Comecei um curso de criatividade pela Universidade de Stanford. Quero que a minha vida sirva para construir uma manta de retalhos e não para me limitar a completar mais um puzzle. Porque os dias que correm são cinzentos. A maioria. Outros nem cor apresentam. E eu só posso continuar à procura da criatividade perdida. Tento rodar-me de pessoas criativas mas são tão poucas...Tento manter-me alerta; escrevo: coisas sem nexo mas ainda escrevo; tento afastar-me do computador e olhar atentamente para o mundo lá fora; procuro bater os meus próprios medos; ouço música que nunca antes tinha ouvido, de todos os géneros; conheci pessoas novas: de diferentes culturas e línguas; procuro os filmes em estreia; vou a alguns sítios onde nunca tinha ido; quebro diariamente algumas regras e ainda não me arrependi. Acima de tudo, corro riscos... especialmente em noites de temporal.
Porque a vida não é um fenómeno lógico e a criatividade é um produto derivado do sonho...
10.26.2012
10.25.2012
TU BRILHAS!
Era uma vez uma serpente que começou a perseguir um pirilampo. Este fugia da predadora, que não desistia facilmente. Mas a serpente estava disposta a ir até às últimas consequências para conseguir a sua refeição.
Um dia passou e a serpente não desistia. Dois dias se foram e a serpente continuava a sua perseguição ao já cansado pirilampo... E então, no terceiro dia, já sem forças para continuar a fugir, o pirilampo decidiu parar e fazer uma pergunta à serpente. E assim foi:
«Posso fazer-te uma pergunta, antes de tudo o que possa acontecer a seguir?», perguntou o pirilampo. «Bom, nunca nenhuma das minhas vítimas me fez tal abordagem, mas como tu foste corajoso, vou deixar-te formular a tua pergunta», respondeu o réptil.
- Por acaso pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te algum mal para que me persigas?
- Não.
- Então, porque é que queres devorar-me?
- Porque TU BRILHAS ! E eu não suporto ver-te a brilhar!
Uma boa razão para verificar quem o/a rodeia, quem o/a acompanha, quem o/a influencia e o/a aconselha.
10.20.2012
HÁ PESSOAS ASSIM
Há pessoas assim. Capazes de tudo para se salvarem a si próprias. Voláteis. Inseguras. Mutáveis. Como o vento...
Há pessoas assim... Frias. Incapazes de não magoar.
Há pessoas assim... Hábeis para destruir quem neles confiou.
Há pessoas assim... De sentimentos opacos, incapazes de se colocarem no lugar dos outros.
Há pessoas assim... São aquelas que para se salvarem, atiram-nos para o precipício. Empurram-nos, quando estamos de costas, rapidamente e sem avisar.
De seguida, fumam um cigarro e adormecem.
SORTE
Naqueles dias, ela teve a sorte de adoecer. Antes isso que definhar lentamente em frente aos outros. Assim, remeteu-se sozinha ao isolamento, à espera de que a dor daquela ferida aberta e em sangue vivo fechasse. Há doenças que os medicamentos não curam. Ela ainda tentou drogar-se todos os dias.. Descuidada, não temeu o contágio. Sem preservativo que a salvasse, deixou-se infetar... pelo sonho. Confundiu-o com a realidade.
Por isso agora, até a sua ferida sarar, ela vai tecendo os dias como pode, atando as estrelas aos caminhos, os trilhos do acaso às montanhas, as montanhas às montanhas e todas as árvores ao céu.
10.18.2012
O CORAÇÃO É COMO UM HOTEL DE PUTAS
"A vida afetiva é a única que vale a pena.
A outra serve apenas para organizar na
consciência o processo da inutilidade de
tudo." Miguel Torga
10.17.2012
TOMA LÁ, DÁ CÁ
Há muito tempo atrás, não no tempo em que os animais falavam mas num outro tempo, em que ainda havia subsídios de Natal e as pessoas pareciam mais felizes, houve um homem, um grande amigo, hoje célebre figura televisiva, que me disse estas palavras que nunca esquecerei:
- A partir de hoje, tens de aprender que a única regra para seres feliz é dares à medida que recebes. Nunca dês mais do que aquilo que recebes porque um dia, depois de te terem sugado tudo o que tinhas para dar, vão-se embora sem uma palavra e tu ficas sem nada.
Eu não acreditei...
O CAMINHO DE REGRESSO
Por vezes, optamos pelo mais fácil. Pelo que não nos retire tempo. Energia. Paz. Chegar ao outro dá trabalho. Chegar a nós ainda mais. Muitos de nós ficam assim reduzidos aos seus mundinhos fechados, na esperança de que, da próxima vez, seja mais fácil.
