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6.08.2012

YESBUTTERS OR WHYNOTTERS...

Tim Soloman, CEO da Ogilvy Portugal, discursou e foi talvez o seu, o melhor momento da noite. Não que tenha dito coisas novas... Apenas porque me pôs a pensar sobre as coisas velhas que todos nós já sabemos e, sobretudo, sobre essa necessidade premente e crescente de sermos, dia a dia, nos nossos trabalhos e nas nossas vidas, o mais criativos possível. 

A propósito da criatividade, das novas ideias, dos desafios, do derrubar barreiras e expormo-nos perante o novo, diz Soloman que as pessoas se dividem em dois grupos: Os "Yes, butters"... e os "why notters". Gostei! E vim para a casa a pensar sobre o assunto... 

De facto, ele tem razão... Há as pessoas que, perante uma nova ideia, dizem Sim, logo seguido de um mas... São os convencinais, os castradores, os que matam ideias, projetos, empresas, países... E há os outros... Os que, sem medo, se atiram para as coisas e fazem o mundo avançar. 

Quero convencer-me de que após ter já dito muitos Sim, mas..., faço finalmente parte do segundo grupo.

QUATRO LEIS

Na Índia um velho de barbas brancas explicou-me quais são as 4 leis da espiritualidade. Ouvi-o devagarinho e nunca mais as esqueci:


PRIMEIRA LEI  - A pessoa que chega é a pessoa certa.
                 Nada ocorre por acaso; quem surge nas nossas vidas, surge por uma razão... para que possamos aprender algo que faz falta ao nosso percurso na terra.


SEGUNDA LEI - O que aconteceu é a única coisa que tinha que podia ter acontecido. E não estava previsto que fosse de outra maneira. Tinha de ser assim.


TERCEIRA LEI - Qualquer momento em que algo se inicia é o momento certo. Nem antes nem depois. Era ali!


QUARTA LEI - Quando algo termina, termina. O que acabou, aconteceu para a nossa evolução. A seguir é necessário o desapego e seguir em diante, mais ricos... 

6.07.2012

EU NÃO QUERO QUE ME MORRA A FANTASIA

Eu não quero que me morra a fantasia. Nem sequer quero saber mais ou falar melhor. Quero apenas saber  o número exato da porta que me leva a outras dimensões... A TI... É mais uma sede de alma que me assalta... Essa sede que surge sempre que este sopro quente passa pela minha face e  se detem no meu ombro. Sim, esse sopro detem-se aqui e só percebendo-o, consigo perceber o mundo. Comecei cedo a descoberta do invisível... Existe. Existe mesmo o infinito. 

Por isso, procuro-te. Entro em ti pelas palavras que trocamos, pelos sorrisos que partilhamos. Revelamo-nos, todos os dias, e quero que conheças de mim a minha alma. Sim, nua de alma estarei quando vieres, após tantos dias em que nos partilharemos. Não quero depender de um ecrã para viver... sabes disso... Quero, sim, evitar que os oceanos transbordem... e sei que transbordarão se entre nós aumentar este fascínio... Mas a vida não é psiquiatrizável e para evitar o caos, esta noite fui contigo devagar, à maneira mineira, que as avalanches foram muitas nos dias que cá estiveste...quando o que eu queria era ter sido um tsunami na tua noite a sul...

CONTOS DE FADAS PARA MULHERES DO SÉC.XXI

Era uma vez, numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima. Ora, andava ela a pavonear-se pelo reino, quando se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas.
Então a rã pulou para o seu colo e disse: " - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há-de transformar-me de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar connosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre. 
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
                                - Nem morta!



DEMASIADO ÓBVIO

Uma amiga hoje disse-me isto: 
- Viver com ele é como viver com um amigo. E esta não é nem nunca foi a minha ideia de casamento... Nem de trabalho de equipa. Não é sequer a minha ideia de partilha. Se fôssemos amigos a partilhar um apartamento, seria perfeito e estaríamos a viver no melhor dos mundos. Mas ele é meu marido... 


E, no fim perguntou-me: 
- O que faço? 


EU NÃO CONSEGUI RESPONDER-LHE. PARECEU-ME DEMASIADO ÓBVIO...

ALTERNATIVA AOS LIVROS DE AUTO-AJUDA



lHOJE PEDIRAM-ME PARA ESCREVER SOBRE AUTO-AJUDA... COMO NÃO TENHO NADA PARA DIZER SOBRE O TEMA, AQUI VAI UM CHORRILHO DE NONSENSES, ADEQUADO AO ESTÚPIDO PEDIDO E AO TEMA:



1. Perca a esperança
2. Desista (ser perseverante é uma grande estupidez)
3. Tenha pensamentos negativos
4. Contente-se com o último lugar
5. Seja pessimista
6. Você não é uma vítima: a vida é que é mesmo assim... uma grande merda
7. Não tente descobrir o seu poder pessoal porque você não tem nenhum
8. Culpe os outros como deve ser
9. Não acarinhe a sua criança interior... mande-a antes dar uma volta
10. Evite os grupos de apoio que não incluam uma garrafa (ou várias) de Ermelinda Freitas tinto
11. Deixe de ser assertivo: cale-se
12.Assuma: a sua família ( e as famílias em geral...) não batem bem da bola
13.Negue a sua dependência: você não é viciada em chocolate; você devora-o porque sabe bem comó caraças
14.Não procure o Homem ou a Mulher ideiais... eles simplesmente não existem
15. Se acha que se apaixonou, cure-se
16. E SEMPRE QUE TIVER FOME, COMA MELANCIA...

