME OF US STILL BELIEVE WE CAN MAKE A DIFFERENCE...

GREAT CHRISTMAS' HOLIDAY FOR ALL THE GREAT TEACHERS I KNOW...

12.10.2012

DECLARAÇÃO DE AMOR (II)

My dear, you tell me to be careful? Me? 
I killed a lion with my own hands, I  climbed mountains, I lived in the jungle, I made love to you, my dear, what is fear... what is fear...

12.09.2012

A ARTE DE VIAJAR


Se as nossas vidas são dominadas pela busca de felicidade, talvez poucas atividades sejam tão elucidativas no que à dinâmica dessa busca – com todo o seu ardor e paradoxos - se refere como as nossas viagens.

 
A arte de viajar, de Alain de Botton



Constato que poucas coisas me dão tanto prazer na vida como viajar. E por isso mesmo liguei-me a uma agência de viagens. Fui escort, o que na gíria turística designa um acompanhante de grupos ao estrangeiro, responsável por ser o interface entre o grupo e a agência de origem. Assim, fui conhecendo o mundo. Viajei com grupos de 30 a 50 pessoas, viagens organizadas que nada me diziam (nem dizem) mas que me permitiam visitar locais que de outra forma não poderia ter visitado tão cedo. E a experiência que resulta da necessidade de resolver problemas inesperados não tem preço. PROBLEM SOLVING EXPERT - sem dúvida uma das competências que esta função me ajudou a desenvolver. Pude ir assim conhecendo o mundo... Outras viagens se seguiram. Muitas. De lazer. De descoberta. De procura. 
É difícil parar de conhecer o mundo quando se sente esta necessidade inexorável de partir. Os devaneios de viagem são próprios dos espíritos inquietos e o essencial nem é o destino da viagem mas o desejo de ir-me embora. E tal como o grande Baudelaire, também eu sinto esta atração por portos, docas, terminais de comboios, navios transatlânticos e sobretudo aeroportos e quartos de hotel. As conversas interiores surgem-me mais facilmente a bordo de um navio ou em pleno ar. Como Baudelaire dizia: “Qualquer sítio! Qualquer sítio! Contanto que seja fora deste mundo!” 


O MEU OGRE INTERIOR



E agora que os dias de chuva ininterrupta parecem não nos largar, este duende que habita em mim insiste em  fazer sonhar, todas as manhãs, com uma nova viagem. Embora as viagens mais fantásticas possam ser as  da nossa imaginação, o meu ogre interior quer aeroporto... Maldito ogre!

MONDAY MUST BE A MAN


É mais ou menos isto: não estamos preparadas. Não demos por nada. Não tivemos tempo de usufruir. E quando pensamos que está a começar o fim de semana, eis a segunda-feira ali, apressada... Ah, pois é!

12.06.2012

FRIENDS WILL BE FRIENDS UNTIL THE END

YOU KNOW I'LL BE THERE!

TOMA LÁ, DÁ CÁ...

Regra número um para qualquer relação amorosa que se pretenda equilibrada, Nunca dê mais do que recebe. Regra para alguns considerada mesquinha, para outros (entre eles os melhores psiquiatras e psicólogos que se conhecem e me myself I) essencial ao equilíbrio relacional. Pelo menos no início da relação amorosa, dizem uns. Ou enquanto ela existir, digo eu...

NÓS, OS APAIXONADOS DE BOA-FÉ

É no auge dos momentos de maior  felicidade dos apaixonados de boa-fé que os sabotadores, os fóbicos de amor, voam para longe... deixando-nos naufragados e a tentar salvar o que ainda restou de nós.

O DILEMA DOS PORCOS-ESPINHOS

Segundo Schopenhauer, todos os apaixonados sentem a necessidade, igualmente forte, de se unirem e de fugirem. Necessidade de se unirem para se fundirem no outro. E necessidade de fugirem para reencontrarem a sua identidade, para evitarem perder-se, para escaparem ao risco do desaparecimento que representa a fusão.

12.03.2012

A MELHOR DECLARAÇÃO DE AMOR

Henri Matisse disse uma vez à sua futura mulher:
- Menina, amo-a muito, mas a pintura estará sempre em primeiro lugar!


