Porque a vida não é um fenómeno lógico e a criatividade é um produto derivado do sonho...
3.15.2011
GATO DESLUMBRADO
Há dias dei por mim perplexa perante o louco corropio do meu mimado gato citadino face aos pequeninos seres esvoaçantes que habitam o meu jardim alentejano. Nunca tinha visto um gato deslumbrado. E também eu me senti deslumbrada perante a vida naquela manhã de quase Priumavera.
SO WHAT?
3.11.2011
NO MEIO DO DESERTO
Ninguém se apaixona quando tudo corre bem. Apaixonamo-nos quando acaba a gasolina, no meio do deserto. Atesta-se o depósito com umas patranhas, umas palavras, uns absurdos, e enfia-se tudo no desgraçado do reservatório, que está seco. Ninguém quer estar parado, sozinho, no meio do nada.
O RISO DE DEUS
"Eu não era uma amargurada mas tinha algumas ansiedades. Dava as minhas aulas na universidade, tiha uma boa relação com o meu marido e com os meus filhos. Hoje, já sei de que era o meu vazio: acho que só a minha relação com os filhos era verdadeira. As aulas não me diziam nada porque a gente a certa altura descrê dos saberes e repara que estamos ali a cumprir um ritual... Com o Bob eu estava bem, mas não tinhamos nada a dizer um ao outro. A gente não consegue convencer-se de que não é vida chegar a casa à noite, comer, ouvir uma música e ficar naquele frente-a-frente absurdo, em que a imaginação e a novidade, quando aparecem, vêm da televisão e não de nós."
O Riso de Deus de António Alçada Baptista
SUBIR A ESCADA ROLANTE QUE DESCE
"A minha vida começa no dia em que decidi deixar de viver a minha vida como quem sobe uma escada rolante que desce."
(Pascal de Duve, Poeta belga, 1964-1993)
(Pascal de Duve, Poeta belga, 1964-1993)
Decidi deixar de ser boazinha para ser verdadeira. Fartei-me de dizer sim. Fartei-me de te aturar. Fartei-me de concordar. Fartei-me de suportar. Fartei-me de repetir. Fartei-me de me mentir. Fartei-me de te sorrir. Fartei-me. E se eu não mudar, morro. A mudança é a minha essência. Tudo no universo se move e eu tenho andado parada. Preciso de ser quem sou e não quem gostariam que eu fosse. Não serei uma "nice dead person"... Por isso, começarei hoje a tratar da minha paz interior como a minha mãe costumava tratar das flores no seu jardim.
SEM MÁSCARA
"Só quando conseguirmos ser verdadeiramente nós próprios, sem máscara e sem rótulo, deixaremos o outro ser verdadeiramente ele mesmo... O verdadeiro encontro acontece entre os seres, não entre as personagens que usam máscaras." (Thomas D'Ansembourg, Seja Verdadeiro, Ésquilo, p.162)
NO AMOR E NA GUERRA VALE TUDO?
Uma amiga afirmou isto várias vezes na última semana ao ponto de me fazer pensar sobre o assunto. Será que no amor e na guerra vale mesmo tudo? Tenho dúvidas. Não me parece que assim seja. Quando se perde no amor, ganha-se na experiência e enriquece-se a história de vida. Não faço a apologia do "vale tudo" porque tal me parece serem os trunfos de quem joga sem regras. O amor é um jogo de trocas, de dar e receber e, quando perdemos alguém para outra pessoa, temos de saber aceitar essa opção. Por mais que doa. Por mais que apeteça gritar. Mas não vale fazer um jogo sujo, cobrar, chantagear... As almas superiores são apenas aquelas que aceitam e deixam o rio caminhar. E são tão poucas...
O TSUNAMI
A vida, a minha vida, surge não em ondas vulgares, tipo três metros. Não! A vida surge-me sempre em forma de Tsunami, arrasadora, brutal, sem me dar tempo para hesitar...
3.02.2011
A SEITA DO SONHO
Não vale a pena assitirmos à destruição domiciliária dos sentimentos. Afinal, de que vale andarmos a desmanchar o amor para ver como funciona por dentro?