6.06.2012

A PROFISSÃO MAIS ANTIGA DO MUNDO

- Stora, podemos estudar pó teste de Matemática? - pergunta um miúdo de 13 anos, olhar suplicante, meio aflito, hoje às 8h da manhã...
- Podem! - respondo de imediato. E agradeci. Bendito teste de matemática que me vai permitir estar calada por uma hora inteira e poder, assim, acordar devagarinho, mesmo que rodeada por 25 seres de voz estridente e com as energias aos saltos. Tão diferentes das minhas...
Hoje, a minha energia reduz-se a conseguir mover-me... Pouco mais... Sinto-me como se tivesse sido engolida e vomitada... Como se o mundo pudesse terminar daqui a pouco que eu sairia de mansinho, quase como a Frida Kahlo... e sem incomodar ninguém... Como se fosse o dia seguinte de uma grande bebedeira, de uma trip de qualquer substância ilícita, de um maremoto ou terramoto. A verdade é simples: estou de ressaca. Uma ressaca profunda que me despe e deixa nua perante os meus clientes assíduos: os meus alunos.
Por isso, hoje não consegui disfarçar quando um aluno me atira com:
- A stora hoje está triste... - e segue, dizendo: - É porque não há sol e e a stora gosta de sol... Mantive-me calada, porque nos momentos em que tudo parece desabar, o melhor é ficarmos calados e sentados e imóveis... Porém, o raio do aluno continuou a olhar para mim e disse em voz alta, calando todos os outros:
- Se a stora quiser, eu desenho-lhe um sol...


Foi o fim. Desisti, ali mesmo, de me manter forte no desempenho desta profissão, das mais antigas do mundo certamente...

6.04.2012

ESTE VERÃO

Era num fim de tarde e ela estava sentada a uma mesa da esplanada. Olhava o mar. De frente. O mar, pelo menos aquele, ficava em frente. Estava queimada pelo sol e lia um livro qualquer sempre na mesma página.
De vez em quando, olhava de novo para o mar. Depois, fitava o relógio e novamente o mar. E ficava assim, sem se mover. Alheada. Como se do mar, ele surgisse para sempre...

NÃO ME DÁ JEITO NENHUM

Diz o MEC (in Jornal Expresso) : "Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama...."

Pois discordo, caro Miguel. Apaixonar-mo-nos é tudo menos prático e não dá jeito nenhum. É um abalo na rotina, sim senhor, mas as dores de estômago, a ansiedade que se acumula no peito, a sensação de não sabermos qual é a próxima paragem, o medo que se apodera de nós, o total caos que se instala em tudo aquilo em que tocamos, a perda de apetite, o indescritível deixar andar  as coisas mais comezinhas, o estupidamente querermos estar na presença permanente do outro... não, caro Miguel, não é nada prático e não dá jeito absolutamente nenhum.


Se pretendes, como dizes,  fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, fala-nos da sensação de incompletude, da vontade de quebrar regras... e fala-nos dos riscos... esses que se correm quando aceitamos que alguém entre no nosso mundo e fique  por ali... mesmo quando já partiu.  Não, Miguel, o amor não passou a ser passível de ser combinado;  e a paixão desmedida, quando é forte e vem de repente como o vento do Sul,  é mesmo desmedida...

Não, Miguel, os amantes são capazes de  gestos largos, de correr  riscos, de rasgos de ousadia. Não, Miguel, o amor não é uma coisa e a vida  outra. O amor não é sopas e descanso, Miguel. O amor é uma maluquice, uma grande maluquice, tal e qual a própria vida. Essa mesma que desata a correr atrás do que não sabe, não apanha, não compreende... Mas tal como na vida, na paixão também continuamos a correr... na esperança de que desta vez possamos sair na estação certa...

Sim, Miguel, num momento, num olhar, o coração apanha-nos para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. E tens razão, aqui tens toda a razão: "O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem..."

5.30.2012

ESCOLAS VOLUNTÁRIAS

Ela acorda e, sonâmbula, dirige-se à escola onde a esperam dezenas de rostos. Estaciona o carro perto da entrada. Ainda tem uns minutos. Ainda pode respirar. Olha em redor. Duas colegas corrigem testes nos carros. Ainda nem 8h da manhã são... Entra. Dirige-se à sala dos Profs... Vários, muitos, estão agarrados à máquina de café. Cafeína precisa-se para ultrapassar o dia. Mais um dia. Não feito no conforto de uma secretária... mas na luta permanente de uma sala de aula. Aguarda na fila. Cafeína! Precisa de cafeína, pensa. E segue para a outra sala onde vários profs discutem os processos disciplinares da semana. Desta vez, nada de facas diretamente dirigidas aos colegas. Desta vez, foi soft! Apenas cortaram os fios elétricos das salas com uma faca... Quantos dias de suspensão terão, pensa enquanto esconde os óculos escuros e mostra o sorriso ... Nas notícias ouviu que o Nuno Crato saiu do gabinete e foi a uma escola. Show Off! É disto que a educação é feita. Querem atribuir às escolas uma espécie de certificação: "Escolas Voluntárias" - pensa. Todos! Somos todos voluntários! Professores que se arrastam desde setembro a tentar salvar o que a família e as políticas educativas destruíram. Nesta quarta feira que se apresenta longa, salvou-a o Portugalex que anuncia objetos de "Nando Pessoa" à venda na feira do relógio...

