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5.14.2012

O PESO DO MUNDO


Há momentos e pessoas e lugares que nos marcam para sempre.
E há momentos e pessoas e lugares de onde apetece fugir.
E é nesta triagem que reside a nossa capacidade de avançar...
Como escreve Alçada Baptista in O Riso de Deus: "A gente só deve guarda na memória o essencial, que o resto faz parte do peso do mundo."

5.13.2012

POR FAVOR, NÃO EMPURREM!


"A BICHA FORMA-SE À DIREITA. E POR FAVOR NÃO EMPURREM, PODE NÃO HAVER MULHERES PEIXES SUFICIENTES PARA TODOS OS HOMENS, MAS ISSO NÃO É RAZÃO PARA SER INDISCIPLINADO. VOCÊ TERÁ DE ESPERAR PELA SUA VEZ, E FAZER FIGAS."

IN Linda Goodman, Os Signos do Zodíaco



É FACTO!


COMPUTERS CRASH, PEOPLE DIE, RELATIONSHIPS FAIL.

Para quê um barco maior?



Um homem de negócios estava no cais de uma pequena aldeia costeira do México quando chegou um barquito com um só tripulante e vários atuns soberbos. O norte-americano felicitou o mexicano pela qualidade do peixe e perguntou-lhe quanto tempo tinha demorado a pescá-lo. O mexicano respondeu-lhe que foi num instante. O norte-americano perguntou então porque não tinha ficado mais tempo no mar para pescar mais peixes. O mexicano respondeu-lhe que já tinha que chegasse para as suas necessidades e da sua família. O norte-americano voltou a perguntar:
- Mas então o que faz nos tempos livres?
O mexicano respondeu: - Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, toco guitarra com os amigos, enfim, tenho uma vida cheia e ocupada.
O norte-americano disse-lhe então, num tom trocista:
- Sou licenciado por Harvard e posso ajudá-lo. No meu entender, deveria dedicar-se mais à pesca e, com os lucros, comprar um barco maior. Com os rendimentos que lhe traria o barco maior, poderia comprar vários barcos. E com o tempo, poderia vir a adquirir uma frota de barcos. Em vez de vender a sua captura a um intermediário, poderia vendê-la directamente ao produtor e, poderia até chegar a ter a sua própria fábrica de conservas. Finalmente, quando chegasse o momento oportuno, venderia a empresa em Bolsa e ganharia milhões.
- Milhões? E depois o que faria eu, senhor?, perguntou o mexicano.
Responde o americano: - Depois, poderia reformar-se, dormir até tarde, pescar um pouco, brincar com os netos e ao fim da tarde tocar guitarra com os amigos.

Danah Zohar e Ian Marshall in Inteligência Espiritual.

11 REGRAS PARA ESQUECER UM AMOR


Um dia, em plena aula sobre Camões, o Amor e o desconcerto do mundo, uma aluna que criou este terrível e inexplicável hábito de desabafar os seus males comigo, perguntou-me:
- Stôra, diga-me lá o que hei-de fazer para esquecer um amor?
Engasguei-me. Bebi um pouco de água. Arregalei os olhos. Quando finalmente me recompus, comecei a falar, como se possuída pelo Deus dos revoltosos:
1. Rodeia-te dos teus amigos.
2. Ri. Ri. De ti. Dos outros,. De tudo. Não pares de rir.
3. Não comas. Bebe água. Aproveita o desgosto amoroso para perderes os quilos a mais.
4. Apanha sol. Vai ao mar. Apanha sol. Vai ao mar. Sempre. Sempre. Sempre. Se chover na tua janela, dança... dança sempre...
5. Seduz. Conquista. Sedus-te. Conquista-te. Arranja-te. Sente a mulher única que és.
6. Ocupa-te: trabalha, lê, faz ginástica, vai ao cinema, dorme, escreve...
7. Enumera os defeitos do tipo. Aqueles que tu não querias ver mas sabias que existiam. Por exemplo: Era gordo? Tinha barriga? Usava trousses brancos? Não tinha humor? Era possessivo? Olhava para tudo o que passasse em volta e usasse saias? Deitava lixo para o chão? Era assim tão bom na cama? Era assim tão carinhoso? E sensível? E compreensivo? Era assim tão inteligente? Alguma vez lera um livro ou jornal que não a Bola? 
8. Retira o seu número do teu telemóvel. Se te apetecer mandar-lhe uma mensagem, manda-a para a tua melhor amiga.
9. Faz uma selecção das tuas músicas preferidas e canta, dança, pula, salta...
10. Pensa que tudo passa, tudo sempre passará e que se tu, uma mulher tão especial, foste rejeitada é porque ele não te merecia: "Só uma besta se atreveria a perder-te!"
11. Arruma a um canto todos os objetos que te façam recordá-lo. Ou, melhor, devolve-os com um cartão a dizer: “Já não me interessas. A tua época passou."

ESPREME TUDO O QUE PUDERES...


"- E depois? - contrapôs ela. - Porquê perder tempo à procura de razões, à procura de desculpas? A vida vai passar por ti e tu vais continuar a tremer à beira do precipício. Salta! Mergulha, rapariga! Agarra a vida! Agarra-a pelos tomates e espreme tudo o que puderes! Espreme até ela gritar por misericórdia."

in Sheila Norton, A Idade Não Conta

(Texto recuperado do meu antigo blog www.umblogdiferenteblogssapo.pt, Setembro 2005)

A QUADRILHA


João amava Teresa que amava Raimundo
Que amava Maria que amava Joaquim
Que amava Lili que não amava 
Ninguém.

João foi para os Estados Unidos,
Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre.
Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili
Casou com J. Pinto Fernandes
Que não tinha entrado na história.

Carlos Drummond de Andrade

SIMPLESMENTE DELICIOSO! 