"Talvez seja necessário despojarmo-nos de muitas coisas e tornar a vestir as vestes da inocência para que o amor nos possa ser revelado."
Olho ao meu redor e assisto a relações que terminam, outras que começam, e ainda a outras que nunca deveriam ter começado... Sinto que mais uma vez estou só a segurar nas mãos as interrogações de sempre. Não estão TODAS as relações destinadas a um fim? Não é verdade que tudo o que começa acaba? Não é real que tudo o que nasce morre? Não sabemos todos que andamos a adiar a vida que queremos viver? E que nem sempre corresponde à vida que vivemos?
Pois, concluo que tudo o que tem valor vem até mim, "devagarinho, do lado do coração"...
O QUE TE FAZ FALTA...
É a intensidade, segundo Carl Jung, que faz falta ao homem para ele se sentir auto-realizado. Mas muitos de nós vivemos num limbo onde a única intensidade sentida é a da azáfama estupidificante e repetitiva que mantemos. Viver com intensidade pressupõe quebrar o jogo, romper as barreiras, abrir alas e deixar passar a vida, aceitar os imprevistos, criar absurdos, perder os medos, abandonar hábitos, clichés... mudar, evoluir, rever, reconstruir quem somos. E sobretudo é aceitarmos todas as partes presentes em nós, por mais dolorosas, inponderáveis, imprevisíveis ou loucas que possam ser.
Porque o que deixamos de nós ao abandono voltará um dia para nos cobrar...
Porque o que deixamos de nós ao abandono voltará um dia para nos cobrar...
E ELES?
Há dias, refletia com uma amiga recém-casada sobre esta terrível pergunta. Trocávamos ideias e ela mostrou-me algumas leituras que andava a fazer sobre a problemática em questão. Eu avancei mesmo com uma outra pergunta, mais terrível ainda: And... what happens to sex after marriage? Na verdade, fiquei a pensar sobre o assunto. Quando duas pessoas têm absolutamente toda a "liberdade" e disponibilidade para se conhecerem, amarem, aprofundarem o conhecimento uma da outra e "usufruirem-se", eis que surgem estas temidas questões. O pior e talvez mais irritante é que, a muita bibliografia de auto-ajuda existente sobre "como salvar o seu casamento", é maioritariamente dirigida a um público feminino (a autora diz mesmo: "I have addressed this book to women, the relationship watchdogs in our society... if you are a male reader, please accept my apologies...), o único que, pelos vistos, tem destas angústias e sofre estupidamente, a meu ver. Senão, vejamos: o livro de JAMIE TURNDORF, espantosamente intitulado Till Death Do Us Part (UNLESS I KILL YOU FIRST) - a step-by-step guide for resolving marital conflict) revela-se como um importante documento de ajuda a essas muitas mulheres que decidem tomar a peito a árdua tarefa de salvar o casamento ou a relação /ralação (como se tal fosse possível!!!!)... Na verdade, apresenta um curso completíssimo de técnicas, estratégias e conselhos a utilizar diariamente sempre que confrontada com um dos muitos problemas que insistem em persistir num casamento. Exemplos: Como entender a química da luta? O campo de batalha do casamento: conflitos; Como negociar? Como negociar um contrato? e muitas, muitas outras dicas... Confesso que cheguei ao fim do livro cansada. E não acredito que depois de ler aquilo tudo, exista alguma mulher com vontade de tentar salvar o que quer que seja. E o pior é aquela revolta miudinha que ao longo das páginas se vai agudizando... afinal, e eles? Não têm de fazer absolutamente nada?
VIVER
O poeta Henry David Thoreau quando foi viver para Walden Pond em 1845 escreveu:
"Fui para o bosque porque queria viver deliberadamente, confrontar-me apenas com os factos essenciais da vida e ver se seria capaz de aprender aquilo que ela tinha para me ensinar, e não, ao chegar a hora de morrer, descobrir que não tinha vivido."
"Fui para o bosque porque queria viver deliberadamente, confrontar-me apenas com os factos essenciais da vida e ver se seria capaz de aprender aquilo que ela tinha para me ensinar, e não, ao chegar a hora de morrer, descobrir que não tinha vivido."