5.29.2012

AGARRO A FESTA

Gosto de palavras... certas... incertas... sussurradas, escritas em voz baixa, partilhadas com cúmplice olhar... palavras rodopiantes nas quais me revejo.

Hoje agarro a festa... agarro-a como puder mas agarro-a... Sem embaraços, sem medos... aqueles medos que me tolhem os movimentos e me paralisam se eu quiser. Mas eu não quero...
Quero viver sem os receios que tolhem os movimentos...
E a alma...
Ponho de lado a dúvida ou o seu plural... Abandono-a(s)!
E agarro a festa que és tu!
Sem excepções, assaltos,angústias ou dúvidas...
Agarro-a! Que a festa pode acabar antes de tempo... do seu tempo, do nosso tempo...
Celebro a incerteza, essa amante eterna, inquieta...
Celebro, apenas! E celebro-te!
Sem medo... com empenho e sem cíume... Desarranjo esta ordem definida por quem não sabe definir.... sem medos! Percorrendo, sempre, o trilho ou a sua ausência... Agarro-a... à festa..

Sim. Há palavras incertas... escritas em voz baixa...
E há palavras exorcistas...
Elas...o meu escudo, o meu véu...
Elas, são elas que me protegerão no labirinto do malogro, se o houver...
Esse labirinto contra o qual ninguém se previne o suficiente...

P:S. Hoje, agora, espalham-se os  pensamentos em todas as direcções... mas não pedirei que me internem para já! :)

CURIOSO COMO A GENTE SE HABITUA...


Não consigo ficar quieta...Terrível, terrível e perigoso quando escrevo poesia... logo eu que não escrevo poesia.
Curioso como a gente se habitua...ao perigo. Como que a fazer furos na rotina...

Agarremos a festa, sim... estimulante e sem desperdícios que aqui e agora a festa somos nós...
Essa festa, onde nos olhamos com cúmplice olhar...
Um olhar de palavras nuas, cegas, loucas...
Indagando, em todas as frases, o estado das raízes...
Um olhar... esse olhar atravessado pela ausência...
Alugado à pressa num fim de festa...

Ou aquele olhar, outro olhar...o olhar que penetra audacioso...
Ou o outro, o olhar que rodopia, incessante, louco, qual dervichee... sagaz... a querer transpor a vida para ficar do outro lado... detrás da cortina... a olhar-te através do véu... do meu véu... transparente... frágil...

Há olhares assim... olhares que ditam os poemas aos poetas...

PARA QUE HAVIA EU DE QUERER UM SONHO?


Mas para que havia eu de querer um sonho que não fosse para o partilhar, andando?

TRAPACEAR A ROTINA


Contigo, fiz rodopiar a rotina
Hoje que já não é de hoje, hoje... o  que sobra de ontem para um antecipado amanhã esmerilado hoje.
E gosto...
De rodopios à rotina...
De a trapacear... essa rotina veloz, mortal, letal que nos corroi devagar...
E gosto... de quem assume essa trapaça...

Gosto de me gostar rodopiante... imparavelmente senil... onde me sinto acordada, trapaceira dessa rotina interrompida por palavras, cheiros e toques... o teu toque... as tuas mãos
Rodopiantes... senis, cheias de alma porque... precocemente amassadas nas noites destes dias...

Gosto deste rodopio...louco...
Louca, eu... loucos nós... partilheiros no deserto ilimitado...neste deserto dos dias que passam velozes, loucos, incessantes...de pensamentos, de sonhos... de medos...

Onde te encontro, diz-me, quando o pássaro voar... e quando a dúvida me assolar e seguir por onde serpenteia a alma, a minha, essa vigilante do peito, livre, livre...

Sou colecionadora de sonhos... que só os posso colecionar para poder vivê-los...Que me importa a vida, agora que te descobri, se não quebrada pela insensatez da fuga?

E o tempo que não temos, este tempo que não temos, amor, persegue-nos... vem rodopiante por essa estrada de véus...
O tempo sabe, ele sabe que a viagem nos espera...

Apenas uma precoce senilidade nos poderia ter levado a tais paragens.
Os derviches, os tais derviches de que falámos uma noite...estão cá dentro desde então. Dentro de mim e de ti...





5.24.2012

AJUDE-ME, STORA... O QUE É QUE EU FAÇO?