A VALSA DA HESITAÇÃO

Por vezes na vida, simplesmente, não sabemos com o que contar no amor. Isto deve-se ao facto de a pessoa que amamos parecer querer afastar-se de nós o mais rapidamente possível. Como se fosse uma questão de vida ou de morte. Mas ao mesmo tempo, essa mesma pessoa não nos quer perder e, por isso mesmo, vai nos deixando em suspenso. No arame. Ali, mesmo a beirinha do precipício. E parece gostar de nos saber ali. Um meio termo que só pode deixar doidos... mesmo os mais calmos. Não sabemos com o que podemos contar. Se  estes seres, verdadeiros traficantes do amor, rompessem de uma vez por todas, poderíamos finalmente recomeçar a vida noutras bases... Esta valsa da hesitaçao é desgastante. Resta-nos, a nós, observar a nossa auto-estima como se fosse o óleo do carro, não vá ele esvaziar. Por isso, a solução é deixar de amar. É preciso tempo e algumas lágrimas para esquecer... Mas, venha o optimismo: dizem os experts que uma história de amor que acaba mal pode abrir portas, preparando-nos para a história seguinte que forçosamente, visto que já se sofreu tanto, só pode ser mais bela e mais saudável. Venha ela!

CORAÇÕES BLINDADOS


 Eu não queria. Ou melhor, não me apetecia. Mas hoje, duas amigas, de tantas dúvidas colocarem, obrigaram-me a pensar. Há pessoas, por aí, que se cruzam com o verdadeiro AMOR, sem conseguir vivê-lo. Porque não o reconhecem. Porque não o vêem. Ou porque não conseguem amar. Há pessoas que acreditam estar disponíveis para amar sem o estarem. Porque estão marcadas pelas mágoas do passado. Ou da infância. Pronto. Não vou entrar por aí. Bastou o trabalho para a faculdade sobre isso. Chega. Outras pessoas, simplesmente, não querem correr mais riscos e fecham a loja. Não querer sofrer é, sem dúvida, um direito que nos assiste. A todos. Mas não será também a nossa tristeza?
Os corações blindados andam por aí. Mas quem quiser encontrar o amor, e vivê-lo, tem de correr riscos, tem de ousar falhar. Porque as nossas desilusões amorosas só nos dão prova de uma coisa fulcral: que ainda sabemos amar.






























































INSÓLITOS


 Tocou o telefone. Ela atendeu. Número desconhecido.
- Olá. Sou o Luís. Não te lembras de mim? - pergunta uma voz de homem desconhecida.
- Não. - silêncio do outro lado da linha.
- O Luís... Saímos algumas vezes há muito tempo. Eu tinha um Audi TT.
- Desculpe, não me lembro. Deve ser engano. - respondeu ela, quase a desligar.
- Não, não é engano. Nós saímos umas vezes e eu depois nunca mais te disse nada e afastei-me de ti sem  dar qualquer explicação. - disse ele, em tom baixo e com voz estranha. E nunca mais me consegui esquecer de ti nestes anos todos.
- Luís? Ah, sim. Já me lembro. Saímos durante dois meses. Mas tu não conduzias um Audi TT. Tu tinhas um porche preto e uma namorada que eu desconhecia e com quem entretanto falei...
- Ah, sim, essa tipa... - reagiu ele.
- Não era bem tipa. Pelo que percebi, namoravam há um ano e meio... - disse ela, assertiva.
- Pois... não é bem assim. Eu ando há vários anos para te contactar porque eu tive um problema grave e nunca te consegui explicar porque me afastei de ti. Eu gostava muito de ti. Desculpa estar a ligar-te agora. Não sei se estás casada ou se tens alguém. Mas queria muito contactar-te... - continuava o homem com voz estranha.
- E será importante explicares agora, passados tantos anos? - perguntou ela.
- Para mim é importante porque nunca consegui dormir descansado.
- Ok. Então diz lá... - disse ela enfastiada.
- Nunca mais te procurei porque tive problemas muito graves e perdi o norte. A minha empresa faliu. Perdi vários negócios que tinha. E adoeci. Estive vários meses internado num centro psiquiátrico com uma depressão profunda. - e começou a chorar enquanto dizia isto.
Ela manteve-se em silêncio, pensou em dizer-lhe mil coisas mas disse-lhe apenas isto:
- As tuas melhoras.







11.30.2012

A PROF DE FILOSOFIA

 - É um prazer, professora. - não respondi.
- Quer dizer que veio entregar o seu currículo. - também não respondi. Mas fitei-o longamente.
O homem sentiu-se incomodado com o meu olhar mas continuou a fingir que dominava perfeitamente a situação.
- Informaram-me que vinha da parte de ...
- Informaram-no mal. - respondi apressadamente. - Não venho da parte deles. Venho da parte da professora de Filosofia que os senhores expulsaram há quinze dias. O homem empalideceu.
- A professora de Filosofia enforcou-se. - disse-lhe. Pendurou uma corda no tecto e estrangulou o pescoço. E os senhores apertaram bem o nó. O senhor e todos os alunos deste colégio, que um dia serão como o senhor. O senhor e todos os futuros empresários, deputados, e banqueiros e inúteis que inundam este colégio. Medíocres. Pura mediocridade embrulhada em plástico, esta gentinha dos colégios privados, conservadores e hipócritas...