5.11.2012

Aconteceu...

Era uma vez antigamente, mas muito antigamente, nas profundezas do passado, quando os bichos falavam, os cachorros eram amarrados com linguiça, alfaiates casavam com princesas e as crianças chegavam no bico das cegonhas... 
Aconteceu naquele tempo então uma história de amor. 

JORGE AMADO

I love you, you are perfect! Now change!

Os actos importantes não são ruidosos. Quando as coisas se desmoronam e caem, o acto mais dotado de sentido pode consistir em ficar-se sentado e nada fazer...

Por isso, vou ficar aqui, sentada e em silêncio.

5.10.2012

THE GAP YEAR

Ainda há gente feliz à minha volta.Dois amigos meus partem amanhã para 4 meses de viagem pelo Canada e Estados Unidos. Levam apenas 14kg de bagagem e o coração cheio de mistérios... E eu fico aqui!
Quero um Gap Year... e já!

NO WAY OUT



 

Voltou a ser difícil acordar. Voltou a ser difícil suportar esta espera. Voltou a ser difícil trabalhar. De repente, tão de repente, tudo se altera na nossa vida como se fosse o fim de uma etapa. Mas não uma etapa qualquer. Provavelmente, a mais importante, a mais profunda, a mais querida. Porque não será nunca possível esquecer o teu sorriso. Ou os teus braços à minha volta. Ou o teu corpo sobre o meu. Percebo hoje, melhor que ontem e que sempre, que os nossos corpos nunca fizeram sexo. As nossas almas é que estiveram sempre lá, numa verdadeira e total fusão como dificilmente voltarei a viver.

Ando perdida em busca de um caminho para continuar.


Hoje

Sinto-me anormal! Hoje sinto-me anormal...
Feliz pelo sol que chegou mas insegura pelo que não sei se é só mais uma rajada de vento a abanar-me a alma...Estou com medo. Medo... E não sei lidar com isto. Logo eu, que habitualmente me armo da coragem dos recomeços...
Resta-me escrever... mas... por acaso, alguém normal escreve?

5.09.2012

Como é que se come um elefante?


O Pedro Tochas deu-me uma lição de vida na sua palestra a tocar a standup comedy a que assisti ontem. É quando menos esperamos, que mais aprendemos. O Pedro partilhou conosco o seu caminho, a sua longa viagem até chegar aqui. Doze anos para conseguir vencer no campo da sua paixão. Contra tudo e contra todos... apesar da fama, once a street artist, forever a street artist...
Disse-nos ele que, num do seus primeiros espetáculos de rua, após fazer rir os presentes com a suas trapalhadas, passou o chapéu e um pedinte, de sorriso aberto, abriu uma carteira esfarrapada e deu o único escudo que tinha... 

Nesse preciso momento, o Pedro decidiu o seu destino.


É isso que se espera que façamos: que vamos atrás dos nossos sonhos, sejam eles quais forem... E o Pedro foi... Começou a comer o elefante pouco a pouco... Tal como a minha mãe me ensinara: que para se comer um elefante, tem de ser com uma dentada de cada vez!

Mas o que fazer, quando nos apetece comer o elefante todo?.)

5.08.2012

Did you ever?

Em busca do carneiro selvagem



De novo, a viagem iniciática. A procura do que se perdeu algures. O contacto com a morte e o que daí resulta para cada protagonista de Murakami. Mais fragmentos dispersos da consciência de um "eu", dos nossos "eus", porque é difícil falar das coisas que realmente nos importam, Murakami vai intercalando na sua quest pelo sentido da existência, personagens que apresentam em comum o contacto com o mar, o refúgio em locais distantes e isolados, o nonsense do que depois se torna essência.



Em Busca do Carneiro Selvagem: tudo o que faz uma vida... acordar, trabalhar, perder, amar, sofrer, chegar, partir. Há coisas que se esquecem, outras desaparecem, outras ainda morrem. não é preciso fazer nenhum drama por isso. (p.32) Pois não. Morte, vida, sonho, sexo, amor, traição, gatos, mar, cabana, mistério, obsessão, rotinas... No aquário da minha imaginação é sempre fim de Outono, diz o protagonistaO mesmo Outono que se sentiu em Kafka Kamuri, o mesmo Outono do próprio Murakami, o nosso próprio Outono...


O carneiro selvagem que todos possuímos dentro de nós mas deixámos fugir. Ou o carneiro selvagem que todos procuramos porque toda a gente tem alguma coisa que não quer perder: Nem essas células dos nossos corpos que se renovam todos os meses e que levam consigo parte de nós. Tornamo-nos carneiros tresmalhados... Sim, que à força de vivermos rodeados de gente estúpida, acaba-se por desconfiar e tudo e de todos. Quem me dera, também eu, partir em busca de qualquer coisa. Precisamos de ir em busca de qualquer coisa, algo que dê significado à vida. É isso, a vida: uma busca permanente. Murakami sabe isso muito bem.

VARANASI OU O RITUAL DA MORTE


Varanasi fica na margem do Ganges, o rio sagrado da Índia onde são atirados os restos mortais dos muitos hindus que ali vão morrer. A poluição do rio atinge, assim, proporções incalculáveis e difíceis de aceitar racionalmente. No entanto, o rio pela manhã apresenta uma paisagem fascinante. Aventurei-me. Um passeio de barco pelo rio. De madrugada. 5h da manhã para ver o sol nascer.