Hoje, como todos os dias, aconteceu-me mais uma aventura. E só ainda são 10h da manhã. A minha vida parece ser pautada pelos momentos desconcertantes e, nestes momentos, viro-me indubitavelmente para a escrita, único local do mundo onde me sinto segura. Escrever não me custa. Escrevo como respiro: com a mesma naturalidade. Mas é também perante momentos de desconcerto que as conversas interiores nos surgem mais amiúde. A mim, estes diálogos, monólogos e solilóquios tendem a aparecer-me em forma de tsunami e, sabemo-lo, estes levam tudo pela frente.
Hoje, especialmente hoje em que não me sinto apta a ajudar ninguém, surge-me uma adolescente a pedir-me S.O.S. Apaixonou-se pelo J., da turma ao lado. Quem não sabe o que é a paixão de uma adolescente, é melhor ir informar-se. Eu tenho 26 adolescentes à minha frente e conheço os sintomas. Habitualmente, desconcerto-os quando me pedem ideias, conselhos e ajudas... Ficam deliciados com as minhas abordagens geralmente pouco habituais sobre o tema... Mas hoje, hoje não... Hoje não estou capaz de falar disto. Por mais técnicas que eu conheça para disfarçar emoções, hoje iria falhar... Hoje iriam perceber que, como ela, que me pede ajuda, também eu teria de lançar um s.o.s.: Ajudem-me...o que é que eu faço?

O SAPO

De acordo com um autor cujo nome não me ocorre agora pois mal consigo pensar, cada um de nós deveria engolir um sapo todas as manhãs para ter a certeza de que durante o resto do dia não terá de se haver com outras coisas mais repugnantes...

5.23.2012

LIVING ON THE EDGE


I often think we all have a task in life: to decide what to keep and what to unload...
That's what the main characters of Kafka on the Shore do: to stop or make the mechanism buried inside themselves work. One way or another, they / we all have an omen inside. And the most important thing in life seems to be comfortable with who we are.
Kafka Tamura and Nakata come across chance encounters and these are what keeps us going, after all. We are all coming from somewhere, heading somewhere else,and during this trip we have to find out which path to follow and once we've decided, let us just go all the way through it, no matter how.
Kafka Tamura is totally alone like a solitary explorer who's lost his compass and his map. But aren't we all alone, after all?
Nakata, the old character, the strange and weird one, the not-so-dumb-after-all, is able to talk to cats.There are all sorts of cats, just as there are all sorts of people, he tells us. His problem? His quest? He's in search of the other hald of his shadow. It seems he's half of what he should be. Anyway, he turns up to the be most complete of all, the only one who felt safe inside the container that was him. After killing Johnie Walker, he stopped being able to talk to cats just because there's a time, in our lives, when we have to make options and decide.
Hoshino, the trunk driver who turns out to be Nakata's fellow, is by far one of the deepest. He acceps Nakata's weirdness as natural, telling us: I happen to like the strange ones. People who look normal and live a normal life - they're the ones you have to watch out for. No studies, no culture, no good talk... however the one who knows the world changes every minute, things change every day: With each new dawn it's not the same world as the day before. And you'e not the same person you were, either.
Oshima, the librarian boy, for example, is the paragon of virtue and the one who has experienced all sorts of discrimination for being a woman in a man's body. He asks himself: What the hell am I, anyway? Really, what am I? As a matter of fact, we feel the urge to tell him just what Kafka told him: I don't care what you are. Whatever you are, I like you. We identify ourselves with Oshima because, just like him what disgusts us even more are people who have no imagination.
Kafka Tamursa is searching for his other half and follows the most difficult path: the unknown. He accepts the extraordinary as common stuff, as if to tell us that there's no such things as absolutes.
All the characters are lonely, showing that solitude comes in different varieties. Silence is something they / we all can hear. And sometimes our dreams are what keep us going. It's all in our imagination: in dreams begin responsibility. They are all in a quest for internal peace but whatever it is you're seeking won't come in the form you're expecting. That's truth for Kafka Tamura. That's true for Oshima. That's true for Sakura. That's true for Miss Saeki. That's true for Nakata and that's also true for Hoshino.
All in all, in everybody's life there's a point of no return. And in a  few cases, a point where you can't go forward any more. It happens when Kafka entered the woods. He had to keep on going. And he also had to return because there was no other road to follow.
A book about people's lives and quests and miseries and karmas. Sometimes, we are just like Kafka Tamura, not knowing what to do anymore, which direction to face. We all swing like a pendulum, we are all fluid and in transition and we are all building fences for protection. We learn that sometimes we must close the entrance stone to keep on moving. But no character in this book is a bad one. They all show any kind of virtue: It seems people are drawn deeper into tragedy not by their defects but by their virtues. A book about life and death, showing us that even alive, we can all become ghosts. One way or another, when these times come,  the best to do is just listening to the wind. Other times, the best thing to do is never ever looking back.
We are all just like Kafka Tamura, taking journeys inside ourselves  lonely voyagers standing on the deck. It's hard to tell the difference between the grey sea and the horizon. It's hard to tell the difference between sea and sky. Between voyager and sea. Between reality and the workings of the heart. (p. 28)
As Goethe said: Everything is a metaphor.

Much obliged, Mr. Haruki Marukami.