Nunca temi o longe ou a distância. Nunca temi o trabalho. O esforço. A espera. Nunca temi ter de mergulhar dentro de mim, se fosse preciso. Por isso, talvez por isso, mesmo nestes momentos em que o vazio se quer instalar, olho à minha volta e orgulho-me de ser quem sou. De ser como sou. De ser assim. Capaz de ir ao mais alto dos promontórios mesmo que tenha de fazer o caminho de regresso sozinha, com os pés em ferida e uma gota, uma gota apenas de água no meu cantil.
10.15.2012
REVOLUTION NOW
Sometimes, there's no way out... no second chance, no time out...
Sometimes, you can't keep on to the past and you can't wait for the future...
Sometimes, it's now or never.
10.09.2012
NO MORIRÁS
Só escrevemos os livros que precisamos de escrever, ou que somos capazes de escrever e depois temos de largá-los, reconhecendo que o que quer que lhes aconteça de seguida não é mais da nossa conta. O mesmo se passa com as pessoas que amamos. Por vezes, temos de deixá-las ir... Por mais que as queiramos agarrar para sempre... por mais que perdê-las nos dilacere o corpo todo. E a alma também...
10.07.2012
FORRETA
Há dias assim. Em que nos sentimos sem energia e nos interrogamos se não a andaremos a gastar estupidamente em pequenos nadas. Decidi tornar-me absolutamente forreta no dispêndio das minhas energias e nada, nem ninguém que não mereça, me fará dispersá-las por aí, como areia da praia atirada ao vento.
10.06.2012
CANSAÇO
Cansaço. É cansaço...
Cansaço de esperar...
Por isso, doente e cansada, escrevo. Há quem escreva com medo de enlouquecer. Outros escrevem porque não sabem fazer mais anda. Outros ainda, como eu, escrevem porque não podem deixar de escrever... Escrevo para transpor a vida, para chegar ao outro lado, para me abrigar, para esquecer...
9.27.2012
FUROS NA ROTINA
Só consigo viver fazendo furos na rotina. Sou boa nisso. Quase expert. E quando perco essa capacidade por uns dias, perco o norte. Desoriento-me. Fico amarela. Surgem-me borbulhas. Crescem-me os pêlos. E em vez de falar, emito grunhidos estranhos que ninguém ao meu redor entende...
PALAVRAS
PALAVRAS. PALAVRAS. PALAVRAS. PALAVRAS. PALAVRAS. PALAVRAS. PALAVRAS. PALAVRAS. PALAVRAS. PALAVRAS.PALAVRAS. PALAVRAS.
MOMENTOS
Hoje perguntaram-me qual foi o momento mais intenso e belo de toda a minha vida... Pensei durante algum tempo e não encontrei resposta. Pelo menos ali. Por isso engasguei-me. Hesitei. Tropecei em mim própria.
Agora, à distância de algumas horas, reflito sobre aquela pergunta e concluo que foram muitos os momentos especiais da minha vida. Porque me rodeei sempre de pessoas especiais. Porque procurei sempre a verdade nos momentos. Intensos. Verdadeiros.
Mas insisto na memória e procuro de novo o momento. Aquele momento. O mais forte de todos. O momento que estará comigo quando eu morrer. E encontrei-o, tímido, secreto, escondido num local onde tem estado esquecido à minha espera...
O DIABO MORA NOS DETALHES
O diabo, o meu diabo mora nos detalhes. Nas palavras que não se dizem. No momentos não vividos. Nos silêncios das emoções... Há tempo suficiente na vida para as coisas mornas. Por isso, há fases em que só o fogo me pode alimentar. E a paixão, antes de amolecer, deve viver-se intensamente. Porque as paixões são como cavalos selvagens... Querem voar.
AFOGAMENTO
Atravessei vales e subi montanhas. Passei pelos caminhos mais íngremes. Perdi-me em todas as encruzilhadas que encontrei. Nadei em todos os rios. Fui ter ao mar. Onde agora me encontro. Afundei-me. Afoguei-me.
Naufraguei.
9.26.2012
9.24.2012
MUDANÇAS
A gente habitua-se a tudo... especialmente às férias...)
Proponho que adiem setembro para dezembro e que o ano letivo passe a ter apenas dois períodos, mais do que suficientes, diga-se de passagem. Assim, a abertura do ano escolar este ano seja dia 18 de dezembro, por exemplo, com exames no domingo de páscoa. Há que fazer mudanças, certo? :)
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