MOVING

Me thinks that the moment my legs begin to move,
my thoughts begin to flow.
Henry David Thoreau
  

WHATEVER WORKS, BABY

Ontem pediste-me que te escrevesse sobre mim e eu vou fazê-lo. Por ti. E para ti. Será a primeira e a última vez porque não quero continuar na senda das palavras nunca mais...

Podes ouvir o tempo ou simplesmente esquecê-lo. Podes ter tido avós que te embalaram ou não. Podes ser de uma família disfuncional ou bimembre ou podes ser sozinha, tu e tu. Podes  ter a história mais aborrecida deste mundo ou o mais remoto olhar que se conhece... Podem as tuas perguntas ser as mais estranhas. Podes ter mais talvezes do que os que andam por aí, carregados de certezas. Podes deambular sozinha pelo mundo ou em caravana. Podes manter a roupa dele a cheirar a sémen ou podes ter vivido vários meses de pormenores a perderem-se. Podes ter um homem diferente entre as tuas pernas sempre que quiseres. Podes tentar usar camisa branca e sapatos confortáveis e fazer de conta que sim. Podes apenas fragmentar o mundo em pequenos detalhes  e esqueceres o todo. Podes nunca vir a ser uma esposa porque não sabes o que isso é. Podes citar Deus de vez em quando, se te apetecer. Podes ter sexo devastador ou podes simplesmente rezar. Podes, se quiseres, criar raízes no teu sofá... ou no mundo, Podes ter conversas com os velhos porque sim. Podes dirigir-te ao balcão e pedir uma bebida sem estares acompanhada de uma congregação de mulheres. Podes detestar barrigas grandes ou podes nem te importar com isso. Podes nunca mais querer um namorado ou um marido, se for melhor assim. Podes beber o teu café sem açúcar se te apetecer. Podes amar um rosto, uma voz, uma memória, se fores forte. Podes continuar pelo mundo sem religião alguma. Ou podes continuar a partir e a chegar... Desde que resulte... Mas nunca escrevas o que vives porque o risco é alto, demasiado alto.

A FUGA


Sim, eu também devia apanhar um destes camelos e fugir... :)

COMO IDENTIFICAR UM "WOMANISER" (PARTE II)


A pedido de algumas amigas, aqui vão mais umas dicas para o caso de se cruzarem com um destes. 
Ora pois seja: Se derem de caras com um "womaniser" (mulherengo, em bom português) e tiverem o azar de gostar dele, remember
(i) Em primeiro lugar, nenhuma mulher com autoestima no seu devido lugar aguenta um mulherengo; se o aguentam, olhem bem para a vossa autoestima e levem-na ao cabeleireiro e à massagem, de preferência com aquele massagista que nós conhecemos, ok? Ou então, aceitem simplesmente sair com aquele fulano lindo que vos anda a convidar e que tem tudo no sítio...
(ii) Em segundo lugar, se quiserem construir uma relação a sério, as hipóteses deste homem se comprometer seriamente são ínfimas. O que ele basicamente quer é passar uns bons momentos -  de preferência na posição horizontal -  e nada mais; 
(iv) Em terceiro lugar, mais cedo ou mais tarde, ele acaba por se afastar sem dar qualquer explicação e, quando a der, mesmo que tirada a ferros, será vaga e, na maior parta das vezes, falsa. Porquê? Simples: quer enrolar-se, já se enrolou ou vai-se enrolar com outra qualquer mas não assume.
Características da espécie? 
Basicamente, o mulherengo, por essência: 
(i) Mantem as mulheres, todas as que pode manter- as ex, as presentes e as futuras - em stand by (e para alcançar tal feito, dá uma no cravo e outra na ferradura); usa frases completamente vagas como "gosto muito de ti", "és muito especial para mim" "não te quero perder" "és muito importante na minha vida" sem ele próprio saber o que tais máximas em forma de sms querem dizer...:)
(ii) Esconde os seus contactos e, apesar de gostar de controlar o que se passa na vossa vida social, esconde a sete chaves a sua (fiquem atentas portanto);
(iii) Escapa-lhe uma coisa chamada maturidade emocional  e vai-vos iludindo e desiludindo à medida dos seus variáveis estados de espírito, por essência imaturos e emocionalmente irresponsáveis.
(iv) Last but not the least,  é tão pouco seletivo o coitado que nunca perceberá que encontrou uma pérola verdadeira quando verdadeiramente a encontrar.
Fugit, amigas, fugit! :)

INUTILIDADES

"A vida afetiva é a única que vale a pena. A outra serve apenas para organizar na consciência o processo da inutilidade de tudo."
Miguel Torga

Nem mais!