QUEM VIU GOA TAMBÉM PRECISA DE VER LISBOA


Hoje a linha do Oriente termina no Parque das Nações mas tempos houve em que terminava em Goa.

Visitei Pangin pela primeira vez casualmente. Deambulava por Zurique ao entardecer quando duma montra saiu um grito irrecusável: Índia. Fui. Desde a Volta ao Mundo N.º29 que tinha vontade de fazer uma ronda pelos despojos do nosso império. Escolhi Goa primeiro pelo exotismo, depois por querer revisitar os lugares da nossa história ou os destroços que dela restavam. Pude confirmar que o misticismo da Velha Goa ainda paira no ar mas deixei essa quase cidade fantasma com um nó nacionalista no peito a recordar-me as profecias do poeta: 

"Cumpriu-se o mar e o Império se desfez / Senhor, falta cumprir-se Portugal".

Mas Goa tem muito mais para oferecer do que os monumentos de outrora. Outros viajantes me tinham contado das praias de Goa de onde se avistava o paraíso; das ruas com cheiro a sândalo e jasmim; e da célebre "feni", cerveja goesa saboreada numa esplanada ao sol do mar arábico. De todos os locais prazenteiros que circundam Pangin, Calangute e Palolem foram os meus eleitos. Por menos de 400 rupias por noite, Palolem ofereceu-me um bungalow feito de cordas entrançadas na madeira que tocava corajosamente o mar. Fiz dele o meu Forte da Aguada Beach Resort e foi ali que todas as noites ao adormecer já te ouvia o sussurrar-me segredos ao ouvido... Ao que eu te respondia sempre: 
- Habibi, quem viu Goa, também precisa de ver Lisboa. :)

O PIONÉS

Aulas das 8:15. Turma de putos. Teste de Matemática na aula seguinte. Um dos mais pequenitos da turma que ainda praticamente brinca com carrinhos, decidiu colocar um pionés na cadeira da prof que ele odeia na esperança de que, durante o  teste, ela se pique. Ok! So far so good! :)
Contrariando o que me é habitual, sentei-me um pouco... Apercebi-me de que estava um pionés na cadeira e, escondendo o riso, agarrei no dito e fiz de conta que nada se passava. Quando todos estavam à espera que começasse a aula, perguntei, com toda a assertividade possível, quem tinha colocado ali o pionés, propondo a seguinte negociação:
1. Quem o colocou, acusar-se-ia, sendo picado por mim com o dito e ficaríamos amigos como dantes;
2. Quem o colocou não se acusaria e toda a turma seria alvo de uma participação à diretora de turma.
Assunto resolvido: todos apontaram o dedo para o G., o tal puto pequenito de ar reguila e simpático que se senta mesmo ali à minha frente. Este levanta-se de imediato, dirige-se a mim e diz-me:
- Fui eu, stora. Mas não era para si. Era para a stora de Matemática. Pode picar-me...
- Ok, vamos lá então decidir onde vais ser picado com o pionés... - silêncio total na aula... e continuei com uma terrível vontade de rir, embora tentando manter a formalidade que o assunto exigia:
-  mas primeiro tens de me dar um abraço e prometer que não voltas a fazer isso aos profs de quem não gostas. Prometes?
E o G. abraçou-me e pediu desculpa.

5.22.2012

IMPERDÍVEL: O JORNAL DAS MOÇAS


Algumas frases que foram encontradas em revistas femininas da década de 50 e 60 ...
1. Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas. (Jornal das Moças, 1957)

2. Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar o seu carinho e provas de afecto. (Revista Claudia, 1962)

3. A desordem na casa de banho desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa. (Jornal das Moças, 1945)

4. A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (Jornal das Moças, 1959)

5. A esposa deve vestir-se depois de casada com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar-se de que a caça já foi feita, mas é preciso mantê-la bem presa. (Jornal das Moças, 1955)

6. Se o seu marido fuma, não discuta pelo facto de caírem cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa. (Jornal das Moças, 1957)

7. A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exactamente como ele a idealizara. (Revista Claudia, 1962)

8. Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida, 1954)

9. É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido. (Jornal da 
Moças, 1957)

10.O lugar de mulher é no lar, o trabalho fora de casa masculiniza. (Revista Querida, 1955)




O RITUAL INICIÁTICO DE KAFKA KAMURA


Difícil adormecer depois de ler Murakami. Kafka Tamura transporta-nos aos nossos próprios demónios interiores, numa viagem de passagem para a idade adulta, ou num rito de iniciação para a vida. Ao longo das 615 páginas que devorei noite e dia, apercebi-me não só da beleza da escrita, do fluir das palavras, como e sobretudo em como  vida pode ser uma metáfora e o destino uma tempestade que muda de sentido sem nos avisar.


Kafka Tamura prendeu-me. Como é possível deixar-me enredar pela personagem de um jovem de 15 anos? E não fui só eu. Oshima, Sakura, Miss Saeki também não lhe resistiram. Ou como me permiti apaixonar-me por Nakata, the cat talker, tal como o próprio Hoshino, que também lhe não resistiu?