ANTES SER PUTA
MUITAS PESSOAS ME PERGUNTAM:
- E "ANTES SER PUTA" É LÁ NOME DE BLOG? LOL LOL
Aqui vai a resposta:
Antes ser puta do que ... viver contra os meus princípios, aturar pessoas estúpidas, acordar de madrugada num dia de chuva, perder tempo com quem não o merece, engordar desmesuradamente, voltar a votar num dos partidos existentes, ser contra o aborto, trair os meus amigos, suportar os discursos de Fidel Castro, viajar em grupos de 50, viver presa a laços injustificáveis, comer orelha de porco, deixar de fumar... lol lol lol E ainda... suportar clichés, frases tipo "fica bem" / "não fica bem", suportar certas regras, crenças e crendices, suportar preconceitos... "ter de" porque "tem de", incompetências, fanatismos, invejas ou a pequenez moral.
- E "ANTES SER PUTA" É LÁ NOME DE BLOG? LOL LOL
Aqui vai a resposta:
Antes ser puta do que ... viver contra os meus princípios, aturar pessoas estúpidas, acordar de madrugada num dia de chuva, perder tempo com quem não o merece, engordar desmesuradamente, voltar a votar num dos partidos existentes, ser contra o aborto, trair os meus amigos, suportar os discursos de Fidel Castro, viajar em grupos de 50, viver presa a laços injustificáveis, comer orelha de porco, deixar de fumar... lol lol lol E ainda... suportar clichés, frases tipo "fica bem" / "não fica bem", suportar certas regras, crenças e crendices, suportar preconceitos... "ter de" porque "tem de", incompetências, fanatismos, invejas ou a pequenez moral.
Antes ser puta do que suportar quem não sabe perder ou viver rodeada de estupidez...
DESCER O RIO
Uns amigos:
- decidiram casar;
- decidiram fazer a tradicional despedida de estado civil descendo o Mondego com a malta.
Fiquei contente. Havia ali afinal algo de criativo. Eles tinham fugido ao jantar e à típica ida às putas e elas também ao jantar (desta vez no chinês) seguido da entediante saída a um bar de música brasileira ou ao show de strip masculino. Em qualquer destes casos, é sempre muito do mesmo e já não tenho paciência. Como também a perdi para os rituais de uma ida à igreja (onde raramente entram) seguida de um discurso religioso irrelevante que ninguém ouve; para não falar do espectáculo que se segue em que 2h após o banquete principal os bocejos se alastram e os rídiculos passos de dança (ao som da musiquinha do momento) abrilhantados pelo teclado electrónico do senhor de fraque se repetems ... Na verdade, cansei-me! Por que não se inventam novas formas de celebrar o amor? Sei lá, foder desmesuradamente à beira mar... embebedarem-se os dois até à loucura... desaparecerem do mapa por um tempo sem ninguém, digo ninguém, saber... adquirirem uns comprimidos de ecstasy e casarem-se numa rave... Será melhor eu ficar por aqui porque a torrente de propostas começa a fervilhar-me no cérebro. A verdade é que esgotámos a criatividade. Anulámos a nossa capacidade de criar. Repetem-se os mesmos padrões. A vida tornou-se uma sequência de rituais mortos. Deixemos espaço para o absurso, o inexplicável, o surpreendente. Paremos de planear tudo ao pormenor como se temessemos o surgimento do novo, do desconhecido. Viva a incoerência porque ela significa viver. Só os mortos, diz OSHO, são consistentes. Fujamos dos "deves" e "não deves" que nos perseguem. Importemos um pouco de caos para as nossas vidas. Criemos algo novo porque "a criatividade é a maior revolta de toda a existência."
A MULHER, O PRÍNCIPE E OS SAPATOS
Era uma vez uma mulher que sonhava com o seu Príncipe encantado. Infelizmente, desde criança que lhe contavam histórias onde havia sempre um príncipe encantado (lindo de morrer... não interessava se antes tinha sido um sapo ou um burro ou uma lagartixa) e em que os dois ficavam juntos, tinham muitos "filhinhos" e eram felizes para sempre. Ora, a merda toda, é que as nossas queridas mães e avós e tias não tiveram o bom senso de nos explicarem que tudo aquilo era história, ficção, mito, ilusão e outras porras...