O Rio Ganges está para os hindus como Meca para os Muçulmanos. Eu queria conhecer de perto aquele ritual de morte, tão diferente dos nossos costumes alentejanos. Visitei o principal local de cremação - Manikarmika - ordem os fogos ardem 24h consecutivamente. São precisas cerca de 4000 rupias para comprar toda a lenha necessária à cremação de um corpo. A cremação eléctrica é muito mais barata e custa apenas 151 rupias... Pois, até na morte... E o ritual surgiu: o filho mais velho do morto rapa o cabelo e ateia o fogo dando quatro voltas em redor do morto, ritual que simboliza os quatro elementos: terra, água, ar e fogo. As crianças com menos de 12 anos, as mulheres grávidas, os leprosos e os sacerdotes não são cremados. Estes corpos são directamente atirados ao rio, atados a uma pedra.

O rio enche-se de hindus que ali vão banhar-se, deitar flores e rezar. Deitei também a minha vela no Ganges pelos mortos. Pelos amigos. Pelos amores. Não se descreve o que se sente ali. O remador Balu, obrigatoriamente hindu para ser remador no Ganges (e que surge nesta imagem), foi tentando explicar-me alguns daqueles rituais mas eu só ouvia o barulho do sol a bater nos Ghats (locais de cremação) e a iluminar, aos poucos, o casario...

Encontrei viajantes solitários, mulheres aos pares, casais, grupos de meia-idade... Poucos ou nenhuns turistas. Nunca mais esquecerei Varanasi. Flores por todo o lado. Panos cor-de-laranja a cobrir os corpos que passam à nossa volta. Incenso a queimar a todas as portas, quer sejam templos ou não. Mantras repetidos ao som dos muitos sinos.

Das muitas viagens feitas, nunca tinha sentido este clima, esta atmosfera exótica e mística. Em Varanasi, cheira a sândalo e a jasmim pelas ruas. Os cheiros e as cores apoderam-se dos sentidos. Recuei séculos no tempo e quase esqueci quem sou, o que faço, e as preocupações do Ocidente pareceram-me totalmente mesquinhas.

Vi de perto os corpos a arder. Senti no corpo o calor dos fogos e os meus cabelos e corpo encheram-se de cinzas. Chorei. Chorei muito. Chorei tudo.

TEMPUS FUGIT

Estes dias têm passado demasiado depressa e a expectativa anda atrás de mim...
Podemos fugir disto, mas não nos podemos esconder. Se me lês, sabes do que falo e do que sinto e da magia que nos faz acordar com uma nova luz no olhar... Estou a aprender que só devemos amar o que não tem preço e isto que temos vivido não tem . É único... demasiado raro... tão raro que não temos necessidade de fingir.
Nunca me faltou a coragem para viver mas sempre me faltou a coragem para amar.
Há entre nós uma mesa de jogo com um pano verde... e eu sei que nenhum de nós gosta de jogar. Resta-nos viver e esperar que o tempo nos ajude.
Até lá, vou vivendo no interior da tua ausência...

DO CHIQUE AO CHOQUE...

Hoje, eram  8h, uma colega perguntou-me:
- Continuas a viajar? (passo a explicar o porquê desta pergunta: em tempos fiz viagens com grupos organizados pelo mundo e, numa dessas viagens, ia ela, a irmã e a mãe). Desde então, sempre que me encontra, o tema de comnversa é sempre o mesmo...
- Sim. - sempre que posso, respondi-lhe.
-E qual foi a viagem que mais te marcou?
- O mês que passei na Índia com uma mochila às costas... - afirmei.
Mas entretanto afastámo-nos e fiquei a pensar naquilo...

Então e a viagens pelo Atlas marroquino? E o pôr-do-sol no deserto de Siwa? E o mar de Alexandria? E a aventura de Jerusalém? E Telavive? Ou Eilat? E chegar a Petra pela manhã? E descobrir as cidades da Jordânia?E atravessar as fronteiras a pé... correndo todos os riscos? Costa Rica-Panamá, Israel-Jordânia? E as viagens de comboio pela Escócia, chegando às terras altas. E aqui tão perto, o paraíso irlandês? E tomar o pequeno almoço na praça de S. Marcos seguida de um passeio de Gôndola em Veneza? E deambular pelas ruas de Roma? Ou Pizza? Ou Génova? Ou Nápoles? E a arte de Florença? E passar o Ferragosto na Sicília. OU simplesmente descansar junto ao mar em Cabo Verde? Ou descobrir o México? E  Havana? Ou as praias das Caraíbas no Inverno? Ou ter uma pousada só para mim no Morro de S. Paulo sem saber quando poderia sair dali? E ouvir os tambores do Olodum em São Salvador das Bahía? E dançar no Rio de Janeiro em banhos de multidão? E acordar ao som dos minaretes em Istambul? Ou no Cairo? Ou em Marraquexe? Ou Fes? E chegar a Xangai a meio da noite sem que ninguém falasse Inglês à minha volta?
Não sei se fiz a escolha certa ao afirmar que a India foi a minha melhor viagem. Entãoo e as coisas simples que fazem uma vida? Como comprar pão quente em Paris? Ou navegar nos canais de Amesterdão? Ou descer o Reno? E a noite de Berlim? E Londres, para sempre a minha cidade? Esta lista fica interminada porque há muitos outros sítios onde fui feliz pelo mundo, essa casa gigante que me recebe sempre de braços abertos.

No meio destes pensamentos que me assaltam a esta hora, penso no que dizia uma  amiga minha: gosto tanto de viajar como gosto de voltar a Lisboa, esta cidade de luz. Mas a luz verdadeira eu encontro-a em Nova Iorque. Passear pelas ruas, deitar-me a ler no Central Park, ir às compras, andar a pé em Brooklyn...ou simplesmente acordar no Plaza Hotel e ser feliz...