Kafka decide fugir de casa. Tal como ele diz: When all it is said and done, it is my life. E de facto, tenha-se 15 ou 30 ou 60 anos, tem-se sobretudo o direito de partir e procurar um sentido para a vida. Claro que Running away não implica necessariamente resolver o problema. Mas no caso de Kafka, deparamo-nos com uma personagem apaixonante, organizada, segura nas suas inseguranças, determinada a seguir em frente. Posto à prova perante várias tempestades mentais, emocionais e espirituais, ele sabe que quando a tempestade passar ele já não será o mesmo e é disso mesmo que este livro fala.

And once the storm is over you won't remember how you made it through, how you managed to survive. You won't be sure, in fact, whether the storm is really over. But one thing is certain. When you come out of the storm you won't be the same person you walked in.

                                     Haruki Marukami, Kafka on the Shore, p. 5.

NÃO, EU NÃO VOU AO ROCK IN RIO


Estou farta que me perguntem se vou ao Rock in Rio. Informo: NÃO, EU NÃO VOU AO ROCK IN RIO.
Desde que assisti, na primeira fila, rezando a todos os santinhos para que ela se aguentasse de pé e cantasse para nós, à decadência do sucesso, desisti... Apaixonei-me pela música da Amy numa lojinha de Camdem Town, onde ela passava horas a fio, totalmente desconhecida ainda em Portugal. Perguntei quem era e, para espanto meu, o vendedor deu-me uma cópia pirateada do Back to Black... Passados alguns meses, rebentou nas rádios e foi o que foi.

Pois... Os outros não têm culpa mas EU NÃO VOU MAIS AO ROCK IN RIO. 
Quero concertos intimistas. Quero ouvir o som das guitarras. Perdi a pachorra para o dito. Vou à praia,  vejo o mar, viajo, danço, bebo vinho junto ao rio mas não volto ao rock in rio.


DISCOVER WILDLIFE... BE A TEACHER

Há dias perguntaram-me:
- Tu és prof, não és?
- Sim, há 24 anos. - respondi.
- Pois... vocês têm imensa sorte... têm 3 meses inteiros de férias...
- Não, isso era antigamente... - respondi séria mas sarcástica. E acrescentei: Agora com as reformas, passámos a ter quatro... e às vezes cinco...

E nada mais expliquei a este ser sobre  a quantidade de férias de um professor. Como também não lhe expliquei que quem trabalha numa escola difícil, vive diariamente na corda bamba, espreitando a beira do abismo desde que entra até que sai. Não o seu próprio abismo... Mas o abismo dos seres que se amontoam nas salas de aula, cujas vidas não tento sequer decifrar sob pena de me deixar tocar. Sigo assim em frente, dia a dia, fazendo de conta que não percebo as angústias que os rostos me trazem, todas as manhãs, quando entram na sala e me olham, de olhar meigo ou agressivo, mas sempre expectante das palavras que eu tenha para lhes dizer. E eu às vezes não lhes digo nada. É melhor para todos...

O M. desde a primeira aula que me provoca. Não apenas a mim. Provoca todos. Dos professores aos colegas. Avisaram-me. Cuidado com o M. Mas não me intimidei. E logo na primeira aula julgo que o desarmei... Terminou a aula a dizer-me: - A stora tem um nome bué giro e é bué moderna e simpática...
Ok. - pensei para com os meus botões: este já cá canta... ou se quiserem, em gíria dos profs, é menos um a chatear-me os miolos...
Assim tem sido. Vivemos vários meses de um relacionamento aparentemente calmo. Houve dias em que o mandei calar. Houve dias em que ele não se calou. Houve dias em que lhe chamei a atenção. Houve dias em que me pediu desculpa. Houve dias em que me sorriu. Houve dias em que lhe sorri. E houve dias como o de hoje em que o M., há muitos meses a espreitar o seu próprio abismo, se atirou por ali abaixo...
O M. é um menino de 15 a fazer 16 anos... É bonito e inseguro. É nervoso e opinativo. Gosta de tudo e não gosta de nada. Revolta-se contra todas as formas de injustiça, por mais ténues que sejam. Vive numa guerra interior profunda. Sempre que o vejo, penso que ele se vai atirar do precipício... Mas em vez disso, ele sorri... ele sorri-me...
Hoje o M. desentendeu-se com um colega da turma. Nada de especial. Um qualquer desentendimento sem importância aparente. Não para o M. que sacou da sua naifa e esfaqueou o outro.

Ok, pensei. Há muito que eu temia este resultado. Ao menos, não esfaqueou um prof. Ao menos, penso egoísta, não me esfaqueou a mim. Parece que gostou do meu nome...

5.21.2012

QUANTO TEMPO MAIS


Olho em volto e observo gente acorrentada às rotinas, aos afazeres, às obrigações, às vidinhas... Não os critico. Também EU já fui assim.  E às vezes ainda sou... Também já corri de manhã à noite, de um lado para o outro, saltitando entre diferentes lugares, para pura e simplesmente fazer dinheiro. Claro que me gastava, claro que me acizentava porque, quando se corre apenas com esse objetivo, a vida começa a ficar sombria. 
Eu tinha dinheiro mas faltava-me o tempo. 
Não tenho mealheiros porque nunca gostei de mealheiros. Adoro parti-los e gastar. O dinheiro para mim é como o ar. É etéreo. Desaparece-me. Foge-me por entre os dedos e eu não dou por isso. E gosto desta sensação.
Quero poder aproveitar o meu tempo ao sol ou à chuva, acompanhada de um bom livro, dos meus gatos, dos meus amigos... ou simplesmente de ti...Quanto tempo mais para percebermos que nesta azáfama já quase não sobra tempo para amar. 