A verdade é que o Príncipe Encantado é isso mesmo... encantado e por mais que se deseje, ele não se desencanta em sítio algum. Ora bem, a juntar a este quadro, vem uma outra faceta das históriazinhas com as quais crescemos que particularmente me irrita. Num desses contitos, chega a Fada e fornece à Cinderela todos os apetrechos necessários para ela ir ao tal bailarico... até aqui tudo bem, mas já pensaram que a puta da fada não lhe perguntou sequer se ela queria ir ao baile? Ou se queria o vestido daquela cor? Ou se gostava de sapatos de cristal? E pior ainda, por que raio é que o dito Príncipe haveria de ser o homem dos sonhos da Cinderela? Bem, isto de os outros decidirem por nós já tem os dias contados (espero eu!), porém não deixa de me intrigar que tudo acabe com um homem a correr o reino com um sapato na mão em busca do pé perdido... E com tudo isto, como é que as mulheres não haveriam de ser taradas por sapatos?
(É grande, o nonsense que hoje se apodera de mim... lol)
AS VIÚVAS INDIANAS
Há coisas que me perturbam! Visitei a Índia durante quase um mês numa viagem que não esquecerei. Vai-se à Ìndia e não se volta igual. Um país que não consigo descrever. Sente-se. Vive-se. Mas não se descreve. Qualquer descrição limitaria a extensão da sua grandeza positiva ou negativamente falando. Das muitas questões que se me levantaram ao longo desta viagem, preocupa-me particularmente a situação das mulheres viúvas. Segundo a tradição indiana, as viúvas deixam de ter direito ao leito conjugal e passam a dormir no chão. Como se tal não bastasse, alimentam-se frugalmente e vivem solitárias como se o mundo tivesse acabado. Não podem voltar a ter uma posição social a não ser pela morte e chegam ao ponto de se deixarem queimar vivas sobre a pira funerária dos seus maridos.
UM ENCONTRO NUM MILHÃO DE DESENCONTROS
ESTÁ PROVADO QUE, POR CADA PESSOA QUE CONHECEMOS, EXISTEM CERCA DE 999.999 QUE JAMAIS CHEGAREMOS A CONHECER. E, DOS POUCOS ENCONTROS QUE TEMOS AO LONGO DA VIDA, SÓ UMA PEQUENA PROPORÇÃO OCORRE EM PERÍODOS E CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE O AMOR E OU A RELAÇÃO - PONDO DE LADO O SEXO - SÃO SEQUER POSSÍVEIS. EM SUMA, AS PROBABILIDADES DE CHEGARMOS A CONHECER A NOSSA METADE PERFEITA SÃO MUITO REDUZIDAS, MESMO QUE ELE OU ELA EXISTA.
Por isso, CARPE DIEM!
A MORALIDADE DE NÃO TRABALHAR
Enquanto me ausento POR UNS DIAS e me afasto desta máquina, deixo-vos algumas ideias para reflexão:
(extraídas do livro de Zelinski de que vos falei anteriormente, Editorial presença)
1. Volte a ser criativo em tudo o que faz
2. O melhor teste da qualidade de uma civilização é a qualidade dos seus tempos livre (Irwin Edman)
3.Não existe maior estupidez no mundo do que passar a maior parte da vida a ganhar a vida
4. Ser Yuppie significa ser-se um falhado com êxito
5. Trabalhamos para ter COISAS!
Atenção: Respondendo a alguns comentários, gostaria de dizer apenas que é possível ser feliz trabalhando menos, "esfolando-nos" menos e optando por uma vida de mais tempo livre de qualidade. E isto não implica necessáriamente ter muito dinheiro. Os melhores momentos passados são aqueles em que nem sequer tivemos de gastar nada. Já pensaram nisso? Claro que há necessidades básicas que terão de ser satisfeitas, mas o resto será mesmo necessário e/ou essencial à nossa satisfação pessoal?