Ah, the plaza Hotel. Naquele tempo em que eu tinha dinheiro e o gastava sem remorsos, instalei-me no The Plaza NYC! Entre o Central park e a 5.º Avenida, é um dos melhores símbolos da hotelaria nova-iorquina e mestre na arte de bem-estar. Melhor do que o Plaza? Não conheço... Gosto do edifício antigo a cheirar a história com uma pitada (grande...) de requinte e de elegância... O The Plaza abriu as suas portas dia 1 de Outubro de 1907 e era, na altura, considerado o maior hotel do mundo. Está na zona mais fashionable da Big Apple e é, sem sombra de dúvida, o mais elegante hotel de todo o mundo onde, ao acordar, nos apetece vestir bem e sair para as compras. Ou simplesmente passar a manhã no SPA...

Gosto de extremos! E da adrenalina que viver os extremos me transmite... Sou tão feliz no The Plaza Hotel NYC a tocar o chique, como no meio dos excrementos das vacas sagradas nas ruelas de Udaipur, Jaipur, Nova Deli ou Bombaim, a tocar o choque!
THAT'S ME!

5.05.2012

MÁXIMAS DE OURO SOBRE OS GATOS




  1. Nunca interfiram nos assuntos pessoais dos gatos. Eles são espertos e irão fazer xixi no vosso computador.
  2. Se souber como fazer amizade com um gato, é uma pessoa de sorte.
  3. Não há botão algum que cale um gato, quando ele quer o pequeno-almoço.
  4. No horizonte de um gato, tudo lhe pertence.
  5. Os cães pensam que são humanos. Os gatos pensam que são Deus.
  6. De todas as criaturas de Deus, uma só existe que não pode ser subjugada com o chicote. Essa criatura é o gato. Se pudéssemos cruzá-lo com o homem, melhoraria o homem, mas pioraria o gato.
  7. Os gatos são muito mais espertos do que os cães. Nunca conseguiremos encontrar oito gatos que, na neve, nos puxem o trenó.
  8. Os gatos têm personalidade a mais para não terem coração.
  9. As pessoas que detestam os gatos irão ser ratos na próxima reencarnação.
  10. Os cães respondem de imediato quando os chamamos. Os gatos, guardam a mensagem para mais tarde e aparecem quando bem lhes apetece.
  11. O meu marido dizia que ou era ele ou o gato. Às vezes tenho saudades do meu marido.
  12. Há muitas pessoas inteligentes na vida. Todas elas têm gatos.
  13. Há milhares de anos atrás, os gatos foram comparados aos Deuses. Eles nunca esquecerão isso.
  14. O tempo gasto com os gatos, nunca é tempo perdido.
  15. Como qualquer dono sabe, nunca se é dono de um gato.

The world is full of homes...



For me moving and staying at home, travelling and arriving, are all a piece. The world is full of homes in which I have lived for a day, a month, or much longer. How much I care about a home is not measured by the length of time I lived there. One night in a room with a leaping fire may mean more to me than many months in a room without a fireplace, a room in which my life has been paced less excitingly.


Margaret Mead (1901-1978)(1972). Blackberry Winter: my earlier years. New York: Washington Square Press. p.7.



Cuba...Um país velho num mar azul


“Já lá estou antes de chegar e ainda ficarei depois de ter partido.”
                                                                                                                                                     Diderot 

A Cuba não tinha ainda resolvido ir. O mundo é tão infinitamente vasto e a sensação que me assalta é que não vou conseguir conhecer senão uma ínfima percentagem.
Surgiu esta oportunidade. Não se nega nunca a possibilidade de conhecer algo de novo. E muito menos numa altura em que os dias são cinzentos,  escolher roupa de verão, comprar um protector solar e partir para praias de areia branca e mar azul é rejuvenescedor.

Dou por mim enroscada já numa manta azul e a ouvir a rota prevista: Açores, Bermudas, Nassau e Varadero. Neste momento, a sensação infernal e trepidante pelo corpo e pela cabeça, provocada por este monstro a levantar voo para 9 horas de viagem. Continuo a escrever, a caneta tomba, os ouvidos palpitam e pela minha mente passa algo indecifrável, ruído, mal-bem estar, receio, prazer. Tudo isto me assalta em catadupa como a um barco sem almirante. O meu coração está cheio e a minha mente repleta. Todas as sensações do mundo se misturam em mim neste momento. 

A visão de Havana enternece e revolta. Uma vaga de tristeza passa por mim. As cores esbatidas das casas contrastam com o colorido das roupas de quem passa.  Lembro-me da rumba e da salsa, do ritmo vertiginoso de quem dança num país que vive devagar. Passo pelo município da Playa, um dos 15 que tem Havana. Alguns hotéis de 5 estrelas ferem a paisagem. A zona rica de Havana, dizem-me. O bairro de Miramar fora o bairro das pessoas ricas que o abandonaram aquando da revolução na esperança de aí voltar. Hoje essas casas são, na maioria, embaixadas. Cruzo a 5ª avenida; parece irónico como Cuba suporta o legado cultural dos E.U.A.: o dólar, a 5ª avenida ou Avenida de las Americas.
Desespero calmamente com as longas esperas para entrar e sair do país. Pouco ou nada comprei. E ainda bem. Senti-me, bruscamente, menos consumista. Tudo teria sido pago só e apenas em dólares americanos num país embargado pela América do Norte.

Em Cuba não há grandes diferenças sociais. A grande elite é formado pelo Governo. Fico com vontade de rir.Fundada em 1519, já em 1492 Cristovão Colombo tinha alcançado o oriente de Cuba. O povo cubano resulta de uma miscigenação entre três culturas diferentes: a espanhola, a indígena e a africana. É isto o creolo. Aquele que se passeia vagarosamente pelo Malécon, os sete quilómetros à beira-mar
Onde namorados, crianças, velhos, turistas e prostitutas se misturam indiscriminadamente.
É como se tivessemos parado no tempo. Mais precisamente nos anos cinquenta. Havana move-se calmamente. Os Lada e alguns Cadillac deslizam sem businar. Fidel Castro discursa horas indefinidamente no seu tom cadenciado e monótono.