CONSTANTINOPLA

Gosto de arte. Gosto de Art Nouveau. E gosto de percorrer o mundo em busca destas manifestações artísticas. Ou de outras. Na transição entre os séculos XIX e XX, muitos ricos sultões contratavam arquitetos  estrangeiros para dar um toque ocidental aos seus palácios. Nós, por aqui, por vezes queremos dar um toque asiático aos nossos lugares. Enfim... desta amálgama se vai vivendo.

Gosto da Turquia. Já percorri o país e já visitei Istambul por mais do que uma vez. E não me canso. Gosto da atmosfera. Gosto das pessoas. E gosto, particularmente, dos cheiros e das cores. Mas, se há algo que me fascina nesta cidade a meio caminho entre a Europa e a Ásia, é a possibilidade que ela nos dá de nos sentirmos de novo a embarcar em grande estilo no Expresso do Oriente. No primeiro dia de um destes anos, foi nesta estação neomourisca de Sirkeci - hoje praticamente dotada ao abandono mas onde se respira ainda o espírito de aventura - que tomei o meu pequeno almoço. O Expresso do Oriente foi certamente o comboio mais famoso do mundo e a sua viagem inaugural  a 4 de outubro de 1883, entre Paris e Istambul (na altura ainda Constantinopla), sempre fez parte do meu imaginário de viajante...

Mas voltando à realidade de Art Nouveau desta cidade, quem gostar pode encontrá-la nos bairros de Galata, Pera (Beyoglu), na Avenida Istiklal e nas margens do Bósforo, em Bebek ou na Ilha dos Príncipes. Porém, em Istambul, há uma outra faceta que nos persegue e não nos deixa indiferentes. Porque não pode deixar! A Mesquita Azul é uma coisa do outro mundo... como também são as Solimão e de In-Chora... Na Basílica bizantina de Santa Sofia só entro quando consigo descaradamenter furar a longa fila de turistas que ali se amontoa... Mas para quem nunca a visitou, vale a pena a espera pelo sincretismo religioso digno de nota. Os símbolos cristãos convivem com os do Corão e até parece que ali a religião vive em paz. Caso contrário, desista... que há muito mais do que fazer em Constantinopla. Vá a TOPKAPI, visite o harém labiríntico com 400 divisões e, faça como eu: perca-se, se for possível... Gosto de me perder nas ruelas das 7 colinas de Istambul, como gosto de me enfiar no Hammam e terminar o meu dia a beber um chá ou café turcos. Gosto de me imaginar no Pera Palas, em cujo quarto 411, Agatha Christy se instalou para escrever o seu livro Um Crime no Expresso do Oriente... Mas gosto sobretudo dos cheiros e das cores desta cidade e de me perder no Bazar Egípcio, mais duramente real do que o Grande Bazar onde os turistas me chateiam de tantos que são a entrar e a sair pelas 16 portas deste mercado... É no Bazar Egípcio que eu gosto de ir pela manhã, comprar especiarias ou simplesmente olhar a vida fervilhante que ali existe. E gosto, gosto muito, da comida turca, provavelmente das melhores do mundo, onde a beringela, para quem não sabe, é cozinhada de 258 maneiras diferentes, quase como o bacalhau...

O Çemberlitas é, sem dúvida, o sítio de onde não se volta a mesma... Como não se explica a magia de tomar o pequeno almoço e escrevinhar a ver o Bósforo, qual Pierre Loti, esse que se perdeu de amores pela Turquia e, como eu, por Istambul... No Pyerloti Kahvesi, um pequeno café de madeira cheio de charme com divâs e mesas otomanas, as palavras surgem de rompante e podemos ficar ali um dia inteiro a beber chá e a escrever, enquanto  olhamos o Corno de Ouro... Ou simplesmente deixarmo-nos ir com Corto Maltese, o marinheiro errante de Hugo Pratt. Se lhe apetecer um pouco de Europa, vá para ORTAKÓI e divirta-se... Ali, se esquecer a língua e a enorme quantidade de vendedores ambulantes, pode imaginar-se numa cidade europeia.


Não. Não receie. Istambul não é uma cidade dura. Apesar de ter mais de 11 milhões de habitantes, Istambul é uma cidade onde se aprende a estar, devagarinho, ao ritmo do som que vem dos minaretes com o canto do muezzin a lembrarmo-nos que estamos ali para nos sentirmos vivos! Tal como hoje, dia em que me sinto viva, desperta e capaz de derrubar todas as barreiras e fronteiras deste mundo.
E provavelmente do outro...
MERHABA!