(extraídas do livro de Zelinski de que vos falei anteriormente, Editorial presença)
1. Volte a ser criativo em tudo o que faz
2. O melhor teste da qualidade de uma civilização é a qualidade dos seus tempos livre (Irwin Edman)
3.Não existe maior estupidez no mundo do que passar a maior parte da vida a ganhar a vida
4. Ser Yuppie significa ser-se um falhado com êxito
5. Trabalhamos para ter COISAS!
Atenção: Respondendo a alguns comentários, gostaria de dizer apenas que é possível ser feliz trabalhando menos, "esfolando-nos" menos e optando por uma vida de mais tempo livre de qualidade. E isto não implica necessáriamente ter muito dinheiro. Os melhores momentos passados são aqueles em que nem sequer tivemos de gastar nada. Já pensaram nisso? Claro que há necessidades básicas que terão de ser satisfeitas, mas o resto será mesmo necessário e/ou essencial à nossa satisfação pessoal?
DELETE ALL
"(...) e numa manhã em que desci à farmácia para comprar comprimidos porque já não podia com aquela dor de costas, o sol deu-me na cara para me avisar de que estava a malbaratar a minha vida, a única vida de que disponho, porque sou uma mulher e não um gato, e dei-me conta de que havia dois anos que não sentia a carícia dourada do sol no nariz, que a minha juventude estava a escoar-se comigo encerrada num escritório de persianas blindadas, e tranquilamente subi no elevador falante que havia dentro daquele edifício inteligente, terceiro andar, abrindo as portas, dizia o elevador com voz tecnificada, dirigi-me à minha mesa e inseri uma ordem no meu computador: DELETE ALL."
Lúcia Extebárria
LINHA RECTA
"Ninguém anda pela vida em linha recta. Muitas vezes, saímos dos trilhos. Por vezes, perdemo-nos, ou levantmaos voo e desaparecemos como pó."
Henry Miller
I WILL
I WILL NOT FOLLOW MY DREAMS WHEN...
THE MOON WILL RISE IN THE NORTH SKY...
THE SUN WILL RISE AT NIGHT...
THE RIVERS WILL STOP RUNNING DOWN THE SEA...
THE MOUNTAINS WILL START TO CRY...
THE CLOUDS WILL REALLY DANCE UP IN THE SKY...
OR WHEN...
THE BUFFALOS WILL MIGRATE SOUTH...
THE MOON WILL RISE IN THE NORTH SKY...
THE SUN WILL RISE AT NIGHT...
THE RIVERS WILL STOP RUNNING DOWN THE SEA...
THE MOUNTAINS WILL START TO CRY...
THE CLOUDS WILL REALLY DANCE UP IN THE SKY...
OR WHEN...
THE BUFFALOS WILL MIGRATE SOUTH...
ENERGIA
Acordou sem energia. Com aquela estranha sensação de que não se aguentaria de pé o dia inteiro e que o melhor seria voltar para a cama e adormecer de novo. Mas não. O tal do maldito trabalho chamava-a. E os 16 rostos expectantes pelas suas palavras, logo às 9h da matina, preocupavam-na. Pois... Começou lentamente a acordar. Teria pela frente uns quilómetros de viagem. Foi. Parou o carro e implsivamente fechou os olhos. Adormeceu. Não estava a aguentar a luz do dia. O peso das pálpebras era superior ao peso da razão. O seu corpo reclamava descanso. Na sua cabeça, o ruído incessante gritava-lhe que parasse. Adormeceu por alguns momentos. De novo. Acordou com as nove badaladas do enorme sino da igreja ali ao lado. Correu para o parquímetro e não tinha uma puta duma moeda. O multibanco mais próximo não ficava próximo. Se não deixasse o ticket teria o carro rebocado antes do próximo intervalo. Se fosse ao multibanco, chegaria muito atrasada o que, naquele sítio, não era de todo recomendável. PUTA DE VIDA, PENSOU. Por que razão não seguira os seus instintos e, simplesmente, não ficara a dormir?
Há dias assim. Em que nos sentimos sem energia e nos interrogamos se não a andaremos a gastar estupidamente em pequenos nadas. Decidi tornar-me absolutamente forreta no dispêndio das minhas energias e nada, nem ninguém que não mereça, me fará dispersá-las por aí, como areia da praia atirada ao vento.
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