Os velhos sentam-se nos portais, fumam charuto e deixam os dias passar.
As praias são muito azuis. O sol brilha todos os dias, embora nem sempre com a mesma vontade. Os hotéis vivem. O resto não. Varadero, a Playa Azul, é o destino preferencial dos turistas. É pecaminoso ver as lojas de jóias do Hotel quando lá fora o leite é racionado e o ordenado mínimo escandaloso.
Observo as prostitutas que nada pedem em troca. Lembro-se de São Cristovão de Havana cujo centro histórico é património da Unesco, dos pedintes de olhar sorridente e canso-me de ali estar. Lembro Hemingway. O Velho e o mar. 

É isso Cuba – um país velho num mar azul.

O que eu queria...

- E o que eu queria é que não aparecesses e desaparecesses tão de repente, pões-me doida de todo! - disse Alice.
- Está bem. - disse o Gato, e dessa vez desapareceu muito devagarinho, a começar pela ponta do rabo e a acabar pelo sorriso, que ficou ainda um bocado depois de tudo  o resto ter sumido
- Bonito! - disse Alice... Já vi muitos gatos sem sorriso... mas um sorriso sem Gato é a coisa mais curiosa que já vi e toda a minha vida!

Lewis Carroll, Alice nos País das Maravilhas

11.11.2011

O SEXTO SENTIDO

Hoje escrevo-te, sentido último, para mim primeiro... que sem ti não sobrevivo...
És o sexto e pressinto-te na mente, corpo, na pele e no som destes dias que passam amarelos.... Avisas-me sempre, à mesma hora, para me quedar na viagem...
Mas eu avisei-te que sem rede, me atiro ao abismo, que sem esse voo rasante isto não presta...
E do alto das colinas, do cimo dos montes, sobrevivo à passagem dos dias porque espectadora do que vejo... Sabes tu, que vês mais longe e sabes mais...que vê sempre mais do que é preciso... que a tua visão alcança o longe sem lentes de aproximar...
Acato-te de olhar travesso, quando me apetece partir... num riso que bem conheces... num riso de perceber tudo o que me dizes e mais ainda... num riso de saber que sem mais o teu sentido, sairia de mansinho e sem chorar...
Mas não... porque existes e te partilhas, vou navegando sem bússola os mares revoltos embora tu queiras o navio preso no cais...
Por ti, embriagada de palavras... procuro manter o tino... sim, esse estranho e limitador tino ... e só por ti, por vezes páro esta  bebedeira de palavras... se o quiser manter...
Tempus fugit, dizes-me ao ouvido quando me tento esquecer...
....Como é viver com um coração esburacado, amigo de jornada?
Não sei quem te dá crédito...
Sei que não tenho nada para ti excepto o que sou nos meus impulsos...
Eu que me não recomendo a ninguém... eu que não sei fazer mais nada do que ser ...
Tu me mostras que talvez tudo isto que sou eu não passe de uma banal vulgaridade, tão banal quanto vulgar...
Talvez pouco elevado face à tua dimensão a qual, suspeito eu, vá muito para além do que por aqui se passa.
Mais que tudo, e agora não digo talvez, sobram-me letras onde me faltam sons.
Por isso, te persigo e te escuto... sexto sentido...
Texto escrito a pedido e num momento em que o sexto sentido se me escapa ou quer escapar... 11/11/11

10.23.2011

O PONTO NEGRO

Um professor entra na sala de aula e diz aos alunos:
- Vamos ter um teste. 

Entregou então a folha da prova com a parte do texto virada para baixo e só depois pediu que a virassem. Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha. O professor pediu que todos escrevessem um texto sobre o que viam na folha. Os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa. Terminado o tempo, o professor recolheu as folhas e começou a ler as respostas voz alta. Todas, sem excepção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha. 
Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor disse:
- Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós. Ninguém na sala falou sobre a folha em branco.
Todos centralizaram as suas atenções sobre o ponto negro. Assim acontece nas nossas vida. Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas só nos centramos nos pontos negros.

(Autor desconhecido)

PEDIDO URGENTE

Querido Deus...


Tudo o que eu peço para estes últimos meses de 2011 é uma gorda conta bancária e um corpo magro.
Favor não misturar as coisas, como fez no semestre passado.

AMÉN!

OS FILHOS SÃO DO MUNDO...

Devemos criar os filhos para o mundo.
Torná-los autônomos, libertos, até de nossas ordens.
A partir de certa idade, só valem conselhos.
Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga.
E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso.
O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.
Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos,
de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.
Isto mesmo!
Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente
da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder?
Como?
Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!
Então, de quem são nossos filhos?
Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas,
porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.
E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento?
Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice?
Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo!
Volto para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo para os filhos, olho meus pequenos
pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo!
Mas é.
Eles são do mundo.
O problema é que meu coração já é deles.
Santo anjo do Senhor...
É a mais concreta realidade.
Só resta a nós, mães e pais, rezar e aproveitar
todos os momentos possíveis ao lado das nossas 'crias', que mesmo sendo 'emprestadas' são a maior parte de nós !!!
"A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver " 


JOSÉ SARAMAGO

 

SOCORRO, SOU PROFESSOR


Se um médico, um advogado ou um dentista tivessem, de uma só vez, 26 pessoas no seu gabinete, todas elas com diferentes necessidades e algumas que não querem estar ali, e o médico, o advogado ou o dentista tivessem que tratá-las a todas com elevado profissionalismo durante dez meses, então poderiam fazer uma ideia do que é o trabalho do professor na sala de aula.
 

MORRER SEM TESTEMUNHAS...