5.18.2012

COISAS DE GAJAS

Hoje, e  após mais de 24h sem ler o correio eletrónico, abro a caixa e, no meio de centena e meia de mails, recebo este de uma amiga meio tonta que, de vez em quanto, faz uns mailshooting a pedir opinião sobre temas de "gaijas". Habitualmente respondo com alguma sensatez. Mas hoje, isto agravou-se.
E apercebemo-nos de que algo não está bem connosco quando uma amiga nos escreve um mail a pedir uma opinião e nós respondemos assim: :)


Caras Amigas! 
 Cá venho eu pedir a vossa ajuda numa temática, desta feita de gaijas ;-) Resumindo.
Já há alguns anos que estou para fazer depilação “permanente” mas no início tinha um bocado de medo dos efeitos e entretanto foram surgindo vários métodos diferentes e fiquei meio perdida do que deveria fazer… Termos como…
  • Eléctrica
  • Electrólise
  • Laser
  • Foto-depilação
  • Diode Laser ou Light Sheer
  • Luz (intensa) pulsada
  • Laser pulsado de díodo
  •  estão completamente fora do meu conhecimento…
 Portanto o que eu gostaria de saber é se alguém me sabe dizer alguma coisa sobre os diferentes métodos, prós e contras de cada um deles e já agora quem já fez que método usou e se está contente com os resultados.
 Vá, nada de torcerem o nariz; as amigas são para estas coisas.
 Obrigadinha! 
Beijos 
RESPOSTA
Cara AMIGA

Os pêlos, sabemo-lo, são um dos maiores flagelos deste mundo e provavelmente do outro. Acredito mesmo que se não houvesse pêlos, o mundo seria um lugar completamente diferente... Assim, urge combater este flagelo. Há muito que os avanços tecnológicos se têm dedicado ao combate deste enorme problema mundial, quiçá, universal.

Propomos à cara leitora que procure, com a maior urgência e brevidade, um especialista na matéria.... Até lá, a alternância entre creme depilatório e gilette de tampa amarela tem revelado grande eficácia. Caso não obtenha resultados imediatos, tente um maçarico pequeno, habitualmente utilizado na joalharia e passe, levemente, pelos pêlos. Sentirá um odor que rapidamente se extinguirá se aplicar sobre o local umas gotas (cerca de 10 a 20) de álcool etílico.

Caso insista com os sintomas, procure-nos.

A sua conselheira de pêlos.

CLARO QUE APÓS ENVIAR O MAIL COM A RESPOSTA RECEBI UM TELEFONEMA DE IMEDIATO... lol lol

O CAOS É AQUI

Instalou-se o caos por aqui... Sabes a que me refiro... Perdi o sono primeiro, o apetite depois. Brinco com a comida e olho para cima, para os lados... Sinto-me caótica por dentro... Passo o tempo a capturar a tua imagem e tudo se desfaz. Hoje a vida parece uma profecia disfarçada. Espreito o abismo... Estou quase a atirar-me... Sei que não há retorno se o fizer. 
Tudo o que eu era até ontem perdeu-se para sempre. Quem nos observou percebeu: duas pessoas que se alcançaram uma à outra...
Não encontro nada... não sei para onde vou...
Procuro-te e não te encontro... 
Mas faças o que fizeres, eu estarei sempre a teu lado...

5.16.2012

Only two things are infinite

Only two things are infinite: the Universe and human stupidity. and I'm not sure about the former.

Albert Einstein

ENTREGA-SE OURO EM TROCA DO ARCO ÍRIS



FAIT- DIVERS SOBRE ALGUNS SIGNOS DO ZODÍACO:)
O virginiano, regido por Mercúrio, tem as suas artimanhas e costuma esconder o jogo. Mantém uma aparência austera e comportada e não se expõe a flirts inúteis. Mas basta ter confiança no(a) parceiro(a) para libertar todo o seu potencial erótico. Aí surge um verdadeiro especialista no assunto, esmerado nos detalhes mais excitantes, preocupado em encontrar as fontes de onde jorra o autêntico prazer. Gosta de prolongar ao máximo as preliminares e descobre mistérios nunca antes desvendados. Em troca, não pede, mas espera um tratamento classe A, de preferência com fidelidade e constância. Afinal, quando se entrega plenamente, o mínimo que exige é respeito.
ATRAÇÃO FATAL: por Peixes, principalmente pelos mistérios e surpresas que os nativos desse signo reservam. :)
Quem alimenta a fantasia de um sexo delirante, transcendente e além da imaginação, deve tentar aproximar-se de um nativo de Peixes para conferir se tudo isso realmente existe. Não vai se arrepender, pois ele é mesmo capaz de concretizar seus sonhos mais absurdos. Só que Peixes, regido por Neptuno, não dá de graça a chave dos seus segredos. Quer amor em troca. Precisa de muito carinho, gosta de colo e sussurros ao ouvido... Só abre a guarda se tiver garantias de fidelidade. Só entrega o ouro se conseguir o arco-íris como recompensa. Para um verdadeiro pisciano, sexo é a oitava maravilha do mundo, mas ele quer conhecer muito bem, antes, as outras sete.
ATRAÇÃO FATAL: por Virgem. Com os virginianos, chega perto do paraíso e por isso até aceita uma lista enorme de exigências. :)