"...Um dos erros do ser humano é tentar tirar da cabeça
aquilo que não sai do coração...'

Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em port para pagar os seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e tinha fome.
Decidiu que pediria comida na próxima casa.
Porém, seus nervos o traíram quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta. Em vez de comida, pediu um copo de água.
Ela pensou que o jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de leite.
Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou:
-Quanto lhe devo ?
-Não me deves nada - respondeu ela.
E continuou: - Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa.
- Ele disse:
- Pois te agradeço de todo coração.
Quando Howard Kelly saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais vigorosa e vibrante.
Ele já estava resignado a se render e deixar tudo.

Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos.
Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um especialista para estudar a sua rara enfermidade.
Chamaram o Cardiologista Chefe Dr. Howard Kelly. Quando escutou o nome do povoado de onde ela viera, uma estranha luz encheu seus olhos.
Imediatamente, vestido com a sua bata de médico, foi ver a paciente.
Reconheceu imediatamente aquela mulher.
Determinou-se a fazer o melhor para salvar aquela vida. Passou a dedicar atenção especial àquela paciente. Depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ganhou a
batalha. O Dr. Kelly pediu a administração do hospital que lhe enviasse a
factura total dos gastos para aprová-la.´Ele a conferiu, depois escreveu algo e mandou entregá-la no quarto da paciente. Ela tinha medo de abri-la, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos.
Mas finalmente abriu a factura algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito o seguinte:

'Totalmente pago há muitos anos com um copo de leite ass. : Dr. Howard Kelly.'

'VIVER SEM AMIGOS É MORRER SEM TESTEMUNHAS.'

O QUE NÃO NOS MATA...


Já não tenho dúvidas quanto a isto?

O QUE NÃO ME MATA, TORNA-ME MAIS FORTE!

CONHECIMENTO EXPLÍCITO DA LÍNGUA - AULA DE PORTUGUÊS

 O " filho da puta........."

1. Filho da puta é adjunto adnominal, quando a frase for: ''Conheci um político filho da puta".
2. Se a frase for: "O político é um filho da puta", aí, é predicativo.
3. Agora, se a frase for: "Esse filho da puta é um político", é sujeito.
4. Porém, se o gajo aponta uma arma para a testa do político e diz:
- Agora nega o roubo, filho da puta! - aí é vocativo.
6. Finalmente, se a frase for: "O ex-ministro, aquele filho da puta, arruinou o país e não só" - daí, é aposto.
Agora vem o mais importante para o aluno. Se estiver escrito:
"Saiu de ministro e foi viver para França e ainda se acha o salvador da Nação." 
O "filho da puta" aqui é sujeito oculto...

O HOMEM DAS VIOLETAS ROXAS - UM MÊS

Faz hoje um mês que O Homem das Violetas Roxas foi publicado.

PÃO...

Expliquem-me, por favor. Eu sei que que sou limitada em matérias de alcançar temas difíceis, mas prometo que se me explicarem devagar e com as palavras certas, eu tentarei compreender.

20H30 - protagonista da história em casa; 20h 40 - dá-lhe a aflição dos domingos à noite e decide ir ao Pingo Doce. A estrear. Abriu recentemente. Foi.  20h 45 - Deambulou pelos corredores em busca de compota de pêra e gengibre (não há no Pingo Doce) e parou no pão. 20H 50 - Ia para pagar quando reparou que umas funcionárias agarravam no pão de diferentes variedades que tinha embelezado a vitrine e, à bruta (acreditem - à bruta e com desprezo) - atiravam o pão para enormes sacos de plástico e diretamente com as mãos desprotegidas. Protagonoista fez contas de cabeça e rebuscou algo que lhe tinham dito sobre este assunto: que as sobras do pão dos supermeracdos ia diretinho para o lixo.
20:55 -Afoita e curiosa, pergunta à caixa o que vai acontecer àquele pão ao que esta responde: LIXO!

10:50 - Pronto, expliquem-me...

10.16.2011

ETERNA SAUDADE - S.F. E S.N. 2012

SÓCRATES ENTRA NA SORBONNE COM CUNHA DO DIPLOMATA - E NINGUÉM AVERIGUA ISTO?

A licenciatura domingueira do ex-primeiro-ministro José Sócrates continua a dar que falar. Mas desta vez dá que falar em francês. Rima e é verdade: a entrada de Sócrates no Instituto de Estudos Políticos de Paris, mais conhecido como Sciences Po da Sorbonne, foi por duas vezes recusada. Isto porque o currículo académico em Engenharia não terá sido considerado à altura da instituição francesa, que tem todos os anos 35 mil candidatos para 3500 lugares.
À terceira lá foi aceite nos estudos de Filosofia, mas para isso teve de entrar em acção o diplomata Francisco Seixas da Costa, embaixador de Portugal na capital francesa, que mexeu e remexeu os cordelinhos necessários para permitir a entrada do ex-chefe de governo na universidade.
Seixas da Costa esteve também na cerimónia de atribuição do doutoramento honoris causa ao ex-presidente brasileiro Lula da Silva, de que o Correio indiscreto deu conta aqui na edição da semana passada.
Nesse dia ficou provado, a quem ainda tivesse dúvidas, que José Sócrates aceitou o convite que lhe foi endereçado por Lula e pela sua sucessora Dilma para ser uma espécie de representante especial dos interesses do Brasil na Europa.
Sem terem de passar por Portugal, uma das portas de entrada dos brasileiros no Velho Continente, grandes empresas do país-irmão, como a gigante petrolífera Petrobras ou a cimenteira Camargo Correia, vão dispor de Sócrates como cartão--de-visita na UE.
Os serviços prestados não se ficam por aqui: o famoso ex-assessor de imprensa Luís Bernardo vai ser a lança de José Sócrates – e do Brasil de Dilma Rousseff – na África lusófona, de Angola a Moçambique.
DIREITO DE RESPOSTA
Recebemos do embaixador de Portugal em França, Francisco Seixas da Costa, o seguinte pedido de Direito de Resposta, que transcrevemos na íntegra:
"Chegou ao meu conhecimento que o ‘Correio da Manhã’ publicou, na passada semana, uma notícia relativa à admissão do Engº José Sócrates no Instituto de Estudos Políticos, em Paris, na qual se assegurava que o embaixador de Portugal em França "mexeu e remexeu os cordelinhos para permitir a entrada do ex-chefe do governo na universidade", após uma suposta "terceira recusa" à sua admissão. Isto não corresponde à verdade. Nunca me foi pedida, nem eu levei a cabo, qualquer diligência para facilitar o acesso do Engº José Sócrates ao Instituto de Estudos Políticos, nem nunca chegou ao meu conhecimento que tenha havido qualquer dificuldade na respectiva admissão naquela escola.
No que me toca, e sobre este assunto, os factos são muito simples e não admito que sejam contestados. Em inícios de Julho, o antigo Primeiro-ministro contactou o embaixador de Portugal, porque gostaria de obter uma informação sobre os cursos existentes em Paris, numa determinada área académica que estava a pensar frequentar. Foi-lhe proporcionado um contacto com dois professores universitários dessa área, que melhor o poderiam elucidar sobre o assunto, facto que, aliás, surgiu então referido na imprensa portuguesa. A intervenção do embaixador de Portugal neste processo começou e acabou ali. Só no final de Agosto, quando regressei a Paris, é que vim a saber que o Engº José Sócrates havia escolhido aquela escola e que nela fora admitido."

SIM, SR.º EMBAIXADOR,
NÓS ACREDITAMOS EM SI...

ESCOLA ESSDINIS, CHELAS, LISBOA

"A Escola Secundária de D. Dinis - Lisboa está de Parabéns!

Conseguimos manter a classificação média de exames realizados do ano anterior, mesmo aumentando o seu número em 58 exames. Com igual sucesso, trepamos pelo ranking de escolas nacionais, passando de um 465º lugar em 605 escolas para um 324º lugar em 604 escolas. Estes dados são avançados pelo Correio da Manhã.

2010
Lugar: 465 (em 605 escolas consideradas)
Nº de Exames: 257
Média Geral: 9.96

2011
Lugar: 324 (em 604 escolas consideradas)
Nº de Exames: 315
Média Geral: 9.96

RANKING DAS ESCOLAS

O ranking das escolas faz todo o sentido... Especialmente quando se colocam, lado a lado, em comparação colégios com 8 alunos por aula, acompanhados pelo mesmo professor desde o 1..º ciclo e escolas, como a minha, com 28 marmanjos por sala, todos repetentes à excepção de um ou dois recambiados de outra escola e que andam, desde o 1.º ciclo, perdidos na família, na escola, na sociedade e no mundo.

Sim, o ranking das escolas faz todo o sentido. Especialmente se compararmos alunos oriundos de famílias classe média alta, com todo o acompanhamento necessário ao sucesso escolar e social, com alunos provenientes de famílias disfuncionais, com pais ausentes, violentos, mães alcóolicas,e mesmo prostitutas...

Sim, o ranking das escolas faz todo o sentido. Especialmente se compararmos o empenho e desgaste de um professor com 8 alunos pela frente, aplicados e com métodos de trabalho, com o empenho e desgaste de um professor que, perante 28 alunos repetentes, tenta a custo salvar a pele, procurando sobretudo sair da sala sem levar consigo uma ofensa... ou até mesmo uma cadeira pela tola...

Sim, o ranking das escolas faz todo o sentido...

10.12.2011

5 MINUTES MANAGEMENT COURSE

Lesson 1 :A priest offered a Nun a lift... She got in and crossed her legs, forcing her gown to reveal a leg.
The priest nearly had an accident. After controlling the car, he stealthily slid his hand up her leg.....
The nun said, 'Father, remember Psalm 129?' The priest removed his hand. But, changing gears, he let his hand slide up her leg again.   The nun once again said, 'Father, remember Psalm 129?'
The priest apologized 'Sorry sister but the flesh is weak.'
Arriving at the convent, the nun sighed heavily and went on her way.
On his arrival at the church, the priest rushed to look up Psalm 129.
It said, 'Go forth and seek, further up, you will find glory.'

Moral of the story:

If you are not well informed in your job, you might miss a great opportunity.
Lesson 2:A sales rep, an administration clerk, and the manager are walking to lunch when they find an antique oil lamp. They rub it and a Genie comes out.  The Genie says, 'I'll give each of you just one wish.'
'Me first! Me first!' says the admin clerk..  'I want to be in the Bahamas , driving a speedboat, without a care in the world..'  Poof! She's gone.
'Me next! Me next!' says the sales rep. 'I want to be in  Hawaii , relaxing on the beach with my personal masseuse, an endless supply of Pina Coladas, and the love of my life.'  Poof! He's gone.
'OK, you're up,' the Genie says to the manager.  The manager says, 'I want those two back in the office after lunch.'

Moral of the story:

Always let your boss have the first say.
Lesson 3:An eagle was sitting on a tree resting, doing nothing.
A small rabbit saw the eagle and asked him, 'Can I also sit like you and do nothing?'  The eagle answered: 'Sure, why not.'
So, the rabbit sat on the ground below the eagle and rested. All of a sudden, a fox appeared, jumped on the rabbit and ate it.
Moral of the story:
To be sitting and doing nothing, you must be sitting very, very high up.

Lesson 4:A turkey was chatting with a bull.  'I would love to be able to get to the top of that tree' sighed the turkey, 'but I haven't got the energy.'
'Well, why don't you nibble on some of my droppings?' replied the bull.  It's full of nutrients.'
The turkey pecked at a lump of dung, and found it actually gave him enough strength to reach the lowest branch of the tree.
The next day, after eating some more dung, he reached the second branch... Finally after a fourth night, the turkey was proudly perched at the top of the tree.
He was promptly spotted by a farmer, who shot him out of the tree.

Moral of the story:

Bull Shit might get you to the top, but it won't keep you there...

Lesson 5:

A little bird was flying south for the winter.  It was so cold the bird froze and fell to the ground into a large field. While he was lying there, a cow came by and dropped some dung on him. As the frozen bird lay there in the pile of cow dung, he began to realize how warm he was.
The dung was actually thawing him out!
He lay there all warm and happy, and soon began to sing for joy.  A passing cat heard the bird singing and came to investigate... Following the sound, the cat discovered the bird under the pile of cow dung, and promptly dug him out and ate him.

Morales of the story:

(1) Not everyone who shits on you is your enemy.

(2) Not everyone who gets you out of shit is your friend.

(3) And when you're in deep shit, it's best to keep your mouth shut!

THUS ENDS THE 5-MINUTE MANAGEMENT COURSE.

FOGO GREGO

VIRIATO SOROMENHO-MARQUES

Fogo grego

DN, 9 de Outubro de 2011

por VIRIATO SOROMENHO-MARQUES
Nenhuma cultura europeia amou tanto a herança da Grécia clássica como a cultura germânica no período do seu apogeu, que vai de Hölderlin e Hegel até Nietzsche. Este último, ao lado do nosso Andrade Corvo, foi um dos primeiros intelectuais europeus a antecipar a grande guerra civil europeia de 1914-1945, que deixaria o mundo, por duas vezes, em escombros.
Nietzsche, que como enfermeiro tinha visitado os campos de batalha da guerra franco-prussiana de 1870, teve uma clara visão da hecatombe que aí vinha. Em 1878, numa época de felicidade quase hipnótica - para evocar as memórias do grande escritor judeu, de língua alemã, Stefan Zweig -, Nietzsche recorreu à Grécia Antiga para representar o trágico futuro da Europa. Escreveu ele que os europeus iriam imitar os gregos, no seu pior. No auge do seu poderio, em vez de transformarem a sua profunda unidade cultural e civilizacional numa comunidade política ao serviço do espírito, fazendo de cada Estado um cantão numa grande Confederação Europeia, Nietzsche temia que a Europa replicasse, em escala ciclópica, a Guerra do Peloponeso. A Europa, tal como a Grécia clássica o fizera, caminharia para um suicídio sangrento.
No deserto de cultura humanista que hoje habita as chancelarias europeias, estas palavras soam aos ouvidos como se fossem proferidas em mandarim. Daria tudo para estar enganado, mas, quando em 2012, as ruas das cidades europeias, de Lisboa a Paris, passando por Berlim e Roma, forem ocupadas por multidões que vão exigir aos seus governos a devolução de um futuro que lhes foi roubado, então até as bisonhas criaturas que nos governam vão perceber que a Grécia, afinal, não habita a periferia, mas sim o coração da Europa.



Viriato Soromenho-Marques
Full Professor University of Lisbon

BRINDEMOS!

"Um brinde aos nossos defeitos,
porque as nossas qualidades
nenhum filho da puta
reconhece".



NEL MEZZO DEL CAMINO

Das duas uma: ou fluimos como o rio, deixando-nos ir ao sabor da corrente mesmo que ela nos leve a sítios onde preferíamos não ter ido ou lutamos contra a corrente e ficamos parados, seguros, tementes, engando-nos a nós próprios... convencendo-nos de que esse foi a melhor forma de estabelecer limites, de não ultrapassarmos a zona de conforto e de nos protegermos!
Puro engano!
O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

(Fernando Pessoa)

QUINQUILHARIAS

Ela tinha a mente povoada de quinquilharias
e não sabia...

Claro!

Claro que isso é o que acontece, dum modo geral, quando se comem bolos, mas Alice estava já de tal maneira metida em coisas impossíveis que lhe parecia banal e estúpido que a vida continuasse na mesma.


Lewis Carroll

BONS CONSELHOS

 
Ela geralmente dava muitos bons conselhos a si própria embora raramente os seguisse...

RAINHA DOS PRADOS

No mundo por ela habitado, onde o deixou entrar, existe espaço para os dois. Mas ele ainda não sabe.
Ela podia, se quisesse, ter-se escapado dele pelos caminhos secretos que só ela conhece, onde tudo existe sem ser tocado pelos homens... Pelo contrário, abriu-lhe as portas do seu Santuário secreto sem temer que ele lhe desvendasse os segredos. Sabia que ele nunca os alcançaria, por mais que tentasse. Há mundos únicos, habitados apenas por seres irrequietos, plenos de luz. Poder-lhe-ia ter dito as palavras mágicas. Poderia tê-lo beijado como aprendera com as Deusas.. poderia até ter-lhe permitido aceder aos seus recantos interiores, onde reinam as pradarias macias e húmidas como os seus dois corpos unidos. Mas nada fez.
E ele regressou a casa, em triunfo...  Transportava consigo mais uma vitória. Outro momento em que se desafiara a si próprio... porque disso precisa para poder acordar. Esqueceu-se, ele, que há poucos momentos na vida em que o mundo de cima desce para nos salvar.
A Rainha dos Prados nunca hesitara quanto ao caminho a tomar, quanto ao lugar por onde devia ir... excepto naquela manhã em que desejara existir como os demais, ser real... e poder ser abraçada para sempre por aquele abraço que ele lhe